Avicultura de corte ameaçada.
Em um excelente texto onde chama a atenção não só dos avicultores de
corte como também deixa em alerta todos os produtores de ovos, o site
AVISITE deixa bem claro o que pode ocorrer em alguns meses.
Abaixo na íntegra o texto:
"Os números
não mostram e a atual situação de mercado até aponta em sentido contrário.
Mas a avicultura de corte pode entrar em séria e profunda crise, alerta a
UBA. Tudo porque as exportações de carne de frango estão caminhando para
um impasse que vem se agravando nos últimos dias e pode explodir sobre o
setor no início de 2009.
O problema todo está relacionado à crise mundial da economia. Em função
dela, mercados fundamentais para o Brasil � caso, por exemplo, de Japão e
União Européia � já acusam redução no consumo interno de alimentos e, por
isso, devem reduzir significativamente suas importações. Uma situação que
adquire contornos mais graves no Japão, onde há formação de altos estoques
de carne de frango.
A violenta queda nos preços do petróleo também começa a se refletir com
igual intensidade nas compras do produto, confirmando a observação feita
pelo AviSite no início da semana com a matéria �Frango
brasileiro depende [e muito] do petróleo�: : Rússia e Venezuela,
grandes produtores de petróleo, ora colocados entre os 10 principais
importadores da carne de frango do Brasil, enfrentam problemas de crédito
e já começaram a reduzir encomendas.
E como essa falta de crédito vem alcançando com igual intensidade os
exportadores brasileiros, o setor refez as contas e agora prevê que no
primeiro trimestre de 2009 os embarques do produto não irão ultrapassar as
250 mil toneladas mensais.
Já quem opera no mercado interno lembra que nesse mesmo período o consumo
interno sofre forte retração (férias da população, ônus deixados pelas
compras natalinas e pagamento dos tributos de todo início de ano, além de
despesas com matrículas e material escolar), situação que tende se agravar
com a atual crise econômica. Daí a previsão de que o consumo mais recente,
da ordem de 600 mil toneladas mensais, recue para 550 mil toneladas.
Tudo somado, a conclusão é a de que no primeiro trimestre de 2009 a
produção brasileira de carne de frango não poderá ultrapassar a marca das
800 mil toneladas, volume alcançável com uma produção pouco superior a 400
milhões de pintos de corte.
Considerada a produção mais recente � 485,3 milhões de pintos de corte � a
redução recomendada é de pelo menos 15%. E tem que ser imediata, ressalta
a UBA, lembrando que a atual produção de pintos de corte em incubação já
corresponde a frangos que serão abatidos no início de 2009." Fonte:
Avisite.
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Anvisa propões
normas para embalagens de ovos.
Antes de oferecer ao seu filho um ovo com gema mole, leia esta matéria. Os
ovos crus (em musses, maioneses, molhos, por exemplo) e mal cozidos são um
risco à saúde de crianças e adultos. Isso porque nunca se sabe quais estão
contaminados com a salmonela, bactéria que pode estar presente tanto na
casca quanto no interior de ovos crus.
Para alertar às pessoas sobre o cuidado com o consumo desse produto, a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propõe uma modificação
na embalagem dos ovos, que deverão trazer duas advertências: “O consumo
deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde” e “Mantenha os
ovos preferencialmente refrigerados”.
Segundo Maria Cecília Martins Brito, diretora da Anvisa, o objetivo é
explicar de maneira eficaz os riscos à saúde se esse alimento não for
consumido corretamente. Ela ainda ressalta que grande parte das infecções
acontece dentro de casa. “Mas não queremos estigmatizar o ovo, porque ele
é um alimento importante, rico em proteínas e nutrientes. É só um alerta”,
diz.
A Anvisa irá publicar, a partir da semana que vem, uma consulta pública,
por 60 dias, para que as pessoas mandem críticas e sugestões do texto.
Após aprovado, as novas regras devem entrar em vigor a partir de 2009.
Salmonela:
Essa bactéria pode estar nas fezes ou na trompa uterina da galinha e leva
a infecções leves -- com diarréia, dor abdominal, febre, vômitos --,
moderadas e graves, principalmente quando as vítimas são as crianças.
“O problema é o diagnóstico. Por conta da diarréia, a contaminação por
salmonela pode ser confundida com outros quadros, e, geralmente, os
pacientes chegam ao hospital já bastante debilitados”, diz Celso Cukier,
nutrólogo e diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (SP).
Algumas medidas são fundamentais para prevenir a contaminação (e a de
outros produtos) com a bactéria:
- Compre ovos inspecionados, de granjas comerciais legais;
- Descarte ovos quebrados ou sujos;
- Lave bem as cascas dos ovos, com água e esponja;
- Antes e depois de mexer com os ovos, lave bem as mãos, utensílios e
superfícies da pia, com água e sabão, para que outros produtos não
sejam
contaminados;
- Guarde os ovos sempre em locais refrigerados. Tudo bem estar na porta da
geladeira;
- Mantenha os ovos crus separados de alimentos prontos;
- Cozinhe o ovo de 6 a 8 minutos;
- Não consuma maioneses, musses, molhos e outros preparos feitos com ovos
crus.
Hora certa:
Espere seu filho ter 7 meses para começar a dar algumas frações da gema do
ovo cozida. “Divida o ovo em quatro e coloque uma dessas porções na hora
de preparar a papinha do bebê”, diz Celso Cukier. A clara, embora
excelente fonte de proteínas, deve ficar para mais tarde, a partir de 1
ano. Como o intestino da criança é ainda muito imaturo, há maior chance de
provocar alergia. Fonte: Revista Crescer.
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Humanidade vai
precisar de 2 planetas em 2030.
Ao ritmo de
consumo atual, a humanidade, para satisfazer suas necessidades no início
da década de 2030, vai precisar de dois planetas, alerta o Fundo Mundial
para a Natureza (WWF).
A marca
ecológica da humanidade, que avalia o consumo de recursos
naturais, já superou em 30% as capacidades do planeta de se
regenerar, destaca o WWF no relatório Planeta Vivo 2008.
O informe explica que a pressão da humanidade sobre o planeta
dobrou nos últimos 45 anos por dois motivos: crescimento
demográfico e aumento do consumo individual.
A superexploração está esgotando os ecossistemas e os desperdícios
se acumulam no ar, na terra e na água. Como resultado, o
desmatamento, a escassez de água, a redução da biodiversidade e a
desordem climática, causadas pela emissão de gases que provocam o
efeito estufa, "colocam cada vez mais em risco o bem-estar e o
desenvolvimento de todas as nações", informa o WWF.
O "Índice Planeta Vivo", um instrumento criado para medir a
evolução da biodiversidade mundial e que envolve 1.686 espécies de
vertebrados em todas as regiões do mundo, registrou queda de quase
30% nos últimos 35 anos.
"Em vista da redução deste índice, parece cada vez mais improvável
que alcancemos o objetivo, no entanto modesto, a que apontava a
Convenção do Rio sobre a diversidade biológica: reduzir a erosão
da biodiversidade mundial até 2010", destaca o WWF.
Além da marca ecológica mundial e do Índice Planeta Vivo, o
relatório apresenta um terceiro instrumento de medida, "a marca d'água",
que avalia a pressão resultante do consumo sobre os recursos
hídricos em escala nacional, regional e mundial.
O grande problema é que a água é um recurso distribuído de forma
muito desigual em todo o mundo.
Desta maneira, 50 países enfrentam atualmente um 'estresse'
hídrico moderado ou grave, segundo o WWF. Além disso, o número de
pessoas que sofrem com a falta d'água, seja em todo o ano ou por
temporadas, aumentará em conseqüência do aquecimento global,
conclui o organismo de defesa da ecologia. Fonte: Uol.com.br
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Milho
nacional.
Este ano, a safra
brasileira de milho está ficando no mercado interno. Nem a alta do dólar
está conseguindo impulsionar as exportações. Saiba como está a situação no
Paraná.
A safrinha já está nos silos da cerealista e é hora de vender o milho
entregue pelos produtores. Mas de um ano para o outro os clientes não são
mais os mesmos.
No ano passado, quase todo o milho estocado no armazém, noventa das cem
mil toneladas, foi exportado. Este ano, apenas três mil toneladas do lugar
saíram do país. Todo o restante está sendo comercializado no mercado
interno. A explicação é que faltam atrativos para negociar com os
estrangeiros.
No ano passado, o Brasil mandou para o exterior mais de dez milhões de
toneladas de milho. Grande parte foi para a Europa porque teve quebra de
safra. Com tanta procura, os europeus chegaram a pagar adicional pelo
milho brasileiro. Este ano, até agora, com as safras dos países indo bem,
o Brasil só exportou cerca de quatro milhões de toneladas.
