*
Cultivo desanimador.
A safra de soja está chegando ao fim em Mato Grosso do Sul. A hora, agora,
é de iniciar o plantio do milho safrinha. Mas a falta de preço para a
cultura e os prejuízos acumulados de anos passados fizeram muitos
agricultores mudar de ideia. A procura pelos insumos caiu bastante.
A colheita da soja na propriedade do agricultor Lúcio da Malha em Dourados
ainda nem começou. O grão foi cultivado numa área de 330 hectares. Mas
desde já ele definiu que em 2010 plantará apenas metade do milho que em
anos anteriores.
“Como é plantio direto, temos de pensar em cobertura. Colocar braquiaria
ou qualquer outra coisa. Não podemos deixar descoberta”, justificou seu
Lúcio.
Na região o milho safrinha começa a ser cultivado no final de fevereiro,
assim que a colheita da soja acabar. Já são duas quebras seguidas na
produção e muitas dívidas acumuladas pelos produtores. Por isso, um erro
agora pode comprometer ainda mais o orçamento.
A saca de 60 quilos está sendo negociada no Estado por uma média de R$
11,50. No ano passado, o pico atingiu os R$ 18.
A falta de interesse dos agricultores reflete nas lojas especializadas nas
vendas de insumos. Em uma delas, o movimento está 40% abaixo do esperado.
“Sempre nos preocupa por ser uma região produtora de milho, uma região
importante no cenário nacional”, falou Ednei Rodrigueiro, gerente de
negócios agrícolas.
O preço do milho influencia também nos estoques dos armazéns. Na
cooperativa em Dourados são 29 mil toneladas do produto paradas, a espera
da reação do mercado. Há espaço somente para guardar 13 mil toneladas da
soja que está sendo colhida no campo.
“Nós estamos viabilizando para receber dos associados alguns espaços
internos de remoção. E ainda a gente está contando que o governo retire o
milho depositado”, esclareceu Antônio Nishimura, gerente de cooperativa.
Pelo último levantamento da Conab, a redução da área plantada com milho
safrinha em Mato Grosso do Sul pode chegar a 9%. Em todo o país, a
estimativa é de queda de 3,4%.
Fonte: Globo Rural (TV Globo 18/02/09).
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Tá faltando ovo na Venezuela...
Reportagem da revista Veja ( edição 2151 - 10/02/10)
Nosso grande amigo
"‘Não sou um indivíduo qualquer’, disse o coronel
ainda outro dia. ‘Eu sou o povo.’ A impressão
é que o governo Lula ouve essas coisas e acredita"
Considerando-se que o
Brasil não pode escolher os vizinhos que tem, e que também não pode
decidir como eles devem se governar, uma das perguntas que o mundo das
realidades coloca no momento para o governo brasileiro é: o que fazer a
respeito da Venezuela? A questão vem ao caso porque a Venezuela se
transformou, para a maioria dos efeitos práticos, numa ditadura. É
possível discutir seu estilo, o grau a que chegou e até o nome que lhe
seria mais adequado, mas evitará grande perda de tempo, nesses casos, quem
aplicar uma regra descomplicada e eficaz: regimes em que há cada vez menos
liberdades públicas e privadas não podem ser chamados de democracia, e, se
não podem ser chamados de democracia, só podem ser chamados de ditadura.
Temos aí, portanto, uma ditadura na porta – e esse tipo de situação não
ajuda o Brasil em nada, nem poderia mesmo ajudar. Regimes como o do
coronel Hugo Chávez são ruins a qualquer distância. De perto ficam ainda
piores.
Sendo as coisas o que são, a primeira providência a tomar diante da
Venezuela é fazer o possível para viver em paz com ela; provavelmente não
há prioridade maior que essa, sobretudo quando se leva em conta o perfeito
desastre que seria o contrário. O segundo mandamento é não se meter, de
jeito nenhum, nas questões internas da Venezuela. O Brasil, aí,
simplesmente não tem de dar palpite. Não tem de dizer como deveria ser
isso ou aquilo, se seria melhor fazer assim ou assado, ou se o coronel
Chávez está certo ou errado. O governo brasileiro, enfim, não tem de se
preocupar com a posição de países que se entendem mal com o comandante e
gostariam de ver o Brasil distanciar-se dele. Basicamente, as relações
entre o Brasil e a Venezuela não são da conta de ninguém mais; elas devem
ser geridas de maneira a atender aos interesses brasileiros, e, de mais a
mais, é o Brasil, e não os outros, que vive a situação de dividir 2 200
quilômetros de fronteira terrestre com o presidente Chávez.
E a ditadura do homem? Paciência. O mundo está cheio de ditaduras, e, se o
critério para manter relações corretas com outros países fosse o teor
democrático dos seus regimes, o Brasil estaria levando uma vida cada vez
mais solitária. Ficaria de bom tamanho, assim, se este país se contentasse
em deixar a Venezuela quieta. Mas este país não se contenta; está sempre à
procura de alguma nova oportunidade para errar, e, naturalmente, sempre
acha. Onde o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está errando,
no caso, é que ele se mete, sim, na vida da Venezuela – só que se mete a
favor, o que é tão ruim quanto se meter contra. Ao fazer militância ativa
em favor da Venezuela, a política externa do governo brasileiro não está
passando à população uma mensagem de convivência civilizada com um regime
em que são praticados valores diferentes dos que estão estabelecidos na
Constituição do Brasil. A mensagem real diz outra coisa: diz que os
valores do coronel Chávez são ótimos. Se o governo Lula não acha isso,
então por que passa o tempo todo dizendo que acha?
Para o presidente Lula, por exemplo, "o que não falta na Venezuela é
liberdade". Considera perfeitamente normal que o comandante Chávez mude,
sem parar, todas as leis que o incomodam, ou que tire do ar canais de
televisão dos quais não gosta, como acaba de fazer mais uma vez, ou que
solte gangues pagas pelo governo para acabar com manifestações de rua. Não
perde nenhuma ocasião, junto com os estrategistas geopolíticos que tem ao
seu redor, de mostrar que Chávez não é apenas um vizinho – é um aliado,
parceiro e amigo. Por que ficam tão encantados com ele? "Não sou um
indivíduo qualquer", disse o coronel ainda outro dia. "Eu sou o povo." A
impressão é que o governo Lula ouve essas coisas e acredita. Não seria uma
surpresa se acreditasse mesmo, já que acredita, entre outros fenômenos,
que a Venezuela é "um país progressista". Como assim, "progressista", se o
país regride em vez de progredir?
Pelas últimas notícias disponíveis, o
sistema Chávez de produção socialista está fazendo faltar papel higiênico,
ovos
e açúcar.
A inflação real pode
ter superado os 30%, a economia está em recessão e o país tem duas moedas
diferentes. Em vez de fazer aparecer os produtos que estão em falta, o
governo estatiza a escassez; já expropriou um supermercado, assumiu a
operação de uma usina de leite e ameaça com o Exército quem não fornecer
ao estado, a preço oficial, os produtos que quer comprar. A energia
elétrica, que já é estatal, está racionada.
Um modelo de progresso, sem dúvida.
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Sem gaiolas, EUA se tornará importador de ovos (Avisite).
Muito interessante a reportagem do dia 14/12/09 do site AVISITE.
Segue abaixo:
"Abaixo,
alguns dos efeitos econômicos da criação de poedeiras sobre piso, isto é,
abolindo-se totalmente o uso de gaiolas, como pretendem defensores
norte-americanos do bem–estar animal. Os valores mencionados se aplicam à
produção dos EUA.
- Para produzir o mesmo número de ovos obtidos em um moderno sistema de
criação em gaiolas, a criação sobre piso consome entre 15% e 25% a mais de
ração. Isso implica numa demanda extra de mais de 3 milhões de toneladas
de milho e farelo de soja, que por sua vez necessitam de mais de 200 mil
hectares de terras, com perda de espaço útil e aumento de impactos ambientais
negativos;
- O custo da mão-de-obra vai ter um aumento significativo, porquanto o
sistema de criação sobre piso necessita de quatro vezes mais trabalhadores
do que o sistema em gaiolas;
- O espaço necessário para alojar as poedeiras hoje criadas em gaiolas
aumentaria 400%;
- É estimado em US$7,5 bilhões o custo para o produtor converter seu atual
sistema de gaiolas em um sistema sobre piso. A limitada disponibilidade de
crédito, bem como as restrições de ordem ambiental para a instalação de
novas granjas alijaria do processo grande parte dos produtores.
Integrante de um estudo que procurou avaliar o impacto da eventual
eliminação das gaiolas sobre a produção de ovos, os fatores mencionados
estão sendo utilizados pela avicultura como argumento para tentar evitar
que a opção pela poedeira “cage-free” seja adotada nacionalmente, como já
fizeram alguns estados (na Califórnia as gaiolas deverão ser eliminadas a
partir de 2012).
O estudo também ressalta que o país é autossuficiente na produção de ovos,
mas acabará se tornando mais um importador se as gaiolas precisarem ser
eliminadas totalmente. Estima-se, neste caso, que as importações
representarão 10% do consumo doméstico, algo em torno dos sete bilhões de
ovos. " Fonte: Avisite.
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Stephanes prevê caos no campo sem mudanças na
legislação ambiental.
Cada vez que os debates sobre meio ambiente ganham mais espaço na
sociedade e no próprio governo, a polêmica em torno do Código Florestal
Brasileiro se torna mais evidente. Em entrevista à Agência Brasil, o
ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que a legislação tem
que ser reformulada, �sob pena de criar um caos no setor rural.
Se não for feito de forma racional, vai acontecer de forma irracional.
Daqui a pouco haverá agricultores no Rio Grande do Sul fechando estradas e
tratores na rua, afirmou.
A uma pergunta se a situação poderia ser comparada ao bloqueio de estradas
feito no ano passado por produtores rurais argentinos em reação ao aumento
de impostos cobrados pelo governo da presidente Cristina Kirchner, o
ministro respondeu que se nada for definido, vai ficar muito pior.
Daqui a pouco, vai ter movimentos fortes. Só não tem ainda, embora haja
uma insegurança jurídica muito forte, porque a legislação não está sendo
aplicada, previu.
Para Stephanes, a solução do problema passa por três caminhos: a criação
de um grupo de inteligência para estudar e analisar a realidade do setor
rural e as falhas no código, a aplicação da lei sem retroatividade e a
desapropriação, com indenização, de áreas em que se comprovem prejuízos ao
meio ambiente, transformando-as em reservas ambientais, ou obrigação de
mudança do modo de produção. No último caso, o governo induziria o
agricultor a produzir com sustentabilidade por meio de assistência técnica
e financiamentos para adoção de tecnologias adequadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve prorrogar, nos próximos dias,
o prazo de 11 de dezembro, previsto no Decreto nº 6.514, para o início da
aplicação de sanções aos proprietários rurais que não tiverem sua reserva
legal percentual mínimo de vegetação nativa preservado de
acordo com a legislação. Atualmente, a área exigida varia de 80% da
propriedade, na Amazônia, a 20% na Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e
Pantanal, sendo de 35% no Cerrado. Fonte: Agrolink.
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Galinha adota gatinhos.
Dentro de um
galinheiro, uma gata deu à luz filhotes que acabaram sendo “adotados” por
uma galinha. O caso ocorreu em Bauru, a 329 km de São Paulo, e causa
surpresa. A ave toma conta dos gatinhos e não deixa a mãe deles chegar
perto. A gata observa a ninhada de cima do muro.
Os gatinhos são recém - nascidos. Devem ter no máximo três dias. Durante
todo o tempo, eles recebem o calor e atenção da mãe adotiva. O produtor
rural Marcos Gomide disse acreditar que a gata aproveitou o momento em que
a galinha saiu do cesto para ter os filhotes no local.
Toda vez que alguém chega perto dos gatinhos, a galinha fica incomodada. E
é justamente isso que preocupa a proprietária da chácara, Silmara
Simonagio. A dúvida é como os animais serão alimentados. Fonte: O
Globo.
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Fazenda alemã vende seus produtos em
máquinas automáticas.
A fazenda alemã Peter-und-Paul-Hof
encontrou uma solução prática para diminuir os custos das vendas dos seus
produtos agrícolas, eliminando gastos com entregas e aumentando seu lucro.
Ela resolveu vender suas mercadorias por meio de máquinas automáticas.
Em parceria com a companhia Regiomat, criou uma máquina diferente onde
seus consumidores pudessem comprar rapidamente
ovos,
leite fresco, verduras, queijo e mais. Além de praticidade, a tática
promete aumentar os lucros da empresa, que dessa forma corta
intermediários, como supermercados e lojas, que ficariam com parte do
dinheiro das vendas.
Confira:
http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI97597-17180,00-FAZENDA+ALEMA+VENDE+SEUS+PRODUTOS+EM+MAQUINAS+AUTOMATICAS.html
Fonte: Revista PEGN
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Entidades discutem o bem-estar animal
Na série especial que o Globo Rural vem exibindo nesta semana
(05/10/09), você vai ver o que as entidades que representam as cadeias
produtivas do boi, do porco e do frango estão discutindo na questão do
bem-estar animal.
No porto de Belém, no Pará, imagens mostram o flagrante do embarque de
gado vivo, num navio, para o Líbano, no Oriente Médio. Uma viagem de
quase 20 dias dentro de porões, em condições que provocam estresse e
problemas de saúde nos animais. A denúncia é da Organização
Não-Governamental (ONG) WSPA, a Sociedade Mundial de Proteção Animal.
As condições precárias no transporte de animais para o abate, tanto
nos navios, como nos caminhões, preocupam a ONG.
“O produtor cria um boi durante dois anos. Na hora que ele está pronto
para ser vendido, é transportado de forma errada. O boi chega ao
frigorífico cheio de lesões, que vão ser perdidas, cheio de hematomas
e com sinais muito claros desse tipo de estrago na carcaça. Isso tudo
é perda”, diz Antônio Augusto, diretor da WSPA.
No Brasil, não existem leis que obriguem o cumprimento de regras de
bem-estar animal. Há apenas uma instrução normativa com recomendações
de manejo cuidadoso, alimentação saudável, instalações seguras que não
ofereçam riscos aos animais. A adesão à norma é voluntária, mas se
torna praticamente obrigatória para criadores que querem conquistar um
mercado cada vez mais exigente, como a União Europeia (EU).
Os europeus querem que as medidas de bem-estar façam parte das regras
de comércio internacional. Novas normas para a avicultura entram em
vigor em 2012. Para a produção de frangos de corte, um dos itens
exigidos é a padronização no tamanho dos galpões, e na produção de
ovos, o fim das gaiolas para poedeiras.
A União Brasileira de Avicultura (UBA), que tem na Europa o seu
principal mercado, adotou uma série de medida na criação de frangos e
aves de postura para atender às exigências dos compradores.
“O que vai entrar em vigor o Brasil tem condições de atender. A maior
dificuldade vai ser no setor de postura, de poedeiras comerciais. Nós
trabalhamos com gaiolas que vão ser banidas da União Europeia em 2012.
Estamos, agora, em uma fase de discussão. Temos um protocolo para a
postura comercial, mas estamos em um trabalho mais intenso para o
setor de poedeiras. Em frangos de corte, nenhuma dificuldade”, diz
Ariel Mendes, presidente da UBA.
Rui Vargas, diretor de mercado externo da Associação Brasileira da
Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), afirma que
as boas práticas no trato animal podem trazer aumento no custo, mas
são importantes para garantir acesso ao mercado.
“Nós temos a União Europeia como um grande bloco comprador de carnes e
o suíno caminha rapidamente para tentar atingir esse mercado. Nós
achamos importante ter a aprovação desse mercado, porque ele é
referência”, comenta Rui Vargas.
Já o setor de bovinos é mais resistente à idéia de adaptar a cadeia
produtiva às novas exigências europeias.
“A gente não pode aceitar que um bloco ou um país imponha regras
unilateralmente e diga: ‘Você tem que cumprir isso’, mas a gente sabe
também como o mercado funciona. Se a gente quiser entrar lá, vai ter
que se adaptar. Então, num segundo momento, a gente tenta um diálogo e
num terceiro momento, pedir a equivalência entre os processos
produtivos entre Brasil e União Europeia ou outro país ou bloco
qualquer. Nós temos que ter bom senso, aceitar o que é aceitável e
regulamentado pelos órgãos internacionais”, diz Otávio Cançado,
diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Carne (Abiec).
A Abiec confirma que o setor bovino é o mais atrasado na adoção das
boas práticas.
“Se você comparar com os suínos e com as aves, eles estão muito mais
organizados, por conta da verticalização. Com os bovinos é mais
difícil. Você tem milhões de produtores para arregimentar, explicar,
ensinar. As pessoas, geralmente, que cuidam da fazenda, tem uma
instrução, uma escolaridade muito baixa”, diz Otávio Cançado.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem
promovido treinamento para fiscais agropecuários, funcionários de
frigoríficos e de fazendas.
Andréa Parrilla, coordenadora da Comissão Técnica Permanente de
Bem-Estar Animal do Mapa, fala sobre as vantagens para o criador em
adotar práticas de bem-estar animal.
“Além da parte de ética, as vantagens da adoção dos princípios de
bem-estar animal para o produtor são o acesso a mercados e
consolidação desses mercados mais exigentes. Quando se fala em
mercados mais exigentes, são aqueles que pagam mais pelo produto de
boa qualidade e que estejam dentro de certas regras de bem-estar
animal”, diz.
Andréa explica que o governo só vai obrigar os criadores a adotar
essas práticas depois que elas forem adaptadas à realidade brasileira.
“As pesquisas desenvolvidas no Brasil, para as condições Brasileiras,
ainda não são suficientes para sejam desenvolvidas legislações
impositivas, obrigatórias”, diz.
Fonte: Globo Rural
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Anvisa adverte: ovo pode, mas só bem
cozido !
A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça feira
(16/06/09), a resolução que obriga os produtores a botar rótulos nas
embalagens de ovos com uma advertência sobre o consumo do produto. A
medida entrará em vigor em seis meses, e o conteúdo da mensagem faz um
alerta: “O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos
à saúde”. A Anvisa exige ainda que se inclua a recomendação de que
é preciso “manter os ovos preferencialmente refrigerados”, ou seja, em
geladeiras.
O rótulo com o aviso deverá ter destaque na embalagem , de forma
legível, e o tamanho das letras não pode ser inferior a um milímetro.
A decisão baseou-se em dados do Ministério da Saúde sobre registro de
pessoas vítimas da salmonelose, que é a principal causa de surtos de
diarréia. A salmonelose é a infecção decorrente da ingestão da
bactéria salmonela. Quem é infectado apresenta sintomas como vômito,
calafrio, náusea e dores abdominais.
Segundo o ministério, a contaminação com salmonela em ovos foi
responsável por 42,2% dos casos de doenças transmitidas por alimentos
entre 1999 a 2007. No período, cerca de 117 mil pessoas foram
acometidas por essa doença. Foram registrados ainda seis mil surtos
por conta de ingestão da bactéria em festas e comemorações que reúnem
dezenas de pessoas. Ao longo desse período, foram registradas 64
mortes, decorrentes do consumo de pratos como maionese e salpicão
feitos à base de ovos crus ou mal cozidos.
A diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito, explicou que o objetivo da
Anvisa é alertar, principalmente a dona de casa.
- Nosso objetivo não é estigmatizar o ovo, mas deixar
claro que, consumido de maneira imprópria, causa graves problemas de
saúde. O número de pessoas intoxicadas é muito alto, e são
necessárias medidas de alerta. Em vários países é proibido servir nos
hotéis e restaurantes o ovo cru e o pochê – disse Maria Cecília.
A Anvisa recomenda ainda que os ovos sejam expostos nos supermercados
em locais refrigerados, como freezer. Maria Cecília explicou que,
quanto mais tempo a bactéria da salmonela estiver em ambiente frio,
menor o risco da sua proliferação.
O setor produtivo não recebeu com simpatia a decisão da Anvisa. A
União Brasileira de Avicultura (UBA) que reúne os principais
produtores dos país, contesta a medida, diz que a inspeção do
Ministério da Agricultura é suficiente e que é preciso distinguir os
ovos de boa procedência dos que não recebem o mesmo tratamento.
Antônio Guilherme Machado, afirmou que não há evidências de que o ovo
mal cozido cause, de fato, dano à saúde.
- Não se pode generalizar ma informação dessas e colocar
todos os ovos no mesmo cesto.
O diretor afirmou ser importante alertar sobre o consumo do produto
cru, e disse que muitas vezes o problema de intoxicação está no
manuseio ou nas condições em que são preparados os alimentos.
Fonte: O Globo.
Veja também no site do Jornal Nacional:
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1198448-10406,00-ANVISA+ADVERTE+SOBRE+O+CONSUMO+DE+OVO.html
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O ovo é nosso outra vez
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O OVO
está na moda outra vez. Na crise, por ser barato, resolveu
dispensar toda esta história de colesterol e virar estrela. Com
a maior cara de pau. Numa década, é considerado vilão. Na outra
semana, a maionese vira a coisa mais light e ninguém se
desculpa.
Morro de "verguenza ajena" pelos cientistas que mudam de ideia
como de casaco. Numa boa. E todos a cantarem de novo "A galinha
do vizinho bota ovo amarelinho, bota um, bota dois, bota três".
E nós papando todos com a consciência limpa. Agora pode, ele é
nosso outra vez, frito, em gelée, cozido durante 60 horas, gema
molinha e clara dura, clara mole e gema dura.
Está na hora de não deixar que o ovo colorido, já em extinção
nos botequins e padarias, desapareça de vez. Sempre fico
pensando porque se tingiam aqueles ovos. Para dar escolha ao
levemente bêbado, parado em frente à vitrine, encafifado, peço o
azul, ou o rosa, talvez aquele mais roxo? É claro que a cor do
lado de fora deve influenciar o gosto. Um ovo cor de limão é
mais azedo do que um marrom, sério, que até tem cheiro de carne
assada.
Na China, quando nasce uma criança, os pais recebem as visitas
com um presente, um ovo duro colorido que deve ser sinal de
regozijo pelo nascimento.
De vez em quando, as coisas confabulam para aparecerem ao mesmo
tempo. Meu neto chegou contando que comeu ovos Benedict no Ritz
da alameda Franca, a nora comeu ovos de codorna numa casa de
tapas nova-iorquinas em que o pão com tomate vinha com um ovinho
de codorna poché por cima. No Union Square Café, se se pedisse
uma sopa, alguns dólares iam para uma ONG de Sopão, agora é se
pedirem um prato de ovos. David Chang, no Momofuku, não deixa de
colocar um ovo no meio do lámen.
Uma exposição do artista Martin Kippenberger, no MoMA, os ovos
aparecem nas suas pinturas como o Wally. É só procurar que você
acha um. Rostos pintados em formatos de ovos. Ele na cruz, com
seus ovos propriamente ditos; outra tela que é quase só um
enorme ovo frito; um caminhãozinho carregando um ovo enorme,
"Der Eierman und seine Ausleger". E haja símbolo.
No museu Lasar Segall, está o trabalho da fotógrafa Grete Stern,
que ilustrava com fotomontagens os sonhos que as leitoras
mandavam para a revista "Idílio" e eram interpretados por
psicanalistas. E é claro que aparece o OVO, como possibilidade
de explodir em vida. E a capa da última revista "Gastronômica"
são ovos sendo quebrados, ligados pelos fios de gema e clara.
Como são bonitas essas capas da "Gastronômica"! E a foto de ovos
tirada pelo Rômulo Fialdini, que está na minha sala, que
inspiração!
Um dia me perguntaram qual o nome que eu gostaria de dar à minha
coluna, e escolhi "Indez" ou "Endez", que quer dizer: 1) ovo que
se deixa no ninho descoberto, como chamariz para outras galinhas
virem fazer postura no local; 2) que é de extrema
suscetibilidade ou delicadeza.
Aí, por causa do segundo significado, desisti. Muito difícil ter
a delicadeza transcendental de um ovo. Há muito tempo, Mari
Hirata já nos ensinava a fazer esses ovos que demoram horas
cozinhando. Pois desde pequena fazia piqueniques nas termas do
Japão e, enquanto brincavam, deixavam os ovos a cozinhar no
morninho das águas dos gêiseres o dia inteiro para comê-los
depois, no ponto certo, sem o menor perigo de queimarem.
Já pensaram que alegria, livres da culpa, podemos comer
fritadas, levar sanduíche de ovo para o colégio, e aproveitar
enquanto dura. "Ficou comprovado que não existe relação entre o
colesterol presente no ovo, mais especificamente na gema, e o
aumento das taxas de gordura nociva no organismo." Durma-se com
um barulho desses. Fonte: Folha de S.Paulo.
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Fezes de galinha vira fonte de energia.
Um grupo de
cientistas da Universidade Estadual da Virgínia, nos Estados Unidos
(conhecida como Virginia Tech) estão desenvolvendo uma tecnologia para
aproveitar as fezes de galinhas e frangos e gerar energia elétrica e gás
aquecedor. Eles fazem parte de uma linha de pesquisa que busca fontes de
energia alternativas, como a energia tirada das
ondas do mar.
A tecnologia para fazer da titica de galinha energia ainda deve levar dois
anos para estar totalmente pronta. Mas os pesquisadores estão
entusiasmados, principalmente depois que um candidato a governador da
Virgínia, Terry McAuliffe, declarou que “amava os excrementos de
galinhas”, num momento de entusiasmo com a nova pesquisa. A defesa de
fontes de energia renováveis é um dos assuntos centrais na corrida ao
governo local, e segundo uma matéria do
Washington Post, a energia da “titica da galinha” está gerando muita
discussão.
O processo que transforma a matéria das aves em energia chama-se pirólise.
Uma máquina super-aquece os excrementos para transformá-los em três
produtos: óleo usado para aquecimento, fertilizante e um gás que os
pesquisadores esperam que um dia possa ser reciclado para virar energia
para a própria máquina.
A companhia Fibrowatt, na Pensilvânia pretende construir uma usina em
Maryland, na Virgínia. A usina deverá ser totalmente abastecida com as
fezes das aves e, segundo a companhia, gerará energia suficiente para
abastecer 40 mil residências na região. O problema é que a companhia
confessa que precisa de dinheiro do governo para as obras, estimada em 200
milhões de dólares.
O projeto usa uma tecnologia diferente, que segundo os cientistas
envolvidos, emitirá menos ou nenhum gás nocivo ao meio ambiente. Eles
também pretendem construir pequenas unidades para que fazendeiros possam
aproveitar os restos de suas aves e produzir óleo para aquecer seus
viveiros durante o inverno. Fonte: Revista Época.
Topo
Destino correto para aves e suínos mortos.
Incinerador desenvolvido pela Embrapa elimina pequenos animais sem deixar
agentes contaminantes químico ou biológico.
O incinerador da Embrapa Suínos e Aves custa R$ 123 mil e elimina até 60
quilos de matéria morta por hora.
Descartar as carcaças de pequenos animais mortos é um problema comum entre
proprietários granjas de aves e suínos. Mas depois que Dirceu Zanotto,
pesquisador da Embrapa Aves e Suínos, de Concórdia, em Santa Catarina,
desenvolveu um incinerador específico a prática de compostagem ou os
descartes a céu aberto estão com os dias contados.
""O incinerador destina os resíduos da produção sem deixar qualquer agente
contaminante tanto do ponto de vista químico quanto biológico"", destacou
Zanotto, engenheiro agrônomo responsável pelo projeto. O combustível
utilizado é o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e dentro da câmara a
temperatura por atingir até 800º C. O preço para aquisição hoje é de R$
123 mil.
Dentre suas finalidades básicas, o ponto elencado como principal é a
redução dos impactos ambientais. O equipamento evita a contaminação do
meio ambiente durante os processos de decomposição e, consequentemente, de
poluição do solo, água e ar. ""Isso também evita a proliferação de doenças
contagiosas"", destaca.
Além disto, também agrega como vantagem o fato de não emitir resíduos
gasosos poluentes ao meio ambiente. Isso é possível porque, numa primeira
câmara ele queima as carcaças dos animais. Num segundo estágio (sob uma
temperatura mais elevada) ele incinera os gases produzidos durante a
primeira decomposição. ""Isso faz do processo uma queima controlada e
limpa"", analisa.
Seu uso pode ser amplo e é recomendado para propriedades rurais,
laboratórios e clínicas veterinárias, frigoríficos, abatedouros, fábricas
de farinha e compostos de origem animal, postos de fiscalização sanitária
em portos e aeroportos. Seu projeto foi concebido com enfoque em granjas e
criadouros de suínos, porque os testes foram feitos visando estes tipos de
animais.
Entretanto, nada impede que também sejam utilizados para outros tipos de
animais de pequeno a médio porte. Sua capacidade de trabalho comporta até
60 quilos de carcaças e restos por hora. ""Mesmo os grandes animais podem
ser incinerados porque é possível retalhar em tamanhos menores e fazer a o
processo de maneira fracionada"", completa.
Principais vantagens do incinerador:
* Saúde - Livra o meio ambiente do processo de incineração de organismos e
matérias orgânicas ao ar livre, evitando assim a disseminação de agentes
infecciosos nocivos;
* Ambiental - evitar a poluição da água, solo e da atmosfera por meio da
queima dos animais mortos. A prática deixa menos resíduos que as
tradicionais técnicas de compostagem (enterrar os dejetos) e controla o
depósito do material orgânico gerado pela decomposição dos animais e
consequentemente a poluição do ambiente.
* Versatilidade - pode ser utilizado em fábricas de farinhas de origem
animal, frigoríficos, clínicas e hospitais veterinários, postos de
fiscalização sanitária, portos, aeroportos, abatedouros, propriedades
rurais, prefeituras, hospitais, laboratórios de diagnóstico incluindo
unidades de necropcia.
Topo
O ovo na legalidade.(texto da Folha de
S.Paulo, escrito por Ruy Castro, jornalista e escritor)
"É a mais completa reabilitação de um suposto criminoso na história da
humanidade. O ovo - o querido ovo, o fruto da galinha (às vezes, com
participação do galo como astro convidado), objeto cujo design é uma
maravilha de projeto e acabamento -, volta ao círculo social depois de
décadas como inimigo público nº 1.