O analista de mercado Camilo Motter explicou que o motivo da redução está
no preço. “Os preços internacionais vieram caindo neste momento em que o
Brasil teve a colheita da safrinha e uma colheita muito boa. Com a queda
dos preços internacionais e queda bastante acentuada, os preços internos
se mantêm ligeiramente acima dos preços internacionais. Portanto, é muito
mais vantagem vender para a indústria aqui dentro do que exportar. Nós
temos várias razões para essa diferença em relação ao mercado
internacional. Em primeiro lugar, há um aumento da oferta no mundo
inteiro. Em segundo lugar, e talvez muito importante porque diferencia o
que aconteceu no ano passado deste ano, é que alguns governos europeus no
ano passado determinaram que o produto a ser comprado na importação teria
que ser não transgenico. Coisa que este ano não existe mais porque
derrubar esta norma. Portanto, aí estão competindo Argentina, Brasil e
Estados Unidos na oferta. Como os Estados Unidos e a Argentina estavam e
estão mais competitivos na venda de milho, o produto brasileiro permanece
aqui dentro, as indústrias nesse momento pagando um pouco acima”, disse.
Para o gerente da cerealista, Valmir Adamante, é preciso ter cautela e
esperar o preço reagir. “O mercado internacional chegou até US$ 280,00 ou
US$ 290,00. E no momento o mercado internacional está numa faixa de US$
160,00 a US$ 170,00. Não compensa em função da redução de preços em dólar.
Mesmo com o aumento do dólar, ainda o mercado internacional está abaixo do
mercado interno”, falou.
Na região de Cascavel, a saca do milho está valendo R$ 17,00.
Fonte: Globo Rural. 17/10/08.
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Área de grãos deve
crescer.
PARANÁ
Para custear os 240 hectares que pretende cultivar com soja, seu Ademir
emprestou dinheiro no Banco do Brasil. Ele vai investir 15% mais que na
safra passada no preparo da terra com calcário.
Ele quer colher 60 sacas por hectare a estratégia é aumentar a
produtividade, para compensar o baixo preço do grão. “Como toda esta crise
que está acontecendo, ainda a gente planta com a expectativa de ter lucro
né?”, diz ele.
“O senhor não vê perigo destas commodites baixarem muito de preço e depois
o senhor ter que negociar num preço muito abaixo do que esperava?”,
pergunta o repórter.
“Perigo existe, mas nós não podemos deixar de plantar não é?”, diz ele.
Muita gente fez como seu Ademir e planejou plantar mais soja. Segundo a
Conab, em todo o país, a área ocupada com o grão deve crescer entre 1,3% e
3,2% nesta safra de verão.
Não há motivos para mudança de planos. Segundo as cooperativas, o
agricultor deve investir na eficiência para produzir mais e escapar de
qualquer crise.
RI GRANDE DO SUL
Seu Luis Monback já está se preparando para a próxima safra de soja. Ele
vai aumentar a área que cultiva em Santo Cristo, noroeste do estado.
Com medo de um possivel aumento no preço dos adubos, o agricultor resolveu
antecipar a compra.
“A tendência é aumenta a área porque tem projeção do preço do soja vim a
ser bom e a tendencia é aumenta 10%, 15% da área. Não, não adianta querer
poupar agora que depois a produtividade também não dá o que o cara espera
hoje”, diz ele.
Seu Alcides Schumacher também se organizou e comprou o adubo para aplicar
no milho no inicio do ano. Se fosse adquirir hoje pagaria 20 reais a mais
por saca. O agricultor usou a mesma tecnologia do ano anterior, mas
aumentou a área cultivada em 20%. “Nós investimos no milho e estamos com a
área de 40 hectares hoje”, diz ele.
MATO GROSSO DO SUL
Em uma fazenda em Jaraguari, a 60 km de Campo Grande, o pessoal está
fazendo os últimos acertos nas máquinas que serão usadas no plantio.
A área de 1.600 hectares foi preparada há quase um mês. Os fertilizantes e
as sementes já estão no depósito. O agricultor César Ross diz que comprou
tudo com recursos próprios.
“Houve uma redução de quase 70% do volume de dinheiro emprestado aos
produtores de Mato Grosso do Sul”, diz ele.
Todos os anos, o dono da propriedade usa em média 400 quilos de adubo por
hectare. Desta vez, por medidas de economia, ele vai reduzir em 30% a
aplicação dos fertilizantes e para não comprometer a produtividade da
lavoura, o jeito foi fazer uma análise química do solo para saber onde
colocar mais ou menos adubo.
“Os resultados que a análise do solo me mostra me permite dosar da maneira
mais adequada possível as quantidades de nutrientes que eu vou colocar
este ano porque o adubo está muito caro” diz ele.
Os produtores de algodão de Mato Grosso também estão preocupados com a
alta do dólar.
MATO GROSSO
Os preços dos insumos já assustavam os produtores. Agora com a
valorização do dólar, eles estão ainda mais preocupados. Muitos já haviam
garantido os adubos e os fertilizantes quando o dólar estava mais baixo,
mas deixaram para pagar este mês. Resultado; a conta ficou mais pesada.
Foi o que aconteceu com o seu José Lazarini. O produtor prorrogou o
pagamento dos insumos e agora diz que vai gastar 40% a mais. “São faturas
que você não tem o domínio. O mercado é bastante delicado e com esta crise
pegou de maneira mais forte ainda”, diz ele.
O que também complica a situação é a dificuldade de acesso a
financiamentos. Em Campo Verde o crédito oficial responde por apenas 20%
do custeio da safra. O seu Carlos Menegati, um dos 160 produtores da
região, diz que agora as transações foram suspensas.
“O mundo todo ficou receoso em conceder crédito. Isso combinado com uma
redução drástica de preços e lembrando que em um passado muito próximo nós
tivemos um aumento dos custos de produção deixa o produtor numa condição
bastante difícil pra enfrentar a próxima safra”, diz ele.
Fonte Globo Rural
- 12/10/08
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Aves
sem alimento.
Cerca
de 250 avicultores integrados do município de Conchas, em São Paulo,
deixaram de receber ração do frigorífico para quem trabalham. Os animais
já começaram a morrer de fome.
As 18 mil aves da granja em Conchas ficaram sem ração. Mil delas já
morreram de fome. Os comedouros estão vazios. Só há água. O criador
Antônio Moreira já não sabe mais o que fazer. “Bastante já morreu e vai
morrer tudo. Não tem mais o que fazer. Não temos como comprar ração para
manter a granja”, falou.
O problema, segundo os criadores, é que o frigorífico que terceiriza a
produção suspendeu o fornecimento de ração há cinco dias. Na região, foram
prejudicados 250 granjeiros. Eles trabalham no sistema integrado. Recebem
da empresa as aves e a ração. Quando o frango atinge 40 dias em média é
devolvido ao frigorífico.
A avicultora Madalena Moreira está preocupada. Os 15 mil pintinhos que
cria podem morrer. “Eles estão sobrevivendo de água, mas já estão
começando a morrer”, contou.
Na tentativa de salvar as aves o avicultor Nestor resolveu soltar os 12
mil frangos no pasto. “Estou pensando seriamente em abandonar porque não
vejo outra saída. Há muito prejuízo”, reclamou.
A direção do Frigorífico Frango Forte não quis gravar entrevista. Em nota,
explicou que a empresa opera com dificuldade em razão do preço do milho. O
problema aumentou com a falta de crédito por causa da crise no mercado
financeiro. Com isso, não conseguiu recursos suficientes para as
operações. Mesmo assim, segundo a nota, o frigorífico está em plena
atividade e empenhado em solucionar o problema com os criadores. Fonte:
Globo Rural /10/10/08.
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Previsão de safra.
O Ministério da Agricultura e a Conab divulgaram dia 09/10/08, em
Brasília, a primeira estimativa da safra de grãos de 2008/2009.
Apesar da crise na economia, o governo acredita que esta safra será maior
do que a última. Segundo o levantamento da Conab, Companhia Nacional de
Abastecimento, a área plantada deve aumentar 2,7%.
Técnicos da Conab acreditam que a alta do dólar pode beneficiar o
agronegócio brasileiro. Exportar, neste período, segundo os analistas,
deve ser mais lucrativo.
“Cada vez mais vamos afirmando, de fato, nossa posição no cenário
internacional e o que coloca o câmbio como uma questão favorável nesse
sentido”, disse Sílvio Porto, diretor de logística da Conab.
O diretor de logística da Conab informou que neste cenário a estimativa é
de um aumento de até 3,2% na área plantada de soja. E o milho pode ter uma
queda de 2,6% na primeira safra.
“Em função dos preços futuros da soja estarem sinalizando maior
rentabilidade e também pela soja ter uma maior liquidez em relação ao
milho, principalmente em relação ao mercado internacional, neste momento
os produtores estão fazendo uma opção em parte da sua produção destinando
para a soja em detrimento ao milho”, esclareceu Porto.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acredita que a crise
financeira não vai prejudicar o setor. “O último item que terá restrição
será a alimentação. A China vai continuar importando a soja brasileira e a
Rússia vai continuar importando a carne. Então, a gente acredita e os
analistas concordam que se a crise se aprofundar, o último item a ser
afetado serão as commodities agrícolas”, falou.
Quanto ao crédito, o ministro garantiu que não vão faltar recursos. “Se
for necessário, vai ser liberado mais dinheiro. Tudo isso já está sendo
analisado. Isso é acompanhado toda a semana entre a área econômica, que se
reúne para discutir isso com a participação do Banco Central, com o
Ministério da Fazenda e, inclusive, algumas reuniões com o presidente da
República no sentido de manter a agricultura com o crédito necessário. O
governo e todos nós sabemos que a agricultura precisa continuar
plantando”, disse Stephanes. Fonte: Globo Rural.
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"Tem
que encolher", diz pecuarista de Goiás.
Um dos maiores
confinamentos de Goiás, a Fazenda Califórnia vai manter em 2009 o
mesmo número de animais que criou este ano: 30 mil animais. "Tem que
fazer igual minhoca, tem que encolher", brinca o proprietário, o
mineiro Romão Ribeiro Flor.
Ele e o irmão Sebastião Ribeiro Flor estão no negócio de gado há quase
duas décadas . Além do confinamento, que fica em Turvânia, a 60
quilômetros de Goiânia, possuem criação de bovinos de pasto em
Canabrava do Norte, no nordeste do Mato Grosso. Lá não diz quantas
cabeças de gado tem. "É mais do que em Goiás", diz, mineiríssimo,
fazendo segredo.
A alta dos custos de produção e a escassez de gado magro para engorda
explicam a decisão da Califórnia de manter o confinamento em 30 mil
cabeças desde o ano passado. Romão Flor acredita que após a recente
desaceleração dos preços do gado, o boi voltará a subir a partir de
novembro, dezembro. "A entressafra mudou. Era na seca, agora é nas
águas", observa
Para ele, o mercado de carne não voltará mais aos patamares do
passado. Uma das razões para isso são as restrições ambientais para
ampliar as áreas de criação de gado no país, afirma o pecuarista.
Sua propriedade localizada em Canabrava, por exemplo, que fica numa
região de transição entre cerrado e Amazônia, tem 45% da área total
aberta.
Como a lei exige uma reserva legal de 50% nessa região, Flor afirma
que ainda poderia abrir mais 5%. No entanto, afirma que não consegue
licença ambiental para fazê-lo. Fonte: Valor Econômico.
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Plantio da safra
de verão de milho.
O
plantio da safra de verão de milho começa aos poucos nos principais
estados produtores do Sul do País. Os custos maiores na safra 2008/09
atrelados aos preços em queda, resultado dos estoques elevados da safra
2007/08, podem resultar em diminuição da área a ser cultivada, como no
Paraná. Segundo a Seab/Deral, a área pode reduzir até 5% naquele estado em
relação à de 2007. Dados divulgados na semana passada(08/09/08) apontavam
que 6% da área estimada no PR já havia sido plantada até o início deste
mês. Entre 8 e 15 de setembro, o Indicador ESALQ/BM&F (região de Campinas
– SP) caiu 1,4%, fechando a R$ 23,96/saca de 60 kg nessa
segunda-feira(15/09/08). Fonte:Cepea/Esalq.
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Autoridades querem regulamentar produção e transporte de ovos.
Reportagem do Jornal Hoje da Tv Globo do dia
09/09/08:
"Autoridades de saúde de todo o mundo estão preocupadas com uma bactéria,
a salmonela, encontrada principalmente em ovos. Em São Paulo, já foram
registrados quase 200 surtos nos últimos dez anos.
A salmonela, bactéria que se desenvolve no ovo, impediu que a auxiliar
administrativa Juliana da Fonseca trabalhasse depois de almoçar num
restaurante. “Quando eu cheguei no serviço comecei a sentir muita dor na
barriga, umas cólicas abdominais bem fortes, e depois deu diarréia”,
lembra.
Todos os dias, no estado de São Paulo são registrados pelo menos três
casos de contaminação por salmonela. É um numero considerado alto para as
autoridades de saúde, que querem mudar as regras desde a produção até a
venda dos ovos.
“É importante que o ovo seja refrigerado desde a
produção até comercialização, inclusive em feiras e supermercados. É o que
evita a multiplicação da bactéria”, explica Maria Bernadete de Paula
Eduardo, da Vigilância Epidemiológica de São Paulo.
O principal argumento dos especialistas está nos dados de uma pesquisa que
traduziu em números o que muita gente já passou: 35% dos casos de
contaminação aconteceram através do consumo de ovos crus.
Por isso, atenção às dicas:
- Não deixe cascas de ovo perto de outros alimentos, porque a bactéria
ainda está lá e pode contaminar tudo.
- Lave com água e sabão a superfície onde a comida é preparada.
- Lavar o ovo não evita a salmonela; serve apenas para limpar a casca, por
fora.
- A salmonela só morre com altas temperaturas, portanto é melhor comer o
ovo frito ou bem cozido.
“O ovo é um bom alimento, e precisa ser consumido sem risco”, defende a
médica Maria Bernadete Eduardo."
Fonte: Jornal Hoje (Tv Globo)
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Maior safra
de grãos da história do Brasil.
O Brasil nunca
produziu tantos alimentos como na safra atual de grãos (2007/08), que
acaba de ser concluída pela Conab. Os números do 12º levantamento,
apresentados pelo presidente da estatal, Wagner Rossi, confirmam
uma colheita de 143,87 milhões de toneladas, ou 9,2% maior que a do
ciclo anterior. Este resultado, inclusive, poderá ainda ser alterado,
com a colheita do milho safrinha do Nordeste, que será finalizada
neste mês.
Esta cultura é o grande destaque do período. Com duas colheitas no
ano, o milho cultura participou com 58,59 milhões de t, ou 14% (7,21
milhões t) a mais que na safra passada. Já a soja cresceu 2,8%, o
equivalente a 1,66 milhões de t. Outro grão em evidência foi o trigo,
com 3,82 milhões de t, diferença de 71,2% para cima. Apesar do
aumento, esta quantidade ainda não é suficiente para abastecer o
mercado interno, o que leva o Brasil a importar parte do produto da
Argentina.
Por outro lado, as exportações dos outros grãos cresceram. Até o final
do ano serão embarcadas 52,17 milhões t de milho, soja, feijão e
algodão. De janeiro a julho, a saída desses produtos e seus derivados
já renderam ao país US$ 13,29 bilhões. A balança comercial do
agronegócio, nesse mesmo período, contabilizou US$ 40,11 bilhões em
exportações. De acordo com Rossi, este panorama consolida o
agronegócio como um dos principais protagonistas da economia
brasileira. “Esses avanços são fruto da capacidade empreendedora do
produtor brasileiro e da política de apoio consistente do governo à
agricultura”, explica.
A lista dos
maiores estados produtores de grãos é encabeçada pelo Paraná (21,1%),
seguida pelo Mato Grosso (19,7%), Rio Grande do Sul (15,6%) e Goiás
(9,1%).
No que se refere à área semeada, o país saiu de 46,21 milhões para
47,36 milhões de hectares. A região Centro-Sul responde por 79% do
total. O milho e a soja são também as culturas que mais se
beneficiaram com a ampliação das terras cultivadas, com 14,71 e 21,33
milhões de hectares, respectivamente.
Estoques – A Conab divulgou, ainda, a quantidade de alimentos que o
governo e o setor privado mantêm armazenada para a entressafra. Os
estoques de passagem são de 10,63 milhões de t de milho, 1,03 milhão
de t de arroz, 3,03 milhões de t de soja, 535,5 mil t de feijão e 2,28
milhões de toneladas de farelo de soja.
A pesquisa foi
realizada por cerca de 80 técnicos, entre os dias 18 e 22 de agosto.
Eles consultaram agricultores, cooperativas, sindicatos, órgãos
públicos e privados dos principais estados produtores. As informações
são da assessoria de imprensa da Conab. Fonte: Agrolink.
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Veja a dieta do
nadador americano Michael Phelps.
Logo que começou
a ganhar seu caminhão de medalhas nestas Olimpíadas, o nadador americano
Michael Phelps descreveu sua rotina em Pequim: comer, dormir e nadar. E
coloca comer nisso. Ele revelou seu cardápio ao site do jornal inglês
Guardian e salta aos olhos o fato de ingerir 12.000 calorias em sua
dieta diária. Seis vezes mais que um adulto normal. No café da manhã ele
dá o início com
três sanduíches de ovo frito,
mas com alguns elementos a mais: queijo, alface, tomate, cebolas fritas
e claro, maionese, afinal ele é americano. Para se divertir um pouco
mais, três xícaras de café e um
omelete com cinco
ovos
e uma tigela de cereais. Mas ainda não acabou. Três fatias de
torradas com açúcar e para terminar três panquecas de chocolate. Aí vem
o almoço. Meio quilo de macarrão e dois sanduíches grandes de queijo com
presunto no pão branco com muita maionese. Para ter certeza de que seu
corpo não ficará sem combustível, 1.000 calorias de bebida energética. E
finalmente chega a hora do jantar, já com muita fome. Mais meio quilo de
macarrão e uma pizza inteira, além de mais 1.000 calorias de bebida
energética. Assim termina o dia do maior atleta olímpico de todos os
tempos. Fonte: o Globo.