Durante quase toda a segunda metade do século 20, médicos e cientistas
dedicaram-se a acusar o ovo dos piores crimes contra o coração e a
responsabilizá-lo pela elevação dos níveis de colesterol a placares de
basquete americano. Quem fosse cardíaco, não chegasse perto; quem não
fosse, idem, para prevenir. Às galinhas só restava submeter-se ao
holocausto reservado à sua espécie e ao opróbrio para o seu produto.
Pois, desde algum tempo, depois de pesquisas mais sérias e profundas,
esses mesmos médicos e cientistas começaram a emitir sinais de que talvez
tivessem sido injustos com o ovo.
E, na semana passada, saiu o relatório definitivo da Universidade de
Surrey, na Inglaterra: o ovo não faz o menor mal à saúde - ao contrário, é
riquíssimo em nutrientes - e pode ser comido na legalidade e em qualquer
quantidade. Só faltam dar-lhe a medalha de alimento do ano.
Ótimo, ótimo. Mas cabe a pergunta: E nós, que sempre fomos loucos por ovos
- fritos, na manteiga, com ou sem bacon - e tivemos de nos privar deles
por décadas, como ficamos?
Eu, por exemplo: a uma média de três por semana, quantos ovos não deixei
de comer nos últimos 30 anos? Se medido em graus de deleite, prazer ou
orgasmos do paladar, a quanto não montará esse prejuízo?
Assim como certos países e regimes pediram desculpas póstumas às
populações que dizimaram, a comunidade científica também nos deve um
pedido de perdão - que não sei se concederei."
(Folha de São Paulo) (Ruy Castro, jornalista e escritor)
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Estudo diz que colesterol do ovo é insignificante. (reportagem do Jornal
Nacional de 13/02/09).
ATENÇÃO PRODUTORES
E INTERESSADOS : REPASSEM ESTA REPORTAGEM PARA TODOS DE SUA LISTA DE EMAILS.
Um alimento que
era acusado de prejudicar a saúde quando consumido em excesso está sendo
reabilitado por cientistas britânicos.
O ovo já foi o vilão de todas as dietas. Apontado como o causador do
aumento de colesterol, a gordura acumulada no sangue que leva a
problemas cardíacos.
Mas em estudos mais recentes revelam que o ovo foi injustiçado ao longo
do tempo. Quem garante são especialistas da Universidade de Surrey, na
Inglaterra.
As pesquisas mostram que a quantidade de colesterol existente no ovo é
insignificante do ponto de vista clínico. E que apenas 1/3 do colesterol
sanguíneo se origina na dieta.
Os estudiosos afirmam que a gordura saturada, de origem animal, seria um
risco muito maior para infartos e doença do coração. Outros fatores que
aumentam a gordura no sangue são: o fumo, o sedentarismo e a obesidade.
Os pesquisadores dizem que não sabem a origem da crença de boa parte da
população mundial, de que é preciso limitar o consumo de ovo em no
máximo três por semana, porque acima disso seria prejudicial à saúde.
Os pesquisadores contestam e até indicam o consumo diário, já que a
clara e a gema do ovo são consideradas nutritivas e devem fazer parte de
uma dieta equilibrada.
A nutricionista americana Tara Miller diz que o ovo é um bom alimento,
rico em proteínas, mas não significa que se possa exagerar no consumo e
é bom escolher a forma de preparo, sem fritura, para que a gordura não
prejudique a saúde. Fonte: Jornal Nacional (confira esta
reportagem:
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1001562-10406,00-ESTUDO+DIZ+QUE+COLESTEROL+DO+OVO+E+INSIGNIFICANTE.html
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Colesterol dos
ovos "NÃO"
oferece riscos à saúde, diz estudo.
ATENÇÃO PRODUTORES
E INTERESSADOS : REPASSEM ESTA REPORTAGEM PARA TODOS DE SUA LISTA DE EMAILS.
Um estudo realizado por pesquisadores britânicos chegou à conclusão de
que, ao contrário do que diz a crença popular, o consumo de ovos não
provoca um aumento excessivo de colesterol, nem causa riscos de infarto.
O relatório elaborado por dois especialistas da universidade inglesa de
Surrey confirmou que o verdadeiro perigo para o colesterol está na gordura
saturada.
Segundo a crença popular, a presença deste elemento na gema seria a causa
do aumento do nível de colesterol no sangue.
Além disso, mais de 40% dos britânicos acreditam que deve-se comer, no
máximo, três ovos por semana, para
prevenir problemas de saúde.
Entretanto, os pesquisadores concluíram que o efeito do colesterol
presente nos ovos é insignificante do ponto de vista clínico.
No estudo, os cientistas constataram que apenas um terço do colesterol
sanguíneo se origina na dieta.
Os ingleses ainda afirmaram que os outros fatores que aumentam os níveis
de gordura no sangue - e o risco de infarto - são o fumo, o sedentarismo e
a obesidade.
"Deve-se corrigir este erro enraizado que vincula o consumo de ovos ao
alto colesterol no sangue", disse o professor Bruce Griffin.
"A quantidade de gorduras saturadas na dieta exerce um efeito no
colesterol sanguíneo que é muito maior que a relativamente pequena
quantidade de colesterol dos ovos", acrescentou.
Griffin também garantiu que as
pessoas não
precisam limitar o consumo deste alimento.
"As pessoas não devem fazer limitações do consumo de ovos. Elas podem até
ser encorajadas a incluí-los em uma dieta saudável, já que são altamente
nutritivos", disse.
Fonte: EFE - Agência EFE
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Um ovo por
dia aumenta risco de diabetes, diz estudo.
Pesquisa foi
conduzida por cientistas da Universidade Harvard.
Risco aumenta em 58% para os homens e 77% para as mulheres.
Quem come sete
ou mais ovos por semana tem muito mais chances de apresentar diabetes. A
conclusão veio da Universidade Harvard e está publicada na revista
"Diabetes Care".
O risco do
diabetes aumenta progressivamente com o consumo de ovos por semana. O
efeito é diferente entre homens e mulheres.
No grupo de maior consumo, com um ovo por dia em média, o risco aumenta
em 58% para os homens e 77% para as mulheres.
Os ovos são a fonte mais importante de colesterol da dieta humana. Cada
unidade contém cerca de 200 mg de colesterol, além de 1,5 g de gordura
saturada. Apenas esses dois elementos já aumentam o risco de diabetes.
Esses dados vêm de dois estudos com um número expressivo de
participantes. Foram analisados mais de 20 mil homens e 36 mil mulheres,
todos profissionais de saúde, saudáveis no início da pesquisa e
acompanhados por mais de 20 anos.
Nos dois grupos o número de casos de diabetes, durante o estudo, estava
relacionado ao consumo de ovos e altos níveis de colesterol na dieta.
A relação entre os ovos e o diabetes se manteve, apesar dos outros
fatores de risco habituais para a doença.
Uma dieta equilibrada está entre os hábitos saudáveis que podem prevenir
o aparecimento de doenças crônicas.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da
CBN. Fonte: O Globo.
"Só faltava esta... Depois de anos e anos
considerando o ovo vilão nas doenças de coração, agora esta.
Atenção OVOS BRASIL !!! "
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Humanidade vai
precisar de 2 planetas em 2030.
Ao ritmo de
consumo atual, a humanidade, para satisfazer suas necessidades no início
da década de 2030, vai precisar de dois planetas, alerta o Fundo Mundial
para a Natureza (WWF).
A marca
ecológica da humanidade, que avalia o consumo de recursos
naturais, já superou em 30% as capacidades do planeta de se
regenerar, destaca o WWF no relatório Planeta Vivo 2008.
O informe explica que a pressão da humanidade sobre o planeta
dobrou nos últimos 45 anos por dois motivos: crescimento
demográfico e aumento do consumo individual.
A superexploração está esgotando os ecossistemas e os desperdícios
se acumulam no ar, na terra e na água. Como resultado, o
desmatamento, a escassez de água, a redução da biodiversidade e a
desordem climática, causadas pela emissão de gases que provocam o
efeito estufa, "colocam cada vez mais em risco o bem-estar e o
desenvolvimento de todas as nações", informa o WWF.
O "Índice Planeta Vivo", um instrumento criado para medir a
evolução da biodiversidade mundial e que envolve 1.686 espécies de
vertebrados em todas as regiões do mundo, registrou queda de quase
30% nos últimos 35 anos.
"Em vista da redução deste índice, parece cada vez mais improvável
que alcancemos o objetivo, no entanto modesto, a que apontava a
Convenção do Rio sobre a diversidade biológica: reduzir a erosão
da biodiversidade mundial até 2010", destaca o WWF.
Além da marca ecológica mundial e do Índice Planeta Vivo, o
relatório apresenta um terceiro instrumento de medida, "a marca d'água",
que avalia a pressão resultante do consumo sobre os recursos
hídricos em escala nacional, regional e mundial.
O grande problema é que a água é um recurso distribuído de forma
muito desigual em todo o mundo.
Desta maneira, 50 países enfrentam atualmente um 'estresse'
hídrico moderado ou grave, segundo o WWF. Além disso, o número de
pessoas que sofrem com a falta d'água, seja em todo o ano ou por
temporadas, aumentará em conseqüência do aquecimento global,
conclui o organismo de defesa da ecologia. Fonte: Uol.com.br
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Autoridades querem regulamentar produção e transporte de ovos.
Reportagem do Jornal Hoje da Tv Globo do dia
09/09/08:
"Autoridades de saúde de todo o mundo estão preocupadas com uma bactéria,
a salmonela, encontrada principalmente em ovos. Em São Paulo, já foram
registrados quase 200 surtos nos últimos dez anos.
A salmonela, bactéria que se desenvolve no ovo, impediu que a auxiliar
administrativa Juliana da Fonseca trabalhasse depois de almoçar num
restaurante. “Quando eu cheguei no serviço comecei a sentir muita dor na
barriga, umas cólicas abdominais bem fortes, e depois deu diarréia”,
lembra.
Todos os dias, no estado de São Paulo são registrados pelo menos três
casos de contaminação por salmonela. É um numero considerado alto para as
autoridades de saúde, que querem mudar as regras desde a produção até a
venda dos ovos.
“É importante que o ovo seja refrigerado desde a
produção até comercialização, inclusive em feiras e supermercados. É o que
evita a multiplicação da bactéria”, explica Maria Bernadete de Paula
Eduardo, da Vigilância Epidemiológica de São Paulo.
O principal argumento dos especialistas está nos dados de uma pesquisa que
traduziu em números o que muita gente já passou: 35% dos casos de
contaminação aconteceram através do consumo de ovos crus.
Por isso, atenção às dicas:
- Não deixe cascas de ovo perto de outros alimentos, porque a bactéria
ainda está lá e pode contaminar tudo.
- Lave com água e sabão a superfície onde a comida é preparada.
- Lavar o ovo não evita a salmonela; serve apenas para limpar a casca, por
fora.
- A salmonela só morre com altas temperaturas, portanto é melhor comer o
ovo frito ou bem cozido.
“O ovo é um bom alimento, e precisa ser consumido sem risco”, defende a
médica Maria Bernadete Eduardo."
Fonte: Jornal Hoje (Tv Globo)
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Veja a dieta do
nadador americano Michael Phelps.
Logo que começou
a ganhar seu caminhão de medalhas nestas Olimpíadas, o nadador americano
Michael Phelps descreveu sua rotina em Pequim: comer, dormir e nadar. E
coloca comer nisso. Ele revelou seu cardápio ao site do jornal inglês
Guardian e salta aos olhos o fato de ingerir 12.000 calorias em sua
dieta diária. Seis vezes mais que um adulto normal. No café da manhã ele
dá o início com
três sanduíches de ovo frito,
mas com alguns elementos a mais: queijo, alface, tomate, cebolas fritas
e claro, maionese, afinal ele é americano. Para se divertir um pouco
mais, três xícaras de café e um
omelete com cinco
ovos
e uma tigela de cereais. Mas ainda não acabou. Três fatias de
torradas com açúcar e para terminar três panquecas de chocolate. Aí vem
o almoço. Meio quilo de macarrão e dois sanduíches grandes de queijo com
presunto no pão branco com muita maionese. Para ter certeza de que seu
corpo não ficará sem combustível, 1.000 calorias de bebida energética. E
finalmente chega a hora do jantar, já com muita fome. Mais meio quilo de
macarrão e uma pizza inteira, além de mais 1.000 calorias de bebida
energética. Assim termina o dia do maior atleta olímpico de todos os
tempos. Fonte: o Globo.
Obs: Este sim seria nosso garoto propaganda ideal...
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Galinha
cubana põe ovo que pode entrar no Guinness.
Uma galinha de Guantánamo, ao leste de Cuba, colocou um "superovo" de 171
gramas, um peso que poderia fazer com que ganhasse uma menção no "Livro
Guinness dos Recordes" na categoria, atualmente em poder de uma ave de
Lanzarote, na Espanha.
A informação foi transmitida pelo canal Solvisión de Guantánamo, onde,no
dia 24/06/08, entrou Demmy Rojas, o orgulhoso dono da galinha, com o ovo
debaixo do braço para que os cidadãos observassem o prodígio que acabava
de ser posto em sua granja.
"Ele a trouxe como uma curiosidade há 15 dias, com o ovo, que pesa cerca
de 171 gramas, e disse que, de vez em quando, a galinha colocava ovos
desse tipo, mas não tão grandes", explicou à agência Efe Manuel, o
encarregado de receber a prova dos incomuns dotes da ave.
Ele disse que, em outros casos de ovos deste tamanho, dentro do ovo se
encontrou outro ovo, embora, neste caso, ainda não tenham tentado ver se
isso ocorreu, devido ao interesse que despertou na população, depois que o
canal promoveu o fato e deu à notícia um lugar de honra em vários
programas.
"As pessoas ligam ao canal para felicitar o dono", disse Manuel, ao
destacar que o fato de que um ovo local possa entrar no livro dos recordes
é "motivo de orgulho" para os cidadãos de Guantánamo.
Tecnicamente, o ovo pesa 170,97 gramas, o que daria menos de um grama de
vantagem sobre a ave das Ilhas Canárias. Mas, por ora, a galinha, cujo
nome é mantido em segredo, mas se sabe que é uma mistura de várias raças
da região, já detém o recorde da ilha.
À espera de comprovações técnicas, o ovo se encontra em uma caixa em um
quarto do canal de televisão da província cubana, com ar condicionado para
evitar eclosões imprevistas. Fonte: Terra.
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Governo
retorna a política de estoque de alimentos.
Apesar dos
conselhos para aumentar o superávit primário e restringir ainda mais o
crédito, o presidente Lula avalia que, por enquanto, não é necessário
aprofundar medidas nessa área. Mesmo assim, determinou a sua equipe que
elabore outras propostas para conter a inflação -entre elas, uma
política de estoque de alimentos.
O governo espera gastar de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões para elevar os
estoques de arroz, feijão, milho e trigo para 6 milhões de toneladas. O
valor varia porque o governo ainda não sabe por quanto tempo comprará os
produtos. Hoje, os estoques desses alimentos estão em 1,59 milhão de
toneladas.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o governo decidiu
refazer sua política de estoques reguladores diante da nova conjuntura
mundial, de demanda crescente e preços em alta.