Obs: Este sim seria nosso garoto propaganda ideal...
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Caso de gripe
aviária em gato é confirmado na Coréia do Sul.
Um caso de gripe
aviária foi diagnosticado em um gato encontrado morto em abril passado
na cidade sul-coreana de Gimje, indicaram nesta terça-feira
(29/07) autoridades sanitárias, que disseram se tratar do primeiro
mamífero vítima do vírus H5N1 no país.
Também é o primeiro caso de gato vítima da gripe aviária desde um
registrado na Tailândia, em 1996.
O risco de contaminação para os humanos é pequeno, segundo os
especialistas, à medida que não existem casos de transmissão do vírus de
um gato para outros mamíferos.
"É muito raro que um gato contranha o vírus da gripe aviária", indicou
Cho Hyun-Ho, do Centro Nacional de Pesquisa Veterinária.
O gato foi encontrado morto em abril passado, em Gimje, sul de Seul.
"Provavelmente o gato comeu um pássaro doente ou teve contato com
frangos ou patos".
Gimje foi uma das primeiras regiões sul-coreanas afetadas pela última
epidemia de gripe aviária, que se manifestou a partir de abril e se
propagou por boa parte do país.
No início de maio, o ministério da Agricultura comunicou que outros
focos de gripe aviária se estenderam para seis de nove províncias do
país, apesar dos sacrifícios em massa ordenados pelas autoridades.
Desde a descoberta de um primeiro foco no início de abril, cerca de 8,5
milhõs de frangos e patos foram sacrificados no país.
O vírus H5N1 já matou mais de 240 pessoas no mundo desde o final de
2003. Na Coréia do Sul não foi identificado nenhum caso humano.
Fonte: Agrolink.
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Ressurgimento da gripe aviária na Nigéria.
As autoridades
autoridades nigerianas anunciaram o surgimeto de um vírus H5N1 da gripe
aviária nos Estados de Katsina e de Kano no norte do país, noticiou
nesta terça-fiera (29-07) a agência oficial (NAN - sigla em inglês).
O vírus, que já matou quatro mil e 249 aves, foi confirmado depois de
testes práticos aos animais da aldeia de Fagen-Kawo, no Estado de Kano,
acrescentou um responsável agrícola national, citado pela NAN.
Segundo o responsável, o vírus surgiu este fim-de -semana após a perda
de mil e 514 aves de uma fazenda.
Morreram também em Kadarko no Estado de Katsina em quinze galinhas,
sessenta pintos e dez patos, sublinhou o responsável que acrescentou que
solicitou aos especialistas de fazerm um inquérito nos locais afectados
pelo vírus em certas zonas do país.
"Pensamos que a doença tinha sido transmitida por aves migratórias ou
atraves de importação ilegal de aves, porque uma das aves infectadas em
Gombe era uma ave aquática, precisou.
A Nigéria, o país mais populoso de África com pelo menos 140 milhões de
habitantes, informou no início de 2007 a morte de homens infectados da
gripe aviária na África do Oeste. Fonte: Agrolink.
Topo
Galinha
cubana põe ovo que pode entrar no Guinness.
Uma galinha de Guantánamo, ao leste de Cuba, colocou um "superovo" de 171
gramas, um peso que poderia fazer com que ganhasse uma menção no "Livro
Guinness dos Recordes" na categoria, atualmente em poder de uma ave de
Lanzarote, na Espanha.
A informação foi transmitida pelo canal Solvisión de Guantánamo, onde,no
dia 24/06/08, entrou Demmy Rojas, o orgulhoso dono da galinha, com o ovo
debaixo do braço para que os cidadãos observassem o prodígio que acabava
de ser posto em sua granja.
"Ele a trouxe como uma curiosidade há 15 dias, com o ovo, que pesa cerca
de 171 gramas, e disse que, de vez em quando, a galinha colocava ovos
desse tipo, mas não tão grandes", explicou à agência Efe Manuel, o
encarregado de receber a prova dos incomuns dotes da ave.
Ele disse que, em outros casos de ovos deste tamanho, dentro do ovo se
encontrou outro ovo, embora, neste caso, ainda não tenham tentado ver se
isso ocorreu, devido ao interesse que despertou na população, depois que o
canal promoveu o fato e deu à notícia um lugar de honra em vários
programas.
"As pessoas ligam ao canal para felicitar o dono", disse Manuel, ao
destacar que o fato de que um ovo local possa entrar no livro dos recordes
é "motivo de orgulho" para os cidadãos de Guantánamo.
Tecnicamente, o ovo pesa 170,97 gramas, o que daria menos de um grama de
vantagem sobre a ave das Ilhas Canárias. Mas, por ora, a galinha, cujo
nome é mantido em segredo, mas se sabe que é uma mistura de várias raças
da região, já detém o recorde da ilha.
À espera de comprovações técnicas, o ovo se encontra em uma caixa em um
quarto do canal de televisão da província cubana, com ar condicionado para
evitar eclosões imprevistas. Fonte: Terra.
Topo
Governo
retorna a política de estoque de alimentos.
Apesar dos
conselhos para aumentar o superávit primário e restringir ainda mais o
crédito, o presidente Lula avalia que, por enquanto, não é necessário
aprofundar medidas nessa área. Mesmo assim, determinou a sua equipe que
elabore outras propostas para conter a inflação -entre elas, uma
política de estoque de alimentos.
O governo espera gastar de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões para elevar os
estoques de arroz, feijão, milho e trigo para 6 milhões de toneladas. O
valor varia porque o governo ainda não sabe por quanto tempo comprará os
produtos. Hoje, os estoques desses alimentos estão em 1,59 milhão de
toneladas.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o governo decidiu
refazer sua política de estoques reguladores diante da nova conjuntura
mundial, de demanda crescente e preços em alta.
"O mundo inteiro deixou de ter estoques. Estamos com os mais baixos
estoques mundiais de trigo e milho", afirmou, acrescentando que hoje o
governo só tem um estoque recente regulador de arroz.
Segundo Mantega, o ideal é que tanto o governo como o setor privado
busquem formar estoques de alimentos para evitar grandes oscilações de
preços e perdas para os produtores rurais caso sua cultura apresente um
momento de desestímulo nos preços.
Esse aumento possui dois reflexos imediatos. Por um lado, estimula a
plantação de algumas culturas, mas, por outro, torna o mercado volátil e
dificulta ações do governo, porque há reajustes de preços para o
consumidor, provocando impacto nos índices de inflação.
Por determinação de Lula, as medidas estão sendo estudadas pela equipe
do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura). Elas serão implementadas
pela Conab neste e no próximo mês e, depois de fevereiro de 2009, por
conta de previsões de colheita.
Quanto às propostas de elevar ainda mais o superávit primário e segurar
o crédito, sugeridas por economistas de fora do governo, Mantega disse
que, por enquanto, não há motivos para aprofundá-las. Segundo ele, essa
é a posição do presidente sobre o assunto no momento, o que "não
significa que estamos parados".
Ele lembrou que as medidas já adotadas -como o aumento do superávit de
3,8% para 4,3% do PIB- "não fazem efeito imediato". Destacou, contudo,
que já começam a surtir efeito, porque "a inflação e a demanda já
diminuíram um pouco".
O ministro da Fazenda afirmou ainda que a ordem de Lula é para "usar do
remédio na sua dose adequada, para curar o paciente, e não matá-lo".
Acrescentou que o "momento requer habilidade do gestor econômico para
agir na medida certa".
Lula teme exagerar na dose das medidas e derrubar o crescimento da
economia no próximo ano, como ocorreu entre 2004 e 2005. A expectativa
do presidente é que o país registre crescimento de 4,5% a 5% neste ano
e, no próximo, atinja a casa de 4,5%. Fonte: Agrolink.
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Governo quer
produção maior de alimentos para combater crise.
Depois de elevar os juros e o superávit primário, o governo agora pretende
controlar a inflação com um incremento na produção de alimentos. Os
agricultores terão R$ 65 bilhões para financiar a próxima safra e outros
R$ 13 bilhões serão destinados a produtores familiares.
As medidas farão parte de pacote agrícola a ser anunciado no início de
julho/08 pelo presidente Lula. Segundo o ministro Reinhold Stephanes
(Agricultura), as medidas discutidas nesta quinta-feira serão suficientes
para elevar a produção de alimentos em 5%, alcançado 148 milhões de
toneladas.
No ano passado, o financiamento à safra foi de R$ 58 bilhões e à
agricultura familiar, de R$ 12 bilhões.
O presidente convocou a reunião para analisar uma maneira de evitar que a
inflação --cuja meta é de é de 4,5% para 2008-- supere os 6,5% neste ano.
Após a reunião desta quinta, o ministro da Agricultura afirmou que serão
propostas
ações de curto e longo prazos com a preocupação também de não degradar
o ambiente.
"Acho que está se tentando caminhar em duas linhas. Uma, com a visão a
longo prazo, que é a agricultura sustentável. Procurando fortificar o
pequeno agricultor. E uma segunda linha que é aumentar alimentos",
afirmou.
Stephanes disse ainda que no dia 2 de julho o presidente deve anunciar em
Chapecó, no interior de Santa Catarina, as medidas para estimular a
agricultura familiar. As medidas de incentivo à agricultura comercial saem
no dia seguinte, em solenidade no Palácio do Planalto.
Além de Stephanes, participam da reunião o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, o senador Aloizio Mercadante, o ministro Paulo Bernardo
(Planejamento) e o economista Luiz Gonzaga Beluzzo, entre outros.
Fonte: Folha
Topo
Agricultores
colhem frutos com alta dos preços.
Se por
um lado o mundo inteiro se mobiliza para encontrar soluções para a alta
dos alimentos, os produtores agrícolas colhem os frutos felizes da vida.
Depois de 30 anos convivendo com reduções sucessivas nos preços dos
produtos agrícolas, o momento atual é de bonança.
- Os produtores estão superfelizes - disse Ricardo Cotta, superintendente
técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). - Se os
preços não tivessem altos, a situação poderia ser muito pior, pois com o
aumento dos insumos agrícolas, que elevam em cerca de 20% a 40% o custo da
produção dos alimentos, a situação seria de crise no setor.
Cotta sugere que o governo faça investimentos de infra-estrutura. - Nossos
portos estão totalmente sucateados - criticou Cotta. - É provável que
aconteça um apagão portuário com aumento da safra. Também é necessária a
desregulamentação dos portos, para que recebam investimentos privados,
pois a legislação brasileira não permite.
Outra medida importante, segundo Cotta, é aprovação pelo governo federal
de uso dos fertilizantes genéricos para aumentar a concorrência no mercado
internacional. Também defendeu o fim da cobrança das alíquotas de
importação dos fertilizantes e matérias-primas e do adicional cobrado em
cima do valor do frete na importação pela Marinha Mercante.
O produtor rural de soja, milho e feijão em Goiás, Alécio Marostica, 60
anos, disse que a safra 2007-2008 foi muito positiva e deixou os
produtores muito contentes, principalmente pela alta dos preços. Segundo
ele, o clima extremamente propício favoreceu a safra.
Apesar do cenário otimista que vive o setor, as previsões do agricultor
são pessimistas. Ele prevê falta delim aumento do preço do barril de
petróleo.
- Os fertilizantes subiram 130% do ano passado para cá. - criticou. - Com
o aumento do petróleo, haverá redução de tecnologia, de fertilizantes e da
área de produção, e com isso haverá diminuição do estoque e o preço dos
alimentos vai explodir.
Na segunda-feira (09/06/08) , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse
que o governo tomará medidas para aumentar a produção de fertilizantes
brasileiros para reduzir a importação, que chega a 75% do que é consumido
atualmente. A medida foi vista com bons olhos pelo produtor. Fonte: Jornal
do Brasil.
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Banco
Mundial anuncia US$ 1,2 bi para combater crise dos alimentos.
O Banco
Mundial anunciou nesta quinta-feira ( 29/05/08) que vai liberar ajuda
financeira imediata para os países mais duramente atingidos pela alta
mundial dos preços dos alimentos, dentro de um pacote de assistência no
valor de US$ 1,2 bilhão (R$ 1,9 bilhão).
Um total de US$ 200 milhões (R$ 327 milhões) será destinado para países
considerados como de "alta prioridade", com maior risco de serem atingidos
pela fome.
Entre esses países estão o Haiti e a Libéria, que deverão receber US$ 10
milhões (R$ 16,3 milhões) cada, e Djibuti, com US$ 5 milhões (R$ 8,2
milhões).
Togo, Iêmen e Tadjiquistão também estão incluídos nesta relação de países
mais vulneráveis.
"Essas iniciativas vão ajudar a combater o risco imediato de fome e
desnutrição entre as 2 bilhões de pessoas que lutam para sobreviver em
meio ao aumento dos preços dos alimentos", disse o presidente do Banco
Mundial, Robert Zoellick.
"Essa não é uma questão como a de HIV/Aids, que necessita de pesquisas. As
pessoas sabem o que fazer", disse Zoellick. "Nós simplesmente precisamos
assegurar que tenhamos os recursos e coordenar as operações ao redor do
mundo."
Os países poderão utilizar os recursos para comprar comida para escolas e
outros serviços básicos, assim como para comprar produtos essenciais, como
sementes e fertilizantes.
Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, parte dos
recursos poderá ser usada para emergências, como auxílio a mulheres
grávidas ou crianças pequenas.
O Banco Mundial também deverá liberar US$ 2 bilhões (R$ 3,2 bilhões) no
próximo ano para o financiamento de projetos em agricultura, incluindo
seguro de lavouras.
A alta dos preços dos alimentos será tema de debates entre líderes
mundiais nos próximos dias.
Um relatório das Nações Unidas afirma que os preços de produtos básicos,
como trigo e carne, devem permanecer altos nos próximos anos. Fonte:
O Globo.
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Isopor também pode
ser reciclado.
Ao ouvir falar sobre os danos causados ao ambiente pelo descarte incorreto
do poliestireno expandido (EPS), popularmente conhecido como isopor,muita
gente até percebe que contribui com a degradação, mas não sabe como
evitá-la. Afinal, o isopor está hoje associado a um número cada vez maior
de hábitos de consumo: das bandejas de padarias e supermercados às
embalagens de proteção e até peças da construção civil.
Segundo a Associação Brasileira do Poliestireno Expandido (Abrapex), foram
produzidas 55 mil toneladas do material no Brasil em 2007 e outras 2 mil
toneladas foram importadas junto a equipamentos eletrônicos e diferentes
bens trazidos do exterior. Mas, ao contrário da crença espalhada no país,
o EPS é totalmente reciclável e já existem algumas empresas no Brasil que
o reutilizam.
O presidente da Abrapex, Albano Schmidt, conta que metade da produção
nacional de isopor é usada na construção civil e fica incorporada à obra,
mas o restante poderia ser transformado. "Não temos dados concretos sobre
a quantidade de EPS reciclado, mas estimamos que somente 5 mil toneladas
recebam o destino adequado", afirma.
Os principais entraves para que o produto não acabe flutuando nos rios,
entupindo bocas-de-lobo ou sobrecarregando os aterros sanitários são a
falta de conscientização da população - que coloca o material no lixo
comum - e as características físicas do isopor - leve e volumoso -, que
dificultam seu armazenamento e transporte.
Apesar das dificuldades, há quem já esteja trabalhando com o
reaproveitamento do isopor. A cooperativa paulistana Coopervivabem começou
a recolher e a vender o EPS em janeiro de 2007 e hoje funciona como um
ponto de coleta para as outras cooperativas de reciclagem da cidade: ela
compra o produto sujo, faz a remoção de fitas adesivas, papéis,grampos e
outros materiais e o revende. "Antes o isopor não tinha finalidade
nenhuma, ia parar no lixo. Agora, já tem valor comercial que torna a
coleta viável", diz Elma de Oliveira Miranda, tesoureira da Coopervivabem.
O valor aque Elma se refere, no entanto, ainda é baixo se comparado com
materiais mais caros, como o alumínio ou as garrafas PET. Em São Paulo, o
quilo do EPS limpo é de R$ 0,40, R$ 3 a menos do que o quilo do alumínio e
R$ 0.80 mais barato do que o quilo do PET.
Mesmo assim, Elma e os outros 63 cooperados animam-se com a perspectiva de
complementar a renda. No primeiro mês da ação, foram recolhidos1.523
quilos de isopor. Atualmente, a média é de 4.273 quilos por
mês."Aconselhamos a população a sempre enviar o EPS para a reciclagem. Se
o ponto de coleta não tiver um recipiente próprio, é só colocar junto com
os plásticos",declara.
Depois de limpo, o isopor da Coopervivabem é encaminhado para a Pró-Eco,
única recicladora totalmente dedicada ao EPS no Brasil. Há um ano e meio
no mercado, a empresa desenvolveu uma tecnologia que retira o oxigênio do
material, diminuindo seu volume. "Nos baseamos em uma tecnologia coreana
para desenvolver uma máquina portátil, de apenas um metro quadrado, que
viabiliza o transporte e o armazenamento do isopor", afirma Daniel Cardoso
Fernandes,gerente de produção da empresa.
Sem oxigênio, o EPS passa a ser uma massa compacta, que depois é novamente
transformada em grãos e encaminhada para a fabricação dos mais diferentes
produtos, como rodapés, molduras, porta-retratos,cabides e réguas.
Fernandes explica que a Pró-Eco tem capacidade para processar 600
toneladas de isopor mensalmente, mas que até agora só conseguiu
transformar 100 toneladas por mês. Os motivos para a ociosidade da
indústria,segundo ele, são a pouca conscientização da população e das
empresas geradoras de embalagens de EPS, além da dificuldade logística
causada pelo grande volume e pouco peso do produto. "A situação precisa
mudar. Nos aterros sanitários, por exemplo, o isopor funciona como um
isolante, dificultando a degradação do lixo orgânico e a expulsão dos
gases resultantes da decomposição", alerta.