"O mundo inteiro deixou de ter estoques. Estamos com os mais baixos
estoques mundiais de trigo e milho", afirmou, acrescentando que hoje o
governo só tem um estoque recente regulador de arroz.
Segundo Mantega, o ideal é que tanto o governo como o setor privado
busquem formar estoques de alimentos para evitar grandes oscilações de
preços e perdas para os produtores rurais caso sua cultura apresente um
momento de desestímulo nos preços.
Esse aumento possui dois reflexos imediatos. Por um lado, estimula a
plantação de algumas culturas, mas, por outro, torna o mercado volátil e
dificulta ações do governo, porque há reajustes de preços para o
consumidor, provocando impacto nos índices de inflação.
Por determinação de Lula, as medidas estão sendo estudadas pela equipe
do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura). Elas serão implementadas
pela Conab neste e no próximo mês e, depois de fevereiro de 2009, por
conta de previsões de colheita.
Quanto às propostas de elevar ainda mais o superávit primário e segurar
o crédito, sugeridas por economistas de fora do governo, Mantega disse
que, por enquanto, não há motivos para aprofundá-las. Segundo ele, essa
é a posição do presidente sobre o assunto no momento, o que "não
significa que estamos parados".
Ele lembrou que as medidas já adotadas -como o aumento do superávit de
3,8% para 4,3% do PIB- "não fazem efeito imediato". Destacou, contudo,
que já começam a surtir efeito, porque "a inflação e a demanda já
diminuíram um pouco".
O ministro da Fazenda afirmou ainda que a ordem de Lula é para "usar do
remédio na sua dose adequada, para curar o paciente, e não matá-lo".
Acrescentou que o "momento requer habilidade do gestor econômico para
agir na medida certa".
Lula teme exagerar na dose das medidas e derrubar o crescimento da
economia no próximo ano, como ocorreu entre 2004 e 2005. A expectativa
do presidente é que o país registre crescimento de 4,5% a 5% neste ano
e, no próximo, atinja a casa de 4,5%. Fonte: Agrolink.
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Governo quer
produção maior de alimentos para combater crise.
Depois de elevar os juros e o superávit primário, o governo agora pretende
controlar a inflação com um incremento na produção de alimentos. Os
agricultores terão R$ 65 bilhões para financiar a próxima safra e outros
R$ 13 bilhões serão destinados a produtores familiares.
As medidas farão parte de pacote agrícola a ser anunciado no início de
julho/08 pelo presidente Lula. Segundo o ministro Reinhold Stephanes
(Agricultura), as medidas discutidas nesta quinta-feira serão suficientes
para elevar a produção de alimentos em 5%, alcançado 148 milhões de
toneladas.
No ano passado, o financiamento à safra foi de R$ 58 bilhões e à
agricultura familiar, de R$ 12 bilhões.
O presidente convocou a reunião para analisar uma maneira de evitar que a
inflação --cuja meta é de é de 4,5% para 2008-- supere os 6,5% neste ano.
Após a reunião desta quinta, o ministro da Agricultura afirmou que serão
propostas
ações de curto e longo prazos com a preocupação também de não degradar
o ambiente.
"Acho que está se tentando caminhar em duas linhas. Uma, com a visão a
longo prazo, que é a agricultura sustentável. Procurando fortificar o
pequeno agricultor. E uma segunda linha que é aumentar alimentos",
afirmou.
Stephanes disse ainda que no dia 2 de julho o presidente deve anunciar em
Chapecó, no interior de Santa Catarina, as medidas para estimular a
agricultura familiar. As medidas de incentivo à agricultura comercial saem
no dia seguinte, em solenidade no Palácio do Planalto.
Além de Stephanes, participam da reunião o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, o senador Aloizio Mercadante, o ministro Paulo Bernardo
(Planejamento) e o economista Luiz Gonzaga Beluzzo, entre outros.
Fonte: Folha
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Isopor também pode
ser reciclado.
Ao ouvir falar sobre os danos causados ao ambiente pelo descarte incorreto
do poliestireno expandido (EPS), popularmente conhecido como isopor,muita
gente até percebe que contribui com a degradação, mas não sabe como
evitá-la. Afinal, o isopor está hoje associado a um número cada vez maior
de hábitos de consumo: das bandejas de padarias e supermercados às
embalagens de proteção e até peças da construção civil.
Segundo a Associação Brasileira do Poliestireno Expandido (Abrapex), foram
produzidas 55 mil toneladas do material no Brasil em 2007 e outras 2 mil
toneladas foram importadas junto a equipamentos eletrônicos e diferentes
bens trazidos do exterior. Mas, ao contrário da crença espalhada no país,
o EPS é totalmente reciclável e já existem algumas empresas no Brasil que
o reutilizam.
O presidente da Abrapex, Albano Schmidt, conta que metade da produção
nacional de isopor é usada na construção civil e fica incorporada à obra,
mas o restante poderia ser transformado. "Não temos dados concretos sobre
a quantidade de EPS reciclado, mas estimamos que somente 5 mil toneladas
recebam o destino adequado", afirma.
Os principais entraves para que o produto não acabe flutuando nos rios,
entupindo bocas-de-lobo ou sobrecarregando os aterros sanitários são a
falta de conscientização da população - que coloca o material no lixo
comum - e as características físicas do isopor - leve e volumoso -, que
dificultam seu armazenamento e transporte.
Apesar das dificuldades, há quem já esteja trabalhando com o
reaproveitamento do isopor. A cooperativa paulistana Coopervivabem começou
a recolher e a vender o EPS em janeiro de 2007 e hoje funciona como um
ponto de coleta para as outras cooperativas de reciclagem da cidade: ela
compra o produto sujo, faz a remoção de fitas adesivas, papéis,grampos e
outros materiais e o revende. "Antes o isopor não tinha finalidade
nenhuma, ia parar no lixo. Agora, já tem valor comercial que torna a
coleta viável", diz Elma de Oliveira Miranda, tesoureira da Coopervivabem.
O valor aque Elma se refere, no entanto, ainda é baixo se comparado com
materiais mais caros, como o alumínio ou as garrafas PET. Em São Paulo, o
quilo do EPS limpo é de R$ 0,40, R$ 3 a menos do que o quilo do alumínio e
R$ 0.80 mais barato do que o quilo do PET.
Mesmo assim, Elma e os outros 63 cooperados animam-se com a perspectiva de
complementar a renda. No primeiro mês da ação, foram recolhidos1.523
quilos de isopor. Atualmente, a média é de 4.273 quilos por
mês."Aconselhamos a população a sempre enviar o EPS para a reciclagem. Se
o ponto de coleta não tiver um recipiente próprio, é só colocar junto com
os plásticos",declara.
Depois de limpo, o isopor da Coopervivabem é encaminhado para a Pró-Eco,
única recicladora totalmente dedicada ao EPS no Brasil. Há um ano e meio
no mercado, a empresa desenvolveu uma tecnologia que retira o oxigênio do
material, diminuindo seu volume. "Nos baseamos em uma tecnologia coreana
para desenvolver uma máquina portátil, de apenas um metro quadrado, que
viabiliza o transporte e o armazenamento do isopor", afirma Daniel Cardoso
Fernandes,gerente de produção da empresa.
Sem oxigênio, o EPS passa a ser uma massa compacta, que depois é novamente
transformada em grãos e encaminhada para a fabricação dos mais diferentes
produtos, como rodapés, molduras, porta-retratos,cabides e réguas.
Fernandes explica que a Pró-Eco tem capacidade para processar 600
toneladas de isopor mensalmente, mas que até agora só conseguiu
transformar 100 toneladas por mês. Os motivos para a ociosidade da
indústria,segundo ele, são a pouca conscientização da população e das
empresas geradoras de embalagens de EPS, além da dificuldade logística
causada pelo grande volume e pouco peso do produto. "A situação precisa
mudar. Nos aterros sanitários, por exemplo, o isopor funciona como um
isolante, dificultando a degradação do lixo orgânico e a expulsão dos
gases resultantes da decomposição", alerta.
Além do processo feito pela Pró-Eco, existem ainda outras formas de
reciclagem mecânica- que reintroduz o material triturado em novas peças de
EPS, especialmente em blocos para construção - e de reciclagem química,
que dissolve o produto para a fabricação de colas, solventes, solados de
calçados e outros.
Outras medidas adotadas para mudar a situação do isopor no pós-consumo são
as parcerias fechadas entre a Abrapex e grandes redes varejistas para que
cada uma delas funcione como ponto de recebimento do EPS levado pela
população. De acordo com Schmidt, a ação ainda é tímida e apenas algumas
unidades de marcas conhecidas pela população, como Wal-Mart, Magazine
Luiza, Ponto Frio e Casas Bahia, já aderiram ao programa.
A associação também vem trabalhando junto aprefeituras que têm coleta
seletiva, para conscientizar tanto as administrações quanto a população
sobre o destino adequado do isopor.
Para saber onde deixar o EPS na sua cidade ou bairro, entre em contato com
a secretaria responsável pela coleta seletiva de sua prefeitura ou com a
Abrapex, pelo site www.abrapex.com.br ou pelo e-mail eps@abrapex.com.br.
Na cidade de São Paulo, é possível obter informações pelo Alô Limpeza, no
telefone 156. Fonte:Uol.
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Consumidor paga
mais por alimentos devido aos impostos.
Um levantamento feito por tributaristas revelou o quanto o brasileiro
paga, de impostos, na hora de comprar produtos essenciais. Segundo o IBPT
(Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), no Brasil, os impostos
somam em média 22,5% do preço de alimentos, bem mais que na Inglaterra ou
nos Estados Unidos, por exemplo.
Cada alimento tem embutido no preço, segundo o instituto, no mínimo seis
impostos: PIS, Cofins, ICMS, IPI, contribuição previdenciária, imposto de
renda e contribuição social sobre o lucro.
A aposentada Otília Gomes de Paula sabe que quando faz compras paga para o
governo. “Em tudo tem imposto. No caso do feijão, em média 15% do que o
consumidor paga são impostos. “Eu acho alto”, diz a aposentada.
O impacto ainda maior sobre outros alimentos. Na carne bovina, 17% do
preço são impostos; nos ovos de galinha, 20% e biscoitos, 37%.
A farmacêutica Márcia Correira queria os valores na embalagem. “Porque aí
o consumidor saberia exatamente o que ele está comprando e o que ele está
pagando”, diz.
O consumidor pode até não ser informado detalhadamente sobre o que está
pagando. Mas o governo sabe que os tributos pesam no custo dos alimentos,
tanto que com a ameaça da inflação, anunciou: vai reduzir impostos que
incidem sobre o pãozinho para compensar os aumentos de preço.
O dono de supermercados acha insuficiente. “Quem dera que fosse só a
inflação, há um aumento brutal da carga tributária hoje em dia”, afirma o
empresário Artur Gandini Silva.
Segundo o tributarista Gabriel
Amarante, a Constituição já prevê a redução dos tributos sobre produtos
considerados essenciais. “Mas isso não é observado. Por isso, no final das
contas, o consumidor que tem um produto extremamente essencial que é a
comida, arroz, feijão, açúcar, paga um tributo muito alto.”
“Eu acho que se o governo limitasse o imposto a gente conseguiria muito
mais coisas”, afirma a cabeleireira Aparecida Carvalho.
“Essa renda que sobraria um pouquinho a mais pro trabalhador eu poderia
estar investindo em outra coisa, no caso, outro produto, levando até mais
mercadoria e aqueceria muito mais a economia do país”, diz o vendedor
David Marcos. Fonte: O Globo.
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Crise
de alimentos fará do Brasil "celeiro do mundo", diz especialistas.
A crise
alimentícia que tem trazido preocupação ao mundo mostra-se uma boa
oportunidade para o crescimento do agronegócio brasileiro.
Segundo especialistas em economia agrária ouvidos pelo G1, o país é uma
das nações mais preparadas para suprir a atual escassez de alimentos –
ganhando mercados e lucros para seus agricultores no processo.
“Somos o principal beneficiário dessa conjuntura”, afirma Marcos Fava
Neves, professor de estratégia do curso de Administração da USP.
“Hoje, já somos líderes mundiais na produção de diversos produtos
agrícolas, como carne bovina, suco de laranja e soja. Amanhã, o Brasil
poderá ser o celeiro do mundo, a solução do problema da inflação dos
alimentos”, proclama.
"Estamos vindo de uma safra muito boa, rentável ao produtor, com muito
investimento em tecnologia. Isso implica aumento de produtividade e dá uma
boa perspectiva", confirma Ana Laura Menegatti, analista da consultoria MB
Agro.
A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que, neste ano
(2008), a safra atinja um recorde de 142,03 milhões de toneladas de grãos
colhidos. Esse volume representa um crescimento de mais de 120% em apenas
dez anos – a safra 1997/1998 foi de 76,558 milhões de toneladas de grãos.
Ainda assim, as perspectivas são de forte incremento da produção. O país
tem cerca de 400 milhões de hectares de terras aráveis. Desse espaço,
apenas cerca de 60 milhões de hectares são hoje destinados à agricultura.
"Entre os grandes produtores, o Brasil é o que tem mais área
potencialmente arável. Pode crescer tanto por incorporação dessas áreas,
onde o país tem vantagem, como por aumento de produtividade. O Brasil pode
se destacar em agricultura", diz Ana Laura.
Segundo Fava Neves, o potencial de crescimento da agricultura brasileira é
amplo. “Temos 120 milhões de hectares que podem ser incorporados à
produção agrícola sem qualquer dano ambiental. Temos também um clima muito
favorável para a agricultura e água abundante – um recurso cada vez mais
escasso no mundo hoje”, lista.
Além disso, também há o interesse dos investidores externos pelo Brasil.
“Somos hoje o mercado para o qual os investidores mais olham. Temos uma
quantidade enorme de investidores que querem colocar dinheiro na nossa
agricultura”, diz o professor da USP.
Segundo ele, cerca de 4 milhões
de hectares dos campos agrícolas brasileiros já são de propriedade de
grupos estrangeiros.
Nos últimos dez anos, a área plantada no Brasil cresceu pouco menos de
35%. Nesse período, a produtividade cresceu de 2.187 quilos por hectare,
na safra de 1997/1998, para uma previsão 3.026 dez anos depois – uma
mostra do aumento do uso da tecnologia nas culturas.
"O agronegócio vem passando por intenso processo de profissionalização,
que é intimamente ligado à melhoria de produtividade", diz a analista da
MB Agro. A tecnologia usada nas lavouras de soja, por exemplo, é
considerada de ponta, permitindo produtividade tão boa quanto a
norte-americana.
“Temos espaço, clima e tecnologia. Acredito que, se fizermos todo o
trabalho certo, poderemos dobrar nossa produção agrícola e triplicar as
exportações do agronégócio (hoje na casa de US$ 50 bilhões anuais) no
período de cinco a oito anos”, prevê Fava Neves.
Os especialistas entendem que a melhor perspectiva de crescimento para o
agronegócio brasileiro está na substituição de pastagens pela lavoura. A
área destinada a pastagens é três vezes a utilizada pela agricultura.
"Nossa pecuária é extensiva. Se for intensificada, libera mais áreas para
plantio de grãos, sem redução de nenhum dos dois produtos", diz Ana Laura.