Além do processo feito pela Pró-Eco, existem ainda outras formas de
reciclagem mecânica- que reintroduz o material triturado em novas peças de
EPS, especialmente em blocos para construção - e de reciclagem química,
que dissolve o produto para a fabricação de colas, solventes, solados de
calçados e outros.
Outras medidas adotadas para mudar a situação do isopor no pós-consumo são
as parcerias fechadas entre a Abrapex e grandes redes varejistas para que
cada uma delas funcione como ponto de recebimento do EPS levado pela
população. De acordo com Schmidt, a ação ainda é tímida e apenas algumas
unidades de marcas conhecidas pela população, como Wal-Mart, Magazine
Luiza, Ponto Frio e Casas Bahia, já aderiram ao programa.
A associação também vem trabalhando junto aprefeituras que têm coleta
seletiva, para conscientizar tanto as administrações quanto a população
sobre o destino adequado do isopor.
Para saber onde deixar o EPS na sua cidade ou bairro, entre em contato com
a secretaria responsável pela coleta seletiva de sua prefeitura ou com a
Abrapex, pelo site www.abrapex.com.br ou pelo e-mail eps@abrapex.com.br.
Na cidade de São Paulo, é possível obter informações pelo Alô Limpeza, no
telefone 156. Fonte:Uol.
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Consumidor paga
mais por alimentos devido aos impostos.
Um levantamento feito por tributaristas revelou o quanto o brasileiro
paga, de impostos, na hora de comprar produtos essenciais. Segundo o IBPT
(Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), no Brasil, os impostos
somam em média 22,5% do preço de alimentos, bem mais que na Inglaterra ou
nos Estados Unidos, por exemplo.
Cada alimento tem embutido no preço, segundo o instituto, no mínimo seis
impostos: PIS, Cofins, ICMS, IPI, contribuição previdenciária, imposto de
renda e contribuição social sobre o lucro.
A aposentada Otília Gomes de Paula sabe que quando faz compras paga para o
governo. “Em tudo tem imposto. No caso do feijão, em média 15% do que o
consumidor paga são impostos. “Eu acho alto”, diz a aposentada.
O impacto ainda maior sobre outros alimentos. Na carne bovina, 17% do
preço são impostos; nos ovos de galinha, 20% e biscoitos, 37%.
A farmacêutica Márcia Correira queria os valores na embalagem. “Porque aí
o consumidor saberia exatamente o que ele está comprando e o que ele está
pagando”, diz.
O consumidor pode até não ser informado detalhadamente sobre o que está
pagando. Mas o governo sabe que os tributos pesam no custo dos alimentos,
tanto que com a ameaça da inflação, anunciou: vai reduzir impostos que
incidem sobre o pãozinho para compensar os aumentos de preço.
O dono de supermercados acha insuficiente. “Quem dera que fosse só a
inflação, há um aumento brutal da carga tributária hoje em dia”, afirma o
empresário Artur Gandini Silva.
Segundo o tributarista Gabriel
Amarante, a Constituição já prevê a redução dos tributos sobre produtos
considerados essenciais. “Mas isso não é observado. Por isso, no final das
contas, o consumidor que tem um produto extremamente essencial que é a
comida, arroz, feijão, açúcar, paga um tributo muito alto.”
“Eu acho que se o governo limitasse o imposto a gente conseguiria muito
mais coisas”, afirma a cabeleireira Aparecida Carvalho.
“Essa renda que sobraria um pouquinho a mais pro trabalhador eu poderia
estar investindo em outra coisa, no caso, outro produto, levando até mais
mercadoria e aqueceria muito mais a economia do país”, diz o vendedor
David Marcos. Fonte: O Globo.
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Retenção da
oferta sustenta preços até colheita da safrinha.
A perspectiva a médio prazo é boa para
o produtor e ruim para o consumidor de milho, diz a consultoria mineira
Céleres. Com a colheita da safra verão atingindo 85% da área plantada na
região Centro-Sul, a oferta do cereal não cresce na proporção esperada por
granjeiros e indústria de carnes, e os preços devem continuar firmes em
todo o País. "Com a demanda firme pela mercadoria, seja doméstica, seja
internacional, os produtores rurais estão adotando a postura de retenção
do milho com a expectativa de maiores altas no futuro", constata a
Céleres. Uma mudança neste cenário pode acontecer com a entrada da
safrinha no mercado. Em pleno desenvolvimento, a safrinha está sendo
favorecida pelo clima, principalmente no Centro-Oeste do País, onde as
lavouras estão com ótimo aspecto e podem resultar em produção recorde. Se
isso acontecer, a oferta do produto no mercado interno crescerá e os
preços devem parar de subir.
Para a Céleres, a previsão de uma menor produção de milho nos Estados
Unidos sustenta os preços internacionais do cereal, o que resultará em
competitividade para o Brasil.
Nos Estados Unidos, o clima dificultou a implantação da lavoura no período
ideal. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou no
final da tarde de ontem(12/05/08) que o plantio da safra segue atrasado:
atinge 51% da área ante 71% há um ano.
Até o domingo(11/05/08), 11% do milho havia emergido, contra 32% em igual
período do ano passado.
No Brasil, segundo a Somar meteorologia, as temperaturas apresentam
comportamento típico do outono, com ondas de frio e queda de temperatura
em todo o Centro-Sul, "mas sem registro de geadas nas áreas de milho
safrinha do Paraná e do Mato Grosso do Sul".
A semana (12/05/08)começou com poucos negócios reportados no mercado
interno. No Paraná, os vendedores estão retraídos e os preços firmes em R$
24/saca no norte e oeste do Estado. No Mato Grosso, onde praticamente não
há milho disponível, produtores também restringem a comercialização futura
da safrinha. Um corretor disse que há receio em fixar preços em dólar, já
que a moeda americana continua se desvalorizando em relação ao real.
Fonte: Cereais - Hencorp Commcor.
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Crise
de alimentos fará do Brasil "celeiro do mundo", diz especialistas.
A crise
alimentícia que tem trazido preocupação ao mundo mostra-se uma boa
oportunidade para o crescimento do agronegócio brasileiro.
Segundo especialistas em economia agrária ouvidos pelo G1, o país é uma
das nações mais preparadas para suprir a atual escassez de alimentos –
ganhando mercados e lucros para seus agricultores no processo.
“Somos o principal beneficiário dessa conjuntura”, afirma Marcos Fava
Neves, professor de estratégia do curso de Administração da USP.
“Hoje, já somos líderes mundiais na produção de diversos produtos
agrícolas, como carne bovina, suco de laranja e soja. Amanhã, o Brasil
poderá ser o celeiro do mundo, a solução do problema da inflação dos
alimentos”, proclama.
"Estamos vindo de uma safra muito boa, rentável ao produtor, com muito
investimento em tecnologia. Isso implica aumento de produtividade e dá uma
boa perspectiva", confirma Ana Laura Menegatti, analista da consultoria MB
Agro.
A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que, neste ano
(2008), a safra atinja um recorde de 142,03 milhões de toneladas de grãos
colhidos. Esse volume representa um crescimento de mais de 120% em apenas
dez anos – a safra 1997/1998 foi de 76,558 milhões de toneladas de grãos.
Ainda assim, as perspectivas são de forte incremento da produção. O país
tem cerca de 400 milhões de hectares de terras aráveis. Desse espaço,
apenas cerca de 60 milhões de hectares são hoje destinados à agricultura.
"Entre os grandes produtores, o Brasil é o que tem mais área
potencialmente arável. Pode crescer tanto por incorporação dessas áreas,
onde o país tem vantagem, como por aumento de produtividade. O Brasil pode
se destacar em agricultura", diz Ana Laura.
Segundo Fava Neves, o potencial de crescimento da agricultura brasileira é
amplo. “Temos 120 milhões de hectares que podem ser incorporados à
produção agrícola sem qualquer dano ambiental. Temos também um clima muito
favorável para a agricultura e água abundante – um recurso cada vez mais
escasso no mundo hoje”, lista.
Além disso, também há o interesse dos investidores externos pelo Brasil.
“Somos hoje o mercado para o qual os investidores mais olham. Temos uma
quantidade enorme de investidores que querem colocar dinheiro na nossa
agricultura”, diz o professor da USP.
Segundo ele, cerca de 4 milhões
de hectares dos campos agrícolas brasileiros já são de propriedade de
grupos estrangeiros.
Nos últimos dez anos, a área plantada no Brasil cresceu pouco menos de
35%. Nesse período, a produtividade cresceu de 2.187 quilos por hectare,
na safra de 1997/1998, para uma previsão 3.026 dez anos depois – uma
mostra do aumento do uso da tecnologia nas culturas.
"O agronegócio vem passando por intenso processo de profissionalização,
que é intimamente ligado à melhoria de produtividade", diz a analista da
MB Agro. A tecnologia usada nas lavouras de soja, por exemplo, é
considerada de ponta, permitindo produtividade tão boa quanto a
norte-americana.
“Temos espaço, clima e tecnologia. Acredito que, se fizermos todo o
trabalho certo, poderemos dobrar nossa produção agrícola e triplicar as
exportações do agronégócio (hoje na casa de US$ 50 bilhões anuais) no
período de cinco a oito anos”, prevê Fava Neves.
Os especialistas entendem que a melhor perspectiva de crescimento para o
agronegócio brasileiro está na substituição de pastagens pela lavoura. A
área destinada a pastagens é três vezes a utilizada pela agricultura.
"Nossa pecuária é extensiva. Se for intensificada, libera mais áreas para
plantio de grãos, sem redução de nenhum dos dois produtos", diz Ana Laura.
Uma parte considerável dessas pastagens hoje se encontra em processo de
degradação, por falta de manejo adequado, sem capacidade de produzir
forragem suficiente para suportar uma quantidade razoável de animais.
"Podemos introduzir algumas tecnologias que permitam recuperação dessas
áreas, e seria possível produzir mais bovinos em área menor, destinando
uma parte dessa área para produção de grãos, alimentos", diz Kepler
Euclides Filho, engenheiro agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa).
"A gente sabe que tem área que está sendo usada abaixo do seu potencial
produtivo. Então, nosso crescimento não implica necessariamente plantar
onde não pode, mas fazer um melhor aproveitamento dos recursos já
disponíveis", concorda Ana Laura.
A preocupação dos organismos internacionais, no entanto, é que esse
crescimento não seja suficiente. Em 2006, puxada pela melhora das
condições de vida nos países em desenvolvimento – especialmente China e
Índia -, a demanda mundial dos principais grãos ultrapassou a produção.
O caso mais emblemático é o do milho. O consumo mundial de quase 722
milhões de toneladas do produto no ano superou as 689 milhões de toneladas
produzidas – e reduziu os estoques globais em cerca de 27%. O fato de
cerca de 30% da produção americana de milho ter sido desviada para a
fabricação de etanol também teria pesado nessa conta, de acordo com os
especialistas. O mundo também produziu menos soja, arroz e trigo do que
foi consumido.
E o mercado interno brasileiro, pode ser afetado por essa inflação
mundial? Dificilmente, segundo Fava Neves. “Nossa produção ainda é muito
superior à demanda nacional”, afirma. No entanto, ele ressalva que a
situação pode ser diferente para alguns produtos nos quais o Brasil é
dependente do mercado externo – em especial o trigo, commoditie na qual o
país é um dos maiores importadores do mundo.
Para conseguir alcançar esse cenário positivo, no entanto, é preciso que o
país supere uma série de barreiras.
“É preciso romper as travas administrativas e ideológicas do governo para
que dinheiro de fora entre logo aqui, para resolver nossos problemas de
logística e infra-estrutura”, diz Fava Neves.
Segundo ele, o principal problema nacional seria o “péssimo” estado em que
se encontram portos e estradas. Essa degradação causaria a perda de uma
fração considerável da produção ao longo do caminho até os consumidores,
sejam do Brasil ou do exterior.
"A infra-estrutura, sem dúvida, ainda é um grande gargalo que tem que ser
resolvido no futuro próximo se a gente deseja ser o celeiro do mundo",
concorda Ana Laura, da MB Agro. "Tem regiões no Mato Grosso, por exemplo,
onde por causa do custo ainda não compensa produzir", relata.
Os altos preços dos insumos agrícolas também freiam a expansão da
produção. O Brasil ainda importa cerca de 80% dos fertilizantes que usa –
e os preços vêm batendo recordes mês após mês. “Se aumentar muito nossa
produção, pode faltar fertilizante”, adverte o professor da USP.
Fonte: O Globo.
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Gripes
surgem na Ásia e terminam na América do Sul.
Ela surge na Ásia, foge para a Europa
e a América do Norte e some na América do Sul nove meses depois. Essa é
a história de vida e morte da gripe, que se repete ano após ano, segundo
pesquisa que a ser publicada na próxima edição da revista especializada
Science (www.sciencemag org).
Novos subtipos do influenza, o vírus da gripe, aparecem no leste e no
sudeste da Ásia e, de lá, tomam o restante do mundo, indica a análise de
13 mil amostras de um deles, o H3N2, obtidas entre 2002 e 2007 nos cinco
continentes. O H3N2 é o influenza mais comum encontrado hoje, com
algumas variações.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe mata de 250 mil a
500 mil pessoas por ano. Os pesquisadores, liderados pelo professor
Colin Russell, da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, esperam
que o trabalho ajude autoridades sanitárias a atualizar a vacina para o
subtipo vigente no período. Além disso, para conter os vírus mais
agressivos, como o que causa a gripe aviária, é preciso focar esforços
onde ele surge.
Como o vírus evolui rapidamente, é preciso adaptar a estratégia de
combate com a mesma velocidade. "Se queremos prever o que virá em um
ano, devemos prestar atenção ao que está acontecendo no leste e no
sudeste da Ásia", diz Derek Smith, também de Cambridge, que participou
do estudo.
A Europa e a América do Norte são atingidas primeiro porque existem
várias linhas aéreas que as conectam com a Ásia - menos do que com a
América do Sul. Quando atinge, afinal, esse continente, o restante do
planeta já foi exposto e está imunizado. Já a África não aparece no
estudo porque não existe ali acompanhamento sistemático da doença, diz
Russell.
O grupo buscou ligeiras alterações em uma proteína no invólucro do
vírus. Essa pequena mudança (que dá origem aos subtipos) é suficiente
para o influenza driblar o sistema imunológico e adoecer uma pessoa.
Dessa forma, os cientistas determinaram quando e onde o H3N2 atual
surgiu e como ele se espalhou pelo globo. A boa notícia é que, fora do
berço, ele começou a perder força. "Uma vez que os vírus deixam a Ásia,
eles estão a caminho da cova evolucionária", afirma Smith.
A análise também mostrou que a gripe é uma doença tipicamente de inverno
na maior parte dos países, mas em algumas regiões asiáticas ele está
constantemente circulando. "O que vemos são vírus passando de epidemia
em epidemia como em uma corrida de revezamento", explica Russel.
Isso porque, em áreas tropicais, o influenza prefere a estação chuvosa.
Quando a condição climática encontra nações muito populosas e próximas,
a gripe nunca some. "No leste e no sudeste da Ásia, há grande
variabilidade na estação chuvosa", diz Russel "Bangcoc e Kuala Lumpur
estão separadas a apenas 1.100 quilômetros, mas as epidemias de gripe
são registradas em épocas do ano completamente diferentes."
A equipe não detalha quais são os países que servem de incubadora. A OMS
e os Estados Unidos tentam descobrir. "Temos aumentado a vigilância
nessa área o mais rápido possível", diz Michael Shaw, do Centro de
Controle de Doenças dos Estados Unidos. "Ao menos, (agora) sabemos qual
parte do mundo vasculhar e o provável período do ano."
A maioria das nações asiáticas mantém algum tipo de monitoramento da
gripe. Porém, algumas delas, como Camboja e Laos, precisam investir
mais.
Outro trabalho, publicado na revista Nature (www.nature.com), mostra que
regiões tropicais são a fonte da gripe - que migra para regiões
temperadas no inverno, para morrer no verão. "A geografia é importante
no contexto da vacinação", afirma Edward Holmes, da Universidade
Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Fonte: Agrolink
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Estudo
do governo reafirma capacidade do Brasil de suprir demanda.
Um
estudo preparado pela área de gestão
estratégica do Ministério da Agricultura, com projeções até 2050, mostra
que a agricultura brasileira terá condições de produzir alimentos e
biocombustíveis em um volume necessário à atender a demanda. No caso do
milho, as projeções indicam produção de 64,1 milhões de toneladas, contra
consumo de 48,6 milhões de toneladas. "Esses resultados indicam que o País
poderá atender seu quadro de suprimentos de modo a garantir o
abastecimento do mercado interno e obter excedentes para exportação de 12
milhões de toneladas em 2017/18", avaliaram os técnicos do ministério. Em
2007, a exportação foi de 10 milhões de toneladas. Fonte:Cereais - Hencorp Commcor.
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Japão
vacinará milhares contra a gripe aviária.
O Japão se tornará o primeiro país do
mundo a vacinar milhares de funcionários públicos contra a gripe aviária
antes de uma disseminação em larga escala da doença.
Nos próximos meses, seis mil trabalhadores dos setores de saúde e de
imigração serão vacinados. E as autoridades japonesas dizem que o
programa pode ser estendido para incluir outros milhões de funcionários.
Segundo a OMS, a gripe aviária causou a morte de 240 pessoas em todo o
mundo desde 1993, mas nenhuma delas no Japão.
O correspondente da BBC em Tóquio Chris Hogg diz, no entanto, que o
governo japonês teme que uma explosão da doença em outro país asiático
poderia se espalhar rapidamente e provocar conseqüências desastrosas no
Japão, que tem um dos territórios mais densamente povoados.