Uma parte considerável dessas pastagens hoje se encontra em processo de
degradação, por falta de manejo adequado, sem capacidade de produzir
forragem suficiente para suportar uma quantidade razoável de animais.
"Podemos introduzir algumas tecnologias que permitam recuperação dessas
áreas, e seria possível produzir mais bovinos em área menor, destinando
uma parte dessa área para produção de grãos, alimentos", diz Kepler
Euclides Filho, engenheiro agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa).
"A gente sabe que tem área que está sendo usada abaixo do seu potencial
produtivo. Então, nosso crescimento não implica necessariamente plantar
onde não pode, mas fazer um melhor aproveitamento dos recursos já
disponíveis", concorda Ana Laura.
A preocupação dos organismos internacionais, no entanto, é que esse
crescimento não seja suficiente. Em 2006, puxada pela melhora das
condições de vida nos países em desenvolvimento – especialmente China e
Índia -, a demanda mundial dos principais grãos ultrapassou a produção.
O caso mais emblemático é o do milho. O consumo mundial de quase 722
milhões de toneladas do produto no ano superou as 689 milhões de toneladas
produzidas – e reduziu os estoques globais em cerca de 27%. O fato de
cerca de 30% da produção americana de milho ter sido desviada para a
fabricação de etanol também teria pesado nessa conta, de acordo com os
especialistas. O mundo também produziu menos soja, arroz e trigo do que
foi consumido.
E o mercado interno brasileiro, pode ser afetado por essa inflação
mundial? Dificilmente, segundo Fava Neves. “Nossa produção ainda é muito
superior à demanda nacional”, afirma. No entanto, ele ressalva que a
situação pode ser diferente para alguns produtos nos quais o Brasil é
dependente do mercado externo – em especial o trigo, commoditie na qual o
país é um dos maiores importadores do mundo.
Para conseguir alcançar esse cenário positivo, no entanto, é preciso que o
país supere uma série de barreiras.
“É preciso romper as travas administrativas e ideológicas do governo para
que dinheiro de fora entre logo aqui, para resolver nossos problemas de
logística e infra-estrutura”, diz Fava Neves.
Segundo ele, o principal problema nacional seria o “péssimo” estado em que
se encontram portos e estradas. Essa degradação causaria a perda de uma
fração considerável da produção ao longo do caminho até os consumidores,
sejam do Brasil ou do exterior.
"A infra-estrutura, sem dúvida, ainda é um grande gargalo que tem que ser
resolvido no futuro próximo se a gente deseja ser o celeiro do mundo",
concorda Ana Laura, da MB Agro. "Tem regiões no Mato Grosso, por exemplo,
onde por causa do custo ainda não compensa produzir", relata.
Os altos preços dos insumos agrícolas também freiam a expansão da
produção. O Brasil ainda importa cerca de 80% dos fertilizantes que usa –
e os preços vêm batendo recordes mês após mês. “Se aumentar muito nossa
produção, pode faltar fertilizante”, adverte o professor da USP.
Fonte: O Globo.
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Gripes
surgem na Ásia e terminam na América do Sul.
Ela surge na Ásia, foge para a Europa
e a América do Norte e some na América do Sul nove meses depois. Essa é
a história de vida e morte da gripe, que se repete ano após ano, segundo
pesquisa que a ser publicada na próxima edição da revista especializada
Science (www.sciencemag org).
Novos subtipos do influenza, o vírus da gripe, aparecem no leste e no
sudeste da Ásia e, de lá, tomam o restante do mundo, indica a análise de
13 mil amostras de um deles, o H3N2, obtidas entre 2002 e 2007 nos cinco
continentes. O H3N2 é o influenza mais comum encontrado hoje, com
algumas variações.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe mata de 250 mil a
500 mil pessoas por ano. Os pesquisadores, liderados pelo professor
Colin Russell, da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, esperam
que o trabalho ajude autoridades sanitárias a atualizar a vacina para o
subtipo vigente no período. Além disso, para conter os vírus mais
agressivos, como o que causa a gripe aviária, é preciso focar esforços
onde ele surge.
Como o vírus evolui rapidamente, é preciso adaptar a estratégia de
combate com a mesma velocidade. "Se queremos prever o que virá em um
ano, devemos prestar atenção ao que está acontecendo no leste e no
sudeste da Ásia", diz Derek Smith, também de Cambridge, que participou
do estudo.
A Europa e a América do Norte são atingidas primeiro porque existem
várias linhas aéreas que as conectam com a Ásia - menos do que com a
América do Sul. Quando atinge, afinal, esse continente, o restante do
planeta já foi exposto e está imunizado. Já a África não aparece no
estudo porque não existe ali acompanhamento sistemático da doença, diz
Russell.
O grupo buscou ligeiras alterações em uma proteína no invólucro do
vírus. Essa pequena mudança (que dá origem aos subtipos) é suficiente
para o influenza driblar o sistema imunológico e adoecer uma pessoa.
Dessa forma, os cientistas determinaram quando e onde o H3N2 atual
surgiu e como ele se espalhou pelo globo. A boa notícia é que, fora do
berço, ele começou a perder força. "Uma vez que os vírus deixam a Ásia,
eles estão a caminho da cova evolucionária", afirma Smith.
A análise também mostrou que a gripe é uma doença tipicamente de inverno
na maior parte dos países, mas em algumas regiões asiáticas ele está
constantemente circulando. "O que vemos são vírus passando de epidemia
em epidemia como em uma corrida de revezamento", explica Russel.
Isso porque, em áreas tropicais, o influenza prefere a estação chuvosa.
Quando a condição climática encontra nações muito populosas e próximas,
a gripe nunca some. "No leste e no sudeste da Ásia, há grande
variabilidade na estação chuvosa", diz Russel "Bangcoc e Kuala Lumpur
estão separadas a apenas 1.100 quilômetros, mas as epidemias de gripe
são registradas em épocas do ano completamente diferentes."
A equipe não detalha quais são os países que servem de incubadora. A OMS
e os Estados Unidos tentam descobrir. "Temos aumentado a vigilância
nessa área o mais rápido possível", diz Michael Shaw, do Centro de
Controle de Doenças dos Estados Unidos. "Ao menos, (agora) sabemos qual
parte do mundo vasculhar e o provável período do ano."
A maioria das nações asiáticas mantém algum tipo de monitoramento da
gripe. Porém, algumas delas, como Camboja e Laos, precisam investir
mais.
Outro trabalho, publicado na revista Nature (www.nature.com), mostra que
regiões tropicais são a fonte da gripe - que migra para regiões
temperadas no inverno, para morrer no verão. "A geografia é importante
no contexto da vacinação", afirma Edward Holmes, da Universidade
Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Fonte: Agrolink
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Estudo
do governo reafirma capacidade do Brasil de suprir demanda.
Um
estudo preparado pela área de gestão
estratégica do Ministério da Agricultura, com projeções até 2050, mostra
que a agricultura brasileira terá condições de produzir alimentos e
biocombustíveis em um volume necessário à atender a demanda. No caso do
milho, as projeções indicam produção de 64,1 milhões de toneladas, contra
consumo de 48,6 milhões de toneladas. "Esses resultados indicam que o País
poderá atender seu quadro de suprimentos de modo a garantir o
abastecimento do mercado interno e obter excedentes para exportação de 12
milhões de toneladas em 2017/18", avaliaram os técnicos do ministério. Em
2007, a exportação foi de 10 milhões de toneladas. Fonte:Cereais - Hencorp Commcor.
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Especialista
diz que Brasil está preparado para epidemia de gripe aviária.
A possibilidade de uma pandemia de
gripe aviária já foi noticiada muitas vezes, no entanto, é impossível
traçar previsões para o assunto. A doença, que até a última contagem da
Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) divulgada em abril do ano
passado, fez 291 vítimas, das quais 172 fatais, é uma variação de gripe
transmitida por pássaros migratórios.
E se, como acontece atualmente com a dengue, várias pessoas apresentassem
os sinais de contaminação pelo vírus da gripe aviária (H5N1), o país
estaria preparado? Para o especialista da UnB em infecção pulmonar,
Ricardo de Melo Martins, sim.
Ele atuou como consultor na criação do Plano Nacional de Contenção da
possível pandemia e considera que o país está com condições de
identificá-lo, inclusive, se o primeiro caso ocorrer longe dos centros
urbanos.
A doença é transmitida primeiro para aves domésticas, que infectam as
pessoas. O risco de pandemina está no fato de o vírus transmissor (H5N1)
poder ser transmitido de pessoa a pessoa. Por causa do risco de pandemia,
a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou aos países que se
preparassem, criando planos de contenção.
“O Plano brasileiro está ligado aos planos dos demais países e, ao menor
sinal de transmissão inter-humana do quadro de gripe, as sinalizações são
desencadeadas e passa-se a atuar de maneira preventiva e conjunta. Dentro
do plano existem os laboratórios satélites, ou seja, localizados em
diversas regiões do país, identificando, quando ocorre algum surto,
pessoas que podem estar acometidas pela gripe aviária”, detalhou Martins.
Até o fim de 2005, o Ministério da Saúde mantinha 46 “unidades
sentinelas”, localizadas em regiões por onde passam as aves migratórias.
Segundo o especialista é necessário que algumas pessoas sejam
identificadas com o vírus para a produção de uma vacina ou medicamentos
capazes de imunizar a população.
“É uma gripe, como nós estamos acostumados a ver, só que com uma
intensidade maior, porque nós não temos anticorpos para esse novo vírus.
Para que a gente desenvolva a defesa contra esse vírus é preciso que
algumas pessoas desenvolvam a doença, e, com o correr do tempo, a
população passa a ter uma imunização”, relatou.
Depois que o vírus for identificado em um laboratório satélite, todos os
outros são acionados. Segundo Martins, neste ano foi inaugurada uma
fábrica no Instituto Butantã (em São Paulo), com capacidade de elaborar
vacina no menor espaço de tempo possível – embora isso possa representar
meses. Por enquanto, na esfera da prevenção, ele considera que a situação
está controlada.
“A questão é que nós não sabemos qual será a estrutura do vírus quando ele
tiver a capacidade de fazer a contaminação inter-humana. Como o vírus tem
grande capacidade de mudar, só no momento em que isso ocorrer é que nós
vamos ter conhecimento suficiente para fabricar a vacina contra o vírus
capaz de fazer a contaminação inter-humana”, acrescentou.
A Opas organizou em seu site uma compilação de dados sobre a gripe
aviária. É possível ler recomendações para a população, como estão os
estudos para a vacina, a contagem dos casos e ler perguntas e respostas. O
Plano Nacional de Contenção da possível pandemia está no site do
Ministério da Saúde. Fonte: Agrolink.
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Oposição
Européia ameaça projeto brasileiro do etanol.
A crescente oposição na Europa ao uso mais amplo do etanol já preocupa
autoridades brasileiras."A mudança de humor da Europa em relação ao etanol
é muito séria", disse um diplomata brasileiro. A Alemanha voltou atrás, na
sexta-feira(04/04/08), da sua decisão de dobrar para 10% a mistura de
etanol à gasolina. Na quinta, o presidente da França, Nicolas Sarkozy,
acusou Brasil e EUA de dumping de biocombustíveis. Em março, o Reino Unido
retirou o financiamento a um programa de etanol. Teme-se que os
biocombustíveis estimulem a devastação de florestas e contribuam pra
elevar os preços das commodities agrícolas. Fonte:Cereais - Hencorp Commcor.
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Ovo: velho vilão ou novo mocinho ?
A revista
Cláudia do mês de Abril/08 traz uma reportagem novamente falando bem do
OVO. Para acessar o site da revista e ver a reportagem na íntegra:
www.claudia.abril.com.br
Segue abaixo uma parte da reportagem:
Velhos
vilões ou novos mocinhos?
A última palavra da ciência sobre o ovo, a gordura, o sal, o açúcar, a
carne vermelha, o café e o chocolate.
Numa crônica publicada em 1997, o escritor João Ubaldo
Ribeiro desabafou, com seu tom irônico e impagável: “Não agüento mais de
culpa, acusado de suicidar-me a cada instante”. O texto falava sobre
alimentos que lhe rendiam prazeres, mas que estavam condenados, como a
manteiga: “Deve ser incluída nas listas de drogas proibidas, juntamente
com cocaína e heroína”. Sobre o café: “Causa males recentemente
descobertos por um laboratório de Glasgow ou Amsterdã ou Jacarta, que
poderão deixar o freguês abestalhado, tarado, astênico ou hiperexcitável a
ponto de matar a família e ir ao cinema”. Referia-se à carne: “É caso de
se embuçar para ir a uma churrascaria”. Para o ovo reservava um suspiro de
adeus: “E uma omeletezinha? E ovos estrelados, daqueles reluzentes como o
sol, que a gente encarava com requintes de esfregadinhas de pão na gema?
Com presunto? Com bacon? Livrai-nos, Senhor, de todas essas pragas
infernais”.
O tempo passou e as gostosuras citadas pelo escritor baiano saíram da
lista negra e reconquistaram lugar à mesa. A tônica da nutrição, agora, é
desaconselhar cortes radicais. “Não existe alimento vilão, mas consumo
vilão”, diz o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe de nutrição
clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Com bom
senso, esses prazeres podem, sim, compor os melhores cardápios.
VILÃO - Em 1973, a Associação Americana do Coração limitou o colesterol a
300 miligramas por dia por causar distúrbios cardiovasculares. Como uma
gema tem 215 miligramas, o ovo foi considerado uma bomba.
MOCINHO - Pesquisas dos anos 90 o absolveram. Especialistas da
Universidade Harvard provaram que o consumo diário não eleva a incidência
de infartos e derrames. Mais de 100 estudos o inocentaram. “O ovo é fonte
de proteína de alto valor biológico, vitaminas do complexo A, B, D, E e K
e de micronutrientes como colina, fundamental para a memória e o
aprendizado e talvez tão importante quanto o ácido fólico para a formação
do sistema nervoso fetal”, diz Ana Beatriz Leme da Fonseca, da VP
Consultoria Nutricional, em São Paulo.
ÚLTIMA PALAVRA - Ovos no café-da-manhã podem ajudar a emagrecer. Uma
equipe da Universidade Estadual da Louisiana comparou mulheres em dieta.
Metade fazia o desjejum com torradas. A outra consumia ovos mexidos. A
perda de peso foi 65% maior no grupo dos ovos.Um ovo por dia se a dieta é
balanceada e o colesterol normal. Com taxas altas, três por semana.
QUANTIDADE - Um ovo por dia se a dieta é balanceada e o colesterol normal.
Com taxas altas, três por semana.
Fonte: Revista Cláudia (Editora Abril)
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Homem, pato e arroz
tem papel-chave nos surtos de gripe aviária.
Triangulação feita com
dados de satélite permitiu que cientistas entendessem o problema.
Intenção é usar novo mapa da doença para controlar surtos antes que eles
aumentem.Os
seres humanos, os patos e os arrozais, muito mais do que os frangos,
figuram entre os principais vetores de transmissão da gripe das aves,
segundo as últimas descobertas científicas divulgadas na quarta-feira
(26/03) pela Agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO).
Segundo os especialistas da FAO, com base nas pesquisas de centros
associados, o número de patos e pessoas e o tamanho dos arrozais são os
fatores mais significativos para a propagação do vírus. Os pesquisadores
se baseiam principalmente nos dados de diversas ondas de gripe aviária
altamente patogênica ocorridas na Tailândia e no Vietnã, entre o início de
2004 e o final de 2005.
As pesquisas foram possíveis graças ao uso de mapas feitos por satélites
do cultivo de arrozais levando em conta o tempo, a intensidade do cultivo
e os lugares de criação de patos. "A intersecção entre esses dados, junto
com a cronologia dos surtos da doença, ajudou os cientistas a assinalar
com exatidão as situações críticas no momento em que o risco do vírus H5N1
era maior", afirma a FAO.
A entidade estima que aproximadamente 90% dos 1,044 bilhão de patos
domésticos do mundo se encontram na Ásia. Na China e no Vietnã se
concentram a maior parte dessas aves, com 775 milhões, cerca de 75%. Na
Tailândia, há 11 milhões de patos.
A FAO propôs intervenções baseadas no conhecimento dos lugares de risco e
os calendários locais de cultivo de arroz e criação de patos, com o
objetivo de orientar a luta contra a doença e evitar vacinações em massa
indiscriminadas. Fonte: O Globo.
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Galinha põe ovo de 250 gramas na Bahia e
bate recorde mundial.
A cidade de Simões Filho, na Bahia, pode virar a detentora de um recorde
no Guinness, o livro dos recordes, por ter o maior ovo de galinha do
mundo, informou a agência Futura.
O morador do município Genivaldo dos Santos exibiu no dia 11/03/08 para a
imprensa um ovo posto por sua galinha. O detalhe é que o ovo tem nada
menos do que 250 gramas.
De acordo com o Guinness, o maior ovo de galinha do mundo era cubano e
pesava cerca de 148 gramas. Ou seja, o ovo bahiano superou o cubano por
mais de 100 gramas. Fonte: Terra.com.br
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O que eleva os níveis do colesterol ?
Reportagem interessante do Jornal
Hoje da Rede Globo enviada pelo produtor goiano Altino Loyola.
"Aos 42 anos,
Rockfeller se recupera do terceiro infarto – os três provocados pela alta
taxa de colesterol no sangue. “É difícil mudar, porque você tem vontade de
comer as coisas”, justifica.
O
colesterol é uma gordura produzida pelo fígado para auxiliar na absorção
dos alimentos. Há o bom colesterol, que é obtido com o consumo de azeite,
nozes e peixe – é o tipo HDL, que deve estar acima de 35 miligramas por
litro de sangue numa pessoa adulta; já o mau colesterol é produzido por
frituras e gorduras saturadas, como as encontradas em manteigas e
chocolates. O mau colesterol é chamado LDL e não deve ser superior a 130
miligramas por litro de sangue numa pessoa adulta com até 30 anos. A soma
dos dois é o colesterol total, que deve ser de até 200 miligramas. Os
principais problemas provocados pelos altos níveis de colesterol no sangue
são cardíacos. “O principal fator do desequilíbrio é a questão genética, a
herança da pessoa. Mas o estilo de vida piora essa predisposição familiar;
uma alimentação com grande conteúdo de gordura aumenta o risco de a pessoa
ter doença cardiovascular, infarto, AVC, derrames”, explica a nutróloga
Lenita Zajdenverg, Se as frituras e gorduras já são uma tentação para os
adultos, imagine para os mais jovens. Segundo a Sociedade Brasileira de
Cardiologia, 8% dos brasileiros com até 24 anos têm colesterol alto –
entre eles, muitas crianças. Gabriela Maciel tem 8 anos de idade e dois de
dieta; aos 6, num exame de rotina, descobriu que tinha colesterol alto.
Mas a garota não se afastou totalmente dos alimentos proibidos: “Eu levava
o meu lanche pra escola, mas olhava os colegas comerem os biscoitos que eu
gosto e pedia um”, conta. O cardiologista Marco Antônio de Mattos e a
nutricionista Virgínia Barroso do Nascimento são os convidados do Jornal
Hoje para tirar dúvidas dos telespectadores. Confira a seguir:
Uma telespectadora de 19 anos tem o colesterol mau
muito alto: 280 miligramas. Ela diz que já fez dieta e não adiantou. É
indicado tratamento com remédios para uma pessoa tão jovem?
Marco Antônio de Mattos: Nesse caso sim, porque o colesterol dela está
muito elevado e ela já tentou a dieta. Mas ela não pode esquecer que,
junto com a medicação, tem que manter a dieta e fazer exercício físico e
aeróbico regularmente.
Algum alimento ajuda a baixar o colesterol, como o
suco de berinjela?
Virgínia Barroso do Nascimento: O suco de berinjela é mito. O que ajuda a
baixar o colesterol é aumentar a quantidade de alimentos que não são
fontes de colesterol – dentre eles está a berinjela, como todos os outros
vegetais. Tem que se comer menos fontes de colesterol, como carnes e
frituras.
O colesterol pode estar ligado ao fator emocional?
Marco Antônio de Mattos: O colesterol não tem qualquer ligação com o fator
emocional; ele está relacionado à genética e a fatores ambientais.
No caso de crianças com colesterol, como fazê-las
entrar na dieta?
Virgínia Barroso do Nascimento: No caso das crianças, a dieta tem que ser
atrativa. É bom que se ofereça, por exemplo, uma batata com o corte da
batata frita, mas que tenha sido feita no forno; se a batata tiver sido
congelada antes e depois assada, ela fica crocante. E deve-se oferecer
também os vegetais junto com a batata frita.
Cigarro aumenta o nível de colesterol?
Marco Antônio de Mattos: Mantido a longo prazo, o cigarro leva a uma
redução do HDL, que é o colesterol bom. Só que o cigarro é um dos
principais fatores de risco para doenças do coração, e aí o mais
importante é o risco do infarto. Quer dizer, tem que parar de fumar de
qualquer jeito.
O ovo é mesmo um vilão do colesterol ou depende só
da maneira como é preparado?
Virgínia Barroso do Nascimento: Não é vilão, nos últimos tempos temos
feito questão de dizer isso. Há de se ressuscitar o papel do ovo como
fonte de proteína. Mas ele deve ser preparado sempre sem gordura; o
tradicional ovo frito, com grande quantidade de gordura, é perigoso para o
colesterol.
Usar remédio para colesterol por muito tempo traz
algum efeito colateral?
Marco Antônio de Mattos: Qualquer remédio pode dar efeito colateral, só
que eles são mais freqüentes nos primeiros 30 dias de sua utilização. A
pessoa deve prestar atenção e conversar com seu médico.
Quais escolhas são boas para quem vai a uma
churrascaria? Quantas vezes por semana pode-se comer carne vermelha?
Virgínia Barroso do Nascimento: Depende da idade da pessoa, mas, em geral,
o adequado são duas vezes por semana para cada tipo de alimento animal –
carne bovina, ave e peixe – e uma vez por semana para o ovo."
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Atenção OVOS BRASIL para esta
notícia: "Campanha aumenta venda de carne suína em supermercados".
O
primeiro passo para a divulgação da carne suína foi dado há cerca de um
ano. A ABCS lançou uma campanha nacional de marketing chamada de “Um
novo olhar sobre a carne suína”. Segundo Fernando Barros, uma das ações
para tentar transformar essa realidade no Brasil é o desenvolvimento dos
novos cortes. Em parceria com o Centro de Tecnologia da Carne, do
Instituto de Tecnologia de Alimentos (CTC/ITAL), a ABCS criou 57 cortes
diferentes para apresentação ao consumidor final.
Para a ABCS, o produto atualmente não está preparado para atender ao
consumidor, a carne é vendida de uma forma antiga, com peças grandes e
gordura. Barros explica que, para facilitar a compreensão dos clientes e
tornar a comercialização mais fácil, a ABCS chegou a cinco seções de
cortes finais: magros, forno, cortes universais, grill e churrasco. Além
disso, foram criadas 27 receitas especiais e de fácil preparo para cada
uma das seções. A intenção é garantir e oferecer praticidade no manuseio
dos novos cortes. “Ninguém vai chegar em casa à noite e preparar um
pernil. Mas pode fazer uma receita que leve carne moída suína, por
exemplo”, diz.
O objetivo da campanha é conseguir, em cinco anos, o aumento do consumo
nacional do produto para 17 quilos per capita. Ou seja, 1 quilo a mais
por ano. Para isso, a ABCS viaja por todo o País e oferece treinamento
para equipes de varejo. Além disso, firma parcerias com grandes redes de
supermercados, incentivando a venda do produto nas gôndolas. A ação tem
dado certo. “Nos supermercados nos quais trabalhamos, conseguimos elevar
a venda dos suínos em pelo menos 50%”, conta Barros.
Há algumas décadas, qualquer tipo de cozimento ou fritura era feito com
a chamada ‘banha de porco’. O costume foi alterado aos poucos, primeiro
nas grandes cidades e depois no interior. A ‘banha de porco’ foi
substituída pelos óleos vegetais.
Segundo explica Fernando Barros, diretor de marketing da Associação
Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), foi uma campanha publicitária
para alavancar o uso dos óleos vegetais a fonte de todo o preconceito
que existe em relação à carne suína no Brasil. “Em 1955, uma grande
multinacional espalhou a informação por uma rádio de que a ‘banha de
porco’ era prejudicial à saúde, que matava. A mensagem acabou passando
para a carne suína também”, conta. Fonte: Agrolink.
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Vacina contra gripe aviária é mais eficaz com água e óleo.
A combinação da vacina contra a
gripe aviária
com uma emulsão de óleo em água faz o corpo produzir até seis vezes mais
anticorpos contra o vírus da doença que a aplicação isolada daquela,
segundo um estudo publicado
pela revista médica "The Lancet".
Uma equipe dirigida pelo professor Geert Leroux-Roels, do Centro de
Vacinologia do Hospital Universitário de Gante (Bélgica), propõe uma
estratégia que permitiria que muito mais pessoas fossem vacinadas em caso
de uma pandemia.
A cepa H5N1 do vírus da gripe aviária, que seria a responsável por uma
pandemia da doença, contém um subtipo de antígeno (H5) que, de modo geral,
enfraquece a resposta imunológica dos seres humanos.
Em razão disso, a tradicional estratégia de administrar uma só dose de
vacina contra a gripe muito provavelmente não seria suficiente para
imunizar o vacinado. A equipe belga propôs, então, o emprego de um método
que
requeira
menos antígenos -- moléculas que estimulam a formação de anticorpos -- por
dose.
Em seu estudo, os pesquisadores avaliaram a reação de oito grupos de 50
voluntários com entre 18 e 60
anos. A
eles foram
administradas quatro doses do citado antígeno - com 3.8, 7.5, 15 e 30
miligramas de hemaglutinina cada uma -, com e sem a emulsão de óleo em
água.
Em seguida, foram recolhidas amostras de sangue para a análise das
respostas imunológicas. Ficou comprovado que, com a utilização das
emulsões, foi obtida uma resposta imunogênica muito superior à registrada
quando o antígeno foi administrado sem o suplemento.
Segundo os cientistas, a dose de 3.8 miligramas da vacina com emulsão
induz, em três de cada quatro indivíduos estudados, uma resposta
imunológica seis vezes superior à estimulada pela mesma dose sem esse
suplemento.
Isso significa, de acordo com os pesquisadores, que muitos antígenos
poderiam ser poupados e, conseqüentemente, mais pessoas poderiam ser
vacinadas. Os resultados obtidos indicam ainda que a vacina com emulsão
poderia ser administrada antes da explosão de uma eventual pandemia de
gripe aviária, o que minimizaria seus efeitos negativos.
Fonte: O Globo.
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Para refletir: Valorizar mais a LUCRATIVIDADE do que o VOLUME.
Ao comentar
para o jornal Valor Econômico os resultados da empresa no primeiro
semestre de 2003 – lucro líquido de R$ 13,274 milhões – o vice-presidente
financeiro da Perdigão, Wang Wei Chang, observava que, frente a um
mercado visivelmente desaquecido, uma das estratégias adotadas foi “valorizar
mais a lucratividade do que o volume”. Assim, o volume de carne
comercializado domesticamente teve queda de 12,4% . Mesmo assim, a
receita cresceu 18,9%.
Um industrial paulista comentava, que “tão
sábias palavras são um sinal de que ainda existe vida inteligente na
avicultura”.
E esclarecia:
“Até agora, a maior parte das grandes e médias empresas tinham olhos,
somente, para o “market-share”. Pouco importavam os resultados
financeiros. O que interessava era dar uma “mordidinha
na clientela do concorrente” e aumentar a participação no bolo. E
DAÍ ?? De que tem adiantado deter 1% ou 2% a mais do mercado se os
prejuízos vêm crescendo exponencialmente?”
“O triste é constatar que esse “vício” anda tão enraizado que todos o
cometemos sem nos dar conta disso. Pior ainda, no entanto, é que ele há
tempos impede o setor de adequar sua produção àquilo que o mercado
realmente comporta. Vamos reduzir a produção? – pergunta-se. E a
resposta é um “ah, não posso perder meu market-share”.
“É estimulante saber que uma grande empresa do setor avícola adotou uma
estratégia esperada de todo empreendimento comercial, independente de qual
seja o seu porte:
VALORIZAR O LUCRO E NÃO O VOLUME.
Quem sabe ela sirva de exemplo para todos os demais. Se isso ocorrer, com
certeza voltaremos novamente a ter lucro”.
Obs: este texto serve de grande exemplo para o atual momento (agos/2007)
que a avicultura de postura está vivendo.
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Estudo:
ovo reduz peso e não aumenta colesterol.
Além de serem
um ingrediente crucial de uma dieta saudável, os ovos ajudam a perder
peso, de acordo com vários estudos divulgados na quarta-feira(02/05/07),
durante uma reunião de biologia experimental
em Washington. Um dos estudos também derruba a idéia de que o consumo de
ovos aumenta o colesterol e as gorduras saturadas, que são a principal
origem das doenças cardíacas.
Segundo Nikhil Dhurandhar, professor
do Departamento de Infecções e Obesidade do Centro Médico da Universidade
da Louisiana, um grupo de mulheres, que consumiram dois ovos no café da
manhã durante oito semanas como parte de uma dieta, perdeu 65% a mais de
peso. Além disso, a redução de massa de gordura na cintura foi 83% maior.
Essas mulheres mostraram mais energia do que outras, cujo café da manhã
continha a mesma quantidade de calorias, mas sem ovos.
A pesquisa comparou o fator de risco dos ovos com outros, como idade,
genética, hábito alimentar, tabagismo, consumo de álcool, pressão
sangüínea, obesidade, diabetes e sedentarismo. Após uma revisão
"exaustiva" dos principais estudos sobre as causas das doenças cardíacas,
determinou-se que os ovos contribuem com apenas 0,5% para as doenças
coronárias nos homens e em 0,4% nas mulheres. Fonte: Jornal O Dia.
Topo
Gripe aviária pode matar 07 milhões de
pessoas, adverte a OMS.
Uma
pandemia de gripe aviária pode contaminar até um bilhão de pessoas no
mundo e matar entre duas e sete milhões delas, afirmou nesta terça-feira
(24/04/07) Jean-Marc Olive, representante da Organização Mundial da Saúde
(OMS).
"Estas estimativas se baseiam em modelos matemáticos utilizados durante as
epidemias de gripe anteriores", explicou Jean-Marc Olive, representante da
OMS nas Filipinas.
"A próxima pandemia poderá provocar um índice de mortalidade muito elevado
em poucas semanas. Poderá gerar um bilhão de casos e entre dois e sete
milhões de mortos", declarou o funcionário duarnte um foro sobre o tema,
acrescentando que esse cenário pode ser evitado com adoção de medidas
radicais.
A gripe aviária já deixou 172 mortos desde que ressurgiu no final de 2003,
principalmente na Ásia. Os contágios ocorrem no momento entre aves de
criação e o homem, mas os especialistas temem uma mutação no vírus que
favoreça as transmissões entre seres humanos, o que poderá desencadear uma
pandemia em escala mundial. Fonte: Uol
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Resgate os ovos do exílio gastronômico.
Por
muito tempo, ovo foi sinônimo de colesterol ruim, um grande palavrão
no dicionário da alimentação saudável. "Realmente, o ovo é fonte de
muito colesterol: uma unidade apresenta 214 miligramas, e a
recomendação da Associação Americana do Coração (AHA) é o consumo de
até 300 miligramas por dia" , explica a nutricionista Fernanda
Brunacci, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem Estar, de São
Paulo.(saiba
mais sobre o colesterol)
Mas os estudos não param e, recentemente, o ovo acabou resgatado do
exílio gastronômico. "Os especialistas concluíram que o colesterol
presente no ovo contribui muito pouco para a elevação das taxas dessa
gordura no sangue" , diz Fernanda.
(diferencie as gorduras boas das más)
Prova disso é que a própria Associação Americana do Coração não dispõe
de recomendações, limitando o consumo de ovos. Além disso, a maioria
das gorduras contidas neles é do tipo monoinsaturadas, que eleva o
colesterol bom (HDL) e protege o coração. "Ainda assim o bom senso é
fundamental e uma boa dica é consumir mais claras do que gema. Ao
fazer uma omelete, por exemplo, inclua duas claras e uma gema" ,
recomenda Fernanda.
(clique aqui e encontre uma dieta ideal para você)
Retirado o preconceito, as qualidades do alimento começam a ganhar
atenção. "O ovo é um alimento de grande valor nutritivo. A clara é uma
boa fonte de proteínas e a gema é de gorduras" , explica a
nutricionista de São Paulo. Outro nutrientes também encontram abrigo
na casquinha branca, a começar pelo retinol ou vitamina A, essencial
para saúde dos olhos. Quem consome uma unidade de ovo ingere
60,5 miligramas, dose gorda para ganhar visão de águia.
Por
conta da família dos minerais, o ovo garante energia pela boas
quantidades de fósforo; ossos fortes em razão do cálcio e um sistema
imunológico protegido pela presença de ferro e zinco.
Desânimo e cansaço também não têm vez na sua rotina, com a ajuda de um
bom mexido -- a combinação amarela e branca é ótima fonte de
triptofano -- aminoácido precursor da serotonina, a substância
associada à sensação de bem-estar.(acabe
com o estresse).
Outra substância encontrada no alimento é a colina, um nutriente que
faz o cérebro funcionar a pleno vapor e previne contra doenças
degenerativas, como os males de Alzheimer e Parkinson. Uma unidade
carrega cerca de 130 miligramas do nutriente, enquanto 100 gramas de
salmão têm 56 miligramas.(saiba
mais sobre os benefícios do salmão).
A colina também vem sendo apontada como uma aliada da gravidez.
Estudos demonstram que ela atua na formação do cérebro do feto.
Somando tudo isso ao preço, para lá de convidativo, de uma caixinha de
ovos de galinha, não faltam bons motivos para incluir o alimento no
seu menu.
Valor calórico
1 ovo cozido: 73 calorias
1 ovo frito: 107 calorias
Fonte:
www.minhavida.com.br
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Aquecimento
deixará milhões famintos e sem água, diz estudo.
O aquecimento
global fará com que milhões de pessoas passem fome por volta de 2080 e
causará grave falta de água na China, na Austrália e em partes da Europa e
Estados Unidos, segundo um novo estudo sobre o clima mundial.
Até o final do século, as
alterações
climáticas farão com que a escassez de água afete entre 1,1 e 3,2 bilhões
de pessoas, com um aumento médio de temperatura na ordem de 2 a 3 graus
Celsius, segundo relatório preliminar do Painel Intergovernamental para a
Mudança Climática.
O texto deve ser divulgado só em abril, mas o jornal australiano The Age
teve acesso a seus dados. O estudo diz ainda que outros 200 a 600 milhões
de pessoas enfrentarão falta de alimentos nos 70 anos seguintes, enquanto
inundações litorâneas podem tragar outras 7 milhões de casas.
"A mensagem é que cada região da Terra terá uma exposição [ao
aquecimento]", disse Graeme Pearman, um dos responsáveis pelo relatório,
na terça-feira à Reuters.
"Se você olhar para a China, como a Austrália, ambas vão perder
precipitações pluviométricas consideráveis em suas áreas agrícolas", disse
Pearman, ex-diretor de clima da Organização da Comunidade Científica e de
Pesquisa Industrial, principal órgão australiano do setor.Países
pobres, como os da África e Bangladesh, seriam os mais afetados, por serem
os menos capazes de lidarem com secas e inundações litorâneas, segundo o
especialista.
O Painel Intergovernamental foi criado em 1988 pela Organização
Meteorológica Mundial e pelo Programa Ambiental da ONU para orientar as
políticas globais sobre o aquecimento.
O grupo deve divulgar na sexta-feira em Paris um relatório prevendo que
até 2100 a temperatura média do mundo estará de 2 a 4,5C acima dos níveis
pré-industriais, sendo que a estimativa mais provável é de 3C.
Esse relatório deve resumir a base científica das mudanças climáticas,
enquanto o texto de abril detalhará as consequências do aquecimento e as
opções para se adaptar a ele.O relatório preliminar contém um capitulo
inteiro sobre a Austrália, que vive a pior seca da sua história, alertando
que a Grande Barreira de Recifes se tornará "funcionalmente extinta"
devido à destruição dos corais.Além disso, a neve deve sumir dos montes no
sudeste do país, e o fluxo de água na bacia do rio Murray-Darling,
principal área agrícola australiana, deve cair de 10 a 25 por cento até
2050.Na
Europa, os glaciais vão desaparecer dos Alpes centrais, enquanto algumas
ilhas do Pacífico devem ser muito atingidas pela elevação dos mares e
intensificação da freqüência das tempestades tropicais.
Num tom mais otimista, Pearman disse que ainda há muito que se pode fazer
para lidar com o aquecimento. "As projeções no relatório que sai nesta
semana se baseiam na pressuposição de que somos lentos em reagir e que as
coisas continuam mais ou menos como no passado", afirmou. Alguns
cientistas dizem que a Austrália, o continente mais seco do mundo, sofre
uma "acelerada mudança climática" em comparação com outros países.
Fonte: www.uol.com.br
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Ameaça de
pandemia da gripe aviária persistirá por anos.
O mundo vai
precisar de anos para eliminar a gripe aviária, e a ameaça de uma pandemia
humana vai existir enquanto
o vírus estiver ativo nas aves, disse na segunda-feira(22/01/07) a
diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.
"Enquanto o vírus (que causa a gripe aviária, o H5N1) continuar circulando
nos pássaros, a ameaça de uma pandemia vai persistir. O mundo está a anos
de controlá-la no setor avícola", disse ela em um pronunciamento à
diretoria executiva da organização, formada por 34 países.
Desde o ressurgimento da doença, em 2003, houve 267 casos de infecção em
humanos, a maioria no Sudeste Asiático, sendo que 161 deles resultaram em
mortes. Quase metade das mortes aconteceu em 2006, disse Chan.
Embora a doença continue sendo uma enfermidade animal, ela não perdeu sua
virulência nas oportunidades em que conseguiu passar para os seres
humanos. A taxa de mortalidade em 2006 chegou a 70 por cento, enquanto a
média nos três anos é de 60 por cento.
A OMS já fez vários alertas de que o vírus, que foi detectado pela
primeira vez em 1997 em Hong Kong, pode deflagrar uma pandemia global se
sofrer mutações que lhe permitam ser transmitido de pessoa para pessoa.
Por enquanto, todos os casos de infecção humana envolveram contato com
animais infectados.
Chan, disse que é impossível prever quando, e se, essa mutação vai
ocorrer.
"Os vírus da gripe são conhecidos por serem instáveis e caprichosos. É
impossível prever seu comportamento", disse ela à diretoria, que se reúne
duas vezes por ano. "A mensagem é simples: não podemos baixar a guarda."
Fonte www.uol.com.br
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China
quer limitar uso de trigo e milho em biocombustíveis.
A China pretende
proteger sua oferta de alimentos, restringindo o uso de milho e trigo na
produção de biocombustíveis, segundo autoridades do governo, que ainda não
estabeleceram um limite. O governo chinês está preocupado com o fato de
que o uso de grãos na produção
de combustíveis possa intensificar a recente alta nos preços desses
produtos e reduzir os estoques de alimentos do país.
"Na China, a primeira preocupação é fornecer alimento para os mais de 1,3
bilhão de habitantes. Depois disso, iremos apoiar a produção de
biocombustíveis", disse Yang Jian, diretor do Departamento de Planejamento
e Desenvolvimento do Ministério da Agricultura, ao jornal "China Daily".
Em novembro, os preços do milho subiram quase 20%, para níveis que não
eram registrados desde 1997 no país, em meio a um cenário de forte demanda
por parte de processadores
de milho, incluindo produtores de etanol, que ofuscou os efeitos de uma
safra recorde neste ano.
Segundo Jian, desta vez em entrevista à agência Xinhua, todos os projetos
de etanol ou de expansão de capacidade têm de ser aprovados pelo governo.
Segundo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla
em inglês), investidores locais pretendem construir unidades de produção
de etanol
com capacidade anual já ultrapassando 10 milhões de toneladas. A comissão
irá encorajar as unidades a utilizarem matéria-prima que não seja produto
agrícola e irá designar unidades para produzir etanol para mistura à
gasolina.
Qualquer expansão irregular ou produção e vendas não autorizadas não
receberão ajuda financeira de Pequim, segundo a comissão. A China oferece
subsídio de 1.373 iuans (cerca de US$ 175) por tonelada para produtores
patrocinados pelo governo. O plano do governo chinês também prevê o
subsídio aos produtores de biocombustível no futuro. Fonte: Agrolink.
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Buraco
na camada de ozônio sobre a Antârdida bate recorde em
2006.
O buraco
da camada de ozônio sobre a
Antártida bateu dois recordes em 2006. O primeiro foi alcançado quando
ele atingiu 29,5 milhões de km2, em setembro -- o maior registro anterior
era de 29,4 milhões de km2, feito em 2000. O segundo foi o de perda total
de massa de ozônio. Ao todo, quase 40 milhões de toneladas do gás foram
destruídas neste ano -- 200 mil a mais que em 2000 .
Segundo o porta-voz da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), da ONU,
Mark Oliver, nunca houve tão pouco ozônio sobre a Antártida na história.
As medições foram realizadas tanto pela Nasa como pela Agência Espacial
Européia (ESA), e há pequenas variações entre os valores que cada uma
obteve. Segundo a Nasa, em 25 de setembro, o buraco atingiu 29,5 milhões
de km2. Para a ESA, foram 28 milhões de km2.
De acordo com Oliver, os valores de 2000 e 2006 são tão próximos, que os
buracos dos dois anos podem ser considerados iguais -- quase três vezes
maiores que a área da China.
O que mais assustou a OMM, segundo ele, foi a forte queda no déficit de
massa.
Fonte: O Globo.
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A VOLTA
TRIUNFAL DO OVO
Ao longo
das últimas décadas, o ovo carregou a má fama de inimigo da saúde
cardiovascular. Como a gema é rica em colesterol, seu consumo foi
associado ao aumento no risco de infarto e derrame. Foi necessária a
revisão de mais de 200 estudos, realizados a partir da década de 80, com
cerca de 8.000 pessoas, para chegar à sentença (definitiva, pelo menos até
agora) de que o ovo tem mesmo substâncias potencialmente nocivas mas
privar-se dele na dieta pode ser ainda mais danoso. Recentemente se
descobriram três novos bons motivos para levá-lo de volta à mesa. Presente
na gema, a colina é um nutriente vital para o bom funcionamento do
cérebro. Além disso, o ovo é uma excelente fonte de triptofano, o
aminoácido precursor da serotonina, a substância associada à sensação de
bem-estar. Do total de gorduras contidas em um ovo, a maioria é de
monoinsaturadas – a gordura do bem, protetora do coração.
Com o ovo condenado por tanto tempo, muita gente deixou de consumir o
alimento – e, junto com ele, uma série de nutrientes essenciais ao
organismo. Muitos deles podem ser encontrados em outros alimentos, mas a
colina, em especial, é abundante sobretudo no ovo. Uma unidade tem cerca
de 130 miligramas de colina, enquanto uma posta de 100 gramas de salmão
tem 56 miligramas. Recentemente, pesquisadores das universidades Harvard e
da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, analisaram a dieta de 2.000
mulheres e detectaram que as americanas ingerem uma quantidade de colina
inferior à considerada ideal – 314 miligramas diários, contra os 425
miligramas recomendados. A colina é especialmente importante na gravidez.
"Vários estudos já mostraram que ela é tão ou mais importante do que o
ácido fólico durante a gestação", diz o professor Cícero Galli Coimbra, do
departamento de neurologia da Universidade Federal de São Paulo. A colina
consumida pela mãe pode influenciar o desenvolvimento cerebral do feto.
Além disso, outras pesquisas mostram que a substância é essencial para a
saúde do cérebro, inclusive na formação de novos neurônios. Por essa
razão, o consumo de colina é indicado na prevenção das doenças
neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Alçada à condição de
substância de 1.001 utilidades, a colina já pode ser encontrada em
cápsulas, barras de cereais e bebidas energéticas.
Além de conter colina, o ovo é rico em proteínas. "Depois do leite
materno, o ovo de galinha é a proteína animal mais completa e barata", diz
o professor Antonio Gilberto Bertechini, da Universidade Federal de
Lavras, em Minas Gerais. Outro benefício do ovo é a presença de
antioxidantes, como a luteína e a zeaxantina, que ajudam a prevenir a
degeneração macular. O baixo teor de gordura constitui mais uma vantagem
do alimento. Uma unidade tem em média 7 gramas de gordura total – apenas
1,5 grama é gordura saturada, a metade do que se encontra numa fatia de
queijo branco, considerado um alimento magro e saudável. "O ovo é o
alimento de menor valor calórico com relação a outras fontes protéicas",
diz a nutricionista Eda Maria Scur. Um ovo tem cerca de 70 calorias. Um
bife de 120 gramas, igualmente rico em proteínas, tem o dobro desse valor.
O consumo de quatro gemas por semana é suficiente para obter todos esses
benefícios.
De fato, o ovo tem muito colesterol. Uma unidade contém 213 miligramas da
substância, quase o total da ingestão diária recomendada pela Associação
Americana do Coração, que é de 300 miligramas. O erro, no entanto, é
imaginar que todo esse colesterol, depois de ingerido, tem como destino
certo o entupimento das artérias. Para 70% das pessoas, o colesterol da
comida não causa impacto significativo nos níveis de gordura circulante no
sangue. A elas, que não têm problema de colesterol, permite-se o consumo
de até um ovo por dia. Para os 30% restantes, sugere-se moderação, mas não
necessariamente a eliminação total do ovo do cardápio – especialmente se
ele não dividir o prato com gorduras trans. Essas, sim, estão na mira dos
médicos. Fonte: Revista Veja (01/10/06).
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A
volta por cima do ovo: Globo Repórter.
O programa Globo Repórter da Tv Globo, exibiu na sexta feira(25/08) uma
reportagem excelente dizendo que o OVO é um dos melhores alimentos para o
cérebro e acabando com o mito do colesterol.
Faltava uma associação de avicultura de postura
forte para aproveitar este momento. Infelizmente....
Abaixo segue a reportagem na síntese:
Avenida Paulista, esquina com a Rua Augusta. Não se engane com o endereço
fácil. A corrida de táxi vai pegar o atalho de um cérebro privilegiado.
São Paulo tem 128 mil ruas. Cada passageiro, um destino. Cada destino, um
roteiro repleto de minúcias. Alguns segundos. É só o que o taxista João
Pereira de Souza precisa para desvendar qualquer trajeto. Um detalhado
mapa imaginário vai aparecendo na cabeça dele.
Dar sentido a uma cidade é o que urbanista Lucídio Guimarães Albuquerque
faz. Ordenar o desenho urbano, pôr letras e números numa seqüência lógica.
Ajudar a planejar Brasília faz parte do trabalho de Lucídio.
"Arquitetura, urbanismo e planejamento regional sempre foram meus grandes
interesses profissionais, desde jovem, quando entrei para a antiga
Universidade do Brasil, em 1943. Eu não sei o vem a ser sossegar. Se é
parar, isso eu não faço", diz Lucídio.
Aos 85 anos, Lucídio estuda como nunca e trabalha como sempre. Arquiteto e
consultor da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, percorre os
núcleos rurais que ajudou a criar e acompanha a produção agrícola. Conhece
todo mundo pelo nome.
"Eu tenho que me lembrar, de memória, de pessoas que moram aqui. Se falam
comigo, eu tenho que lembrar e conversar com eles como naquele tempo em
que tinham 20 anos, como o Hugo Bota e o Chico Carioca", conta Lucídio.
João, 65 anos. Lucídio, 85. O que será que evitou o envelhecimento do
cérebro deles e os manteve ativos e saudáveis? "Eu como o trivial: feijão
com arroz, carninha de sol. E digo mais: mocotó uma vez por semana. Já
falei isso para meu doutor cardiologista. Eu gosto porque são os sabores
da minha infância. Era o que mais se comia na minha casa", lembra Lucídio.
A ciência já estuda a relação entre os alimentos e o funcionamento do
cérebro. Duas universidades gaúchas – a Federal do Rio Grande do Sul e a
Unisinos – estão pesquisando juntas o quanto a nossa dieta pode ser capaz
de fornecer nutrientes essenciais para melhorar a comunicação entre as
células do cérebro. É o caso, por exemplo, do arroz com feijão. O prato
típico do brasileiro ajuda a manter o cérebro funcionando bem. E ele
precisa.
O cérebro tem menos de 5% da massa total do corpo, mas gasta 20% de todo o
oxigênio que respiramos. Com tanto oxigênio concentrado num espaço tão
pequeno, pode acontecer com o cérebro o que acontece com um pedaço de
metal em contato com o ar: a oxidação. É como se ele enferrujasse.
Alguns alimentos combatem a oxidação. "Frutas e verduras são fundamentais
– de cinco a sete porções diferentes por dia, de preferência, coloridas.
Há um tempo, as cores dos alimentos estavam relacionadas com a beleza e a
vontade de comer. Hoje se sabe que as cores têm pigmentos que são
antioxidantes", explica a nutricionista Denize Righetto Ziegler, da
Unisinos e da UFRGS.
Tão importante quanto à alimentação é a postura diante da vida. Antes de
sair da Bahia, ninguém acreditava em João.
"Eu era considerado o garotinho mais burrinho da cidade, porque eu não
estudei. Quando se falava qualquer coisa sobre estudo, eu não sabia nada.
Então, fiquei conhecido como o mais burrinho da cidade", conta o taxista.
E o baiano do interior virou taxista em São Paulo. Aí, piorou. Ele conta
que alguns passageiros ficavam indignados quando ele não sabia a
localização de determinada rua. E quando descobriam de onde ele era,
saíam-se com esta: "Também... Deixam baiano trabalhar na praça!".
De orgulho ferido, o baiano João meteu o mapa da metrópole na cabeça:
decorou 200 páginas do Guia da Grande São Paulo. Não há um único
paulistano capaz de saber mais do que ele.
"A página 26 está já lá no fim, fazendo divisa com Itaquaquecetuba. É mais
conhecida como Avenida Água Chata", afirma João.
Ao enfrentar a humilhação, João estava, sem saber, ajudando o cérebro dele
a funcionar melhor. A memória fantástica apareceu quando ele rejeitou uma
atitude derrotista.
"O sofrimento envelhece o cérebro, bloqueia a produção de novas células
nervosas que iriam substituir células perdidas e acelera a perda de
células nervosas em regiões específicas do cérebro", revela o neurologista
Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A ciência sempre acreditou – e todos nós sempre aprendemos na escola – que
as células do cérebro, ao contrário das outras células do nosso corpo,
nunca se regeneram. Quando um neurônio morre, jamais nasce outro no lugar
dele. Mas, de dez anos para cá, essa certeza científica foi dando lugar a
evidências cada vez maiores de que as células nervosas podem, sim,
construir novas pontes tapando os buracos provocados pelos neurônios
mortos e religando a comunicação que estava interrompida.
Isso é feito pelas chamadas células precursoras, que podem viajar de uma
região a outra do cérebro e substituir os neurônios mortos. Quando elas
fazem isso, acontece a neurogênese, o nascimento de novos neurônios.
Tomar sol bem cedo ou no fim da tarde ajuda a pele produzir a vitamina D,
fundamental para a neurogênese. Mas não é só. "É absolutamente importante
a pessoa manter ao longo da vida inteira a alegria de viver, o entusiasmo
pelo que faz, procurar enfrentar os problemas do dia-a-dia com
serenidade", aconselha doutor Galli.
Outro
aliado da produção de novos neurônios é um ex-vilão inteiramente
regenerado pela medicina: o ovo, com a clara bem durinha e a gema mole.
"Isso
pode parecer contrário ao conceito tradicional, mas está absolutamente de
acordo com os dados mais recentes que têm sido demonstrados na literatura
médica. O ovo possui elementos, entre eles eu destaco o colesterol de alto
peso molecular, o chamado colesterol bom, e a colina, que são nutrientes
essenciais para a produção de novas células", ressalta doutor Galli. Botar
o ovo no cardápio e apanhar um pouco de sol todo dia é barato e fácil.
Mas e a outra
pré-condição para favorecer o nascimento de neurônios: como lidar com o
estresse?
João garante que não é estressado com trânsito. "O engarrafamento não tem
jeito. Fazer o quê? Relaxar. Aí, o passageiro fica nervoso porque acha que
eu não conheço o melhor caminho. Quando São Paulo pára, não temos por onde
sair", conforma-se o taxista.
Manter a calma num trânsito infernal é uma façanha que traz suas
recompensas. Uma pesquisa da Rede Sarah mostra que o estresse exagerado
afeta a memória.
"De repente, começaram a aparecer muitas pessoas, principalmente na faixa
etária dos 45 aos 60 anos, dizendo que estavam ficando velhas porque
estavam perdendo a memória", conta a neurocientista Lucia Willadino Braga.
A pesquisa comparou o cérebro de dois grupos de pessoas. O primeiro tinha
entre 45 e 60 anos. O segundo, como Lucídio, mais de 80 anos de idade. A
pedido do Globo Repórter, Lucídio refez os testes da pesquisa.
Logo no primeiro teste, Lucídio mostrou a memória impecável. Para fazer o
teste de memória visual em que ele tinha de lembrar de uma série de
figuras, Lucídio entrou numa máquina de ressonância magnética. Enquanto
isso, os pesquisadores monitoravam sua atividade cerebral Enquanto ele
lembrava das figuras, os equipamentos identificavam que região do cérebro
ele estava usando. Lucídio confirmou os resultados anteriores: na memória
de curto prazo, o acerto foi de 96%, bem maior do que o das pessoas mais
jovens que participaram da pesquisa.
"Depois nós fizemos o teste da memória visual, que são as figuras
abstratas. Eu perguntei qual delas você tinha visto antes e,
incrivelmente, você acertou 100%. Então, você está com o cérebro muito
jovem, muito exercitado, o que mostra que durante a sua vida toda você
manteve o cérebro funcionando", anunciou Lucia.
O exame revelou também a estratégia usada por Lucídio para se lembrar das
figuras. Ele ativou uma parte do cérebro acima dos olhos, perto da testa,
uma área relacionada com o planejamento.
Culto e sofisticado, Lucídio foi buscar na obra de um pintor do século 16
uma maneira de fixar na memória, por associação, uma das figuras do teste.
"Uma delas eu associei àquelas imagens fantásticas de El Greco", contou o
urbanista.
A pesquisa do Hospital Sarah de Brasília concluiu que o grupo mais jovem
estava tendo falhas na memória por causa do estresse e que o grupo mais
velho manteve a memória intacta porque nunca deixou de exercitar o
cérebro.
"A gente viu que nesse grupo entre 45 e 60 anos, as pessoas estavam
estressadas. Elas estavam tomando remédio para dormir, fazendo mil coisas
ao mesmo tempo. Então, elas não tinham um problema de memória e sim um
problema de estruturação da vida", esclarece a neurocientista.
"Eu sei que me dediquei bastante até hoje. A partir do dia em que o homem
achar que sabe tudo, ele estará perdido", diz João.
"Trabalhar é importante. Levantar cedo também. Passarinho madrugador é que
come minhoca. Na roça, achamos que era importante sair com o nascer do
sol", finaliza Lucídio.
Fonte: Globo Repórter (26/08/06)
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Frango é o culpado pela destruição da
Amazônia, diz Greenpeace.
Se depender do
Greenpeace, quem deve pagar o pato pela destruição da Amazônia é o frango.
Mais exatamente, o Chicken McNuggets das lanchonetes McDonalds - e a culpa
é toda da soja. Em poucas palavras, talvez palavras de menos, essa é a
mensagem do relatório Eating Up the Amazon, que a ONG internacional
lançou dia 06/04/06).
Não é simples emitir uma opinião sobre esse relatório do Greenpeace. É uma
publicação alentada, visivelmente bem calçada em estudos, estatísticas e
relatórios (se servir de indicador, o texto tem 290 notas e quatro páginas
de bibliografia). Além disso, resulta ainda de um esforço do escritório do
Greenpeace na Amazônia (Manaus) em combinar as armas do geoprocessamento
com imagens de satélite, dos sobrevôos no novo avião anfíbio doado por um
bilionário britânico e dos contatos com atores locais para instruir suas
estratégias e campanhas.
Pode ser desinformação deste blogue, mas há muito tempo não se via um
documento da ONG sobre a Amazônia com tanto recheio e alicerce. Recheio e
alicerce, porém, não são garantia de sustentabilidade. E o vínculo
desmatamento-McNuggets talvez necessite de mais palavras, notas,
referências e páginas para permanecer de pé.
A conexão alimentar com a destruição das florestas tropicais tem uma longa
história. Nos anos 1980, quando a devastação da Amazônia se tornou
escândalo internacional, surgiu a lenda urbana, persistente na Europa, de
que as cadeias vendedoras de hambúrgueres eram as maiores responsáveis
pelo desmatamento no Brasil. OK, boa parte da derrubada da mata na época
era mesmo para implantar pastagens e criar bois, mas o Brasil não
exportava quase carne para a Europa. Era impossível rastrear a carne
bovina proveniente da Amazônia até o Burger King da Ku'Damm, em Berlim,
por exemplo.
Isso nos anos 1980, note bem. Mais recentemente, o CIFOR (Centro para a
Pesquisa Florestal Internacional, com sede na Indonésia) mostrou com um
relatório muito comentado,
A Conexão Hambúrguer Alimenta a Destruição da Amazônia, que o aumento
desmesurado das exportações brasileiras de carne bovina, na virada do
milênio, estava sendo obtido com a expansão da pecuária na Amazônia. O que
era lenda, ou difícil de provar, nos anos 1980, no século 21 estava de
fato acontecendo.
O relatório ora lançado pelo Greenpeace parece montado para obter o mesmo
tipo de repercussão, ou talvez evocar nos consumidores de países ricos a
mesma reação reflexa de rejeitar ou até boicotar produtos de grande
impacto simbólico, neste caso o lanche Chicken McNuggets. Segundo o
documento, a soja está se tornando um dos principais motores do
desmatamento na Amazônia (o que, direta ou indiretamente, é fato, ainda
que não o principal) e quase toda a soja amazônica (Mato Grosso) estaria
sendo exportada para a Europa, onde é usada para fazer ração, que por sua
vez é consumida sobretudo por frangos, que por sua vez são a matéria-prima
dos McNuggets.
A organização teve o cuidado de documentar um percurso como esse, mas
certamente não é a demanda do McDonalds que está alimentando a expansão da
soja no Brasil (China é a palavra-chave, aqui). Pôr a culpa no insosso
franguinho prensado e frito pode ser altamente rentável, no plano
simbólico-propagandístico, mas também pode expor a ONG à acusação de ter
eleito algo arbitrariamente um bode expiatório para o desmatamento. O
lieotr que conclua e o diga.
No mais, a ONG está absolutamente certa na indicação do caminho: os
complexos da soja, da bovinocultura, da avicultura, da suínocultura, da
madeira de lei etc. só passarão a respeitar padrões de sustentabilidade e
de qualidade socioambiental, no Brasil, como um todo, se os mercados
internacionais começarem ou continuarem a adotar exigências de
certificação cada vez mais fortes. Aos produtores brasileiros resta
adaptar-se, ou então fiar-se na arriscada estratégia de denunciar a coisa
certa a fazer como um estratagema para erguer barreiras não-tarifárias a
suas commodities. Fonte:
uol
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Produção de pintainhas:
2010
| Mês |
Brancas |
Vermelhas |
Total |
| Janeiro |
4.403.453 |
1.319.806 |
5.723.259 |
| Fevereiro |
|
|
|
| Março |
|
|
|
| Abril |
|
|
|
| Maio |
|
|
|
| Junho |
|
|
|
| Julho |
|
|
|
| Agosto |
|
|
|
| Setembro |
|
|
|
| Outubro |
|
|
|
| Novembro |
|
|
|
| Dezembro |
|
|
|
| TOTAL |
4.403.453 |
1.319.806 |
5.723.259 |
Média de 2010: 5.723.259
Média de 2009: 5.059.857
Média de 2008: 5.009.112
Média de 2007: 5.017.583
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EVENTOS:
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