Segundo Hogg, o Japão é provavelmente o único país asiático com recursos
para adotar uma medida desse tipo.
O Japão tem, em estoque, 20 milhões de doses de vacina contra a gripe
aviária para serem usadas depois de uma explosão da doença.
A vacina foi fabricada usando a variante letal do vírus, a H5N1,
coletada em Vietnã e Indonésia.
Mas Chris Hogg diz que a Organização Mundial da Saúde não parece
convencida de que o plano melhorará as chances de o Japão resistir a uma
grande epidemia, descrevendo a medida como uma "grande manipulação dos
dados".
Isso porque não se sabe qual a variedade de gripe aviária que pode
provocar uma pandemia entre seres humanos. Fonte: O Globo.
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Especialista
diz que Brasil está preparado para epidemia de gripe aviária.
A possibilidade de uma pandemia de
gripe aviária já foi noticiada muitas vezes, no entanto, é impossível
traçar previsões para o assunto. A doença, que até a última contagem da
Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) divulgada em abril do ano
passado, fez 291 vítimas, das quais 172 fatais, é uma variação de gripe
transmitida por pássaros migratórios.
E se, como acontece atualmente com a dengue, várias pessoas apresentassem
os sinais de contaminação pelo vírus da gripe aviária (H5N1), o país
estaria preparado? Para o especialista da UnB em infecção pulmonar,
Ricardo de Melo Martins, sim.
Ele atuou como consultor na criação do Plano Nacional de Contenção da
possível pandemia e considera que o país está com condições de
identificá-lo, inclusive, se o primeiro caso ocorrer longe dos centros
urbanos.
A doença é transmitida primeiro para aves domésticas, que infectam as
pessoas. O risco de pandemina está no fato de o vírus transmissor (H5N1)
poder ser transmitido de pessoa a pessoa. Por causa do risco de pandemia,
a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou aos países que se
preparassem, criando planos de contenção.
“O Plano brasileiro está ligado aos planos dos demais países e, ao menor
sinal de transmissão inter-humana do quadro de gripe, as sinalizações são
desencadeadas e passa-se a atuar de maneira preventiva e conjunta. Dentro
do plano existem os laboratórios satélites, ou seja, localizados em
diversas regiões do país, identificando, quando ocorre algum surto,
pessoas que podem estar acometidas pela gripe aviária”, detalhou Martins.
Até o fim de 2005, o Ministério da Saúde mantinha 46 “unidades
sentinelas”, localizadas em regiões por onde passam as aves migratórias.
Segundo o especialista é necessário que algumas pessoas sejam
identificadas com o vírus para a produção de uma vacina ou medicamentos
capazes de imunizar a população.
“É uma gripe, como nós estamos acostumados a ver, só que com uma
intensidade maior, porque nós não temos anticorpos para esse novo vírus.
Para que a gente desenvolva a defesa contra esse vírus é preciso que
algumas pessoas desenvolvam a doença, e, com o correr do tempo, a
população passa a ter uma imunização”, relatou.
Depois que o vírus for identificado em um laboratório satélite, todos os
outros são acionados. Segundo Martins, neste ano foi inaugurada uma
fábrica no Instituto Butantã (em São Paulo), com capacidade de elaborar
vacina no menor espaço de tempo possível – embora isso possa representar
meses. Por enquanto, na esfera da prevenção, ele considera que a situação
está controlada.
“A questão é que nós não sabemos qual será a estrutura do vírus quando ele
tiver a capacidade de fazer a contaminação inter-humana. Como o vírus tem
grande capacidade de mudar, só no momento em que isso ocorrer é que nós
vamos ter conhecimento suficiente para fabricar a vacina contra o vírus
capaz de fazer a contaminação inter-humana”, acrescentou.
A Opas organizou em seu site uma compilação de dados sobre a gripe
aviária. É possível ler recomendações para a população, como estão os
estudos para a vacina, a contagem dos casos e ler perguntas e respostas. O
Plano Nacional de Contenção da possível pandemia está no site do
Ministério da Saúde. Fonte: Agrolink.
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Oposição
Européia ameaça projeto brasileiro do etanol.
A crescente oposição na Europa ao uso mais amplo do etanol já preocupa
autoridades brasileiras."A mudança de humor da Europa em relação ao etanol
é muito séria", disse um diplomata brasileiro. A Alemanha voltou atrás, na
sexta-feira(04/04/08), da sua decisão de dobrar para 10% a mistura de
etanol à gasolina. Na quinta, o presidente da França, Nicolas Sarkozy,
acusou Brasil e EUA de dumping de biocombustíveis. Em março, o Reino Unido
retirou o financiamento a um programa de etanol. Teme-se que os
biocombustíveis estimulem a devastação de florestas e contribuam pra
elevar os preços das commodities agrícolas. Fonte:Cereais - Hencorp Commcor.
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Ovo: velho vilão ou novo mocinho ?
A revista
Cláudia do mês de Abril/08 traz uma reportagem novamente falando bem do
OVO. Para acessar o site da revista e ver a reportagem na íntegra:
www.claudia.abril.com.br
Segue abaixo uma parte da reportagem:
Velhos
vilões ou novos mocinhos?
A última palavra da ciência sobre o ovo, a gordura, o sal, o açúcar, a
carne vermelha, o café e o chocolate.
Numa crônica publicada em 1997, o escritor João Ubaldo
Ribeiro desabafou, com seu tom irônico e impagável: “Não agüento mais de
culpa, acusado de suicidar-me a cada instante”. O texto falava sobre
alimentos que lhe rendiam prazeres, mas que estavam condenados, como a
manteiga: “Deve ser incluída nas listas de drogas proibidas, juntamente
com cocaína e heroína”. Sobre o café: “Causa males recentemente
descobertos por um laboratório de Glasgow ou Amsterdã ou Jacarta, que
poderão deixar o freguês abestalhado, tarado, astênico ou hiperexcitável a
ponto de matar a família e ir ao cinema”. Referia-se à carne: “É caso de
se embuçar para ir a uma churrascaria”. Para o ovo reservava um suspiro de
adeus: “E uma omeletezinha? E ovos estrelados, daqueles reluzentes como o
sol, que a gente encarava com requintes de esfregadinhas de pão na gema?
Com presunto? Com bacon? Livrai-nos, Senhor, de todas essas pragas
infernais”.
O tempo passou e as gostosuras citadas pelo escritor baiano saíram da
lista negra e reconquistaram lugar à mesa. A tônica da nutrição, agora, é
desaconselhar cortes radicais. “Não existe alimento vilão, mas consumo
vilão”, diz o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe de nutrição
clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Com bom
senso, esses prazeres podem, sim, compor os melhores cardápios.
VILÃO - Em 1973, a Associação Americana do Coração limitou o colesterol a
300 miligramas por dia por causar distúrbios cardiovasculares. Como uma
gema tem 215 miligramas, o ovo foi considerado uma bomba.
MOCINHO - Pesquisas dos anos 90 o absolveram. Especialistas da
Universidade Harvard provaram que o consumo diário não eleva a incidência
de infartos e derrames. Mais de 100 estudos o inocentaram. “O ovo é fonte
de proteína de alto valor biológico, vitaminas do complexo A, B, D, E e K
e de micronutrientes como colina, fundamental para a memória e o
aprendizado e talvez tão importante quanto o ácido fólico para a formação
do sistema nervoso fetal”, diz Ana Beatriz Leme da Fonseca, da VP
Consultoria Nutricional, em São Paulo.
ÚLTIMA PALAVRA - Ovos no café-da-manhã podem ajudar a emagrecer. Uma
equipe da Universidade Estadual da Louisiana comparou mulheres em dieta.
Metade fazia o desjejum com torradas. A outra consumia ovos mexidos. A
perda de peso foi 65% maior no grupo dos ovos.Um ovo por dia se a dieta é
balanceada e o colesterol normal. Com taxas altas, três por semana.
QUANTIDADE - Um ovo por dia se a dieta é balanceada e o colesterol normal.
Com taxas altas, três por semana.
Fonte: Revista Cláudia (Editora Abril)
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Homem, pato e arroz
tem papel-chave nos surtos de gripe aviária.
Triangulação feita com
dados de satélite permitiu que cientistas entendessem o problema.
Intenção é usar novo mapa da doença para controlar surtos antes que eles
aumentem.Os
seres humanos, os patos e os arrozais, muito mais do que os frangos,
figuram entre os principais vetores de transmissão da gripe das aves,
segundo as últimas descobertas científicas divulgadas na quarta-feira
(26/03) pela Agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO).
Segundo os especialistas da FAO, com base nas pesquisas de centros
associados, o número de patos e pessoas e o tamanho dos arrozais são os
fatores mais significativos para a propagação do vírus. Os pesquisadores
se baseiam principalmente nos dados de diversas ondas de gripe aviária
altamente patogênica ocorridas na Tailândia e no Vietnã, entre o início de
2004 e o final de 2005.
As pesquisas foram possíveis graças ao uso de mapas feitos por satélites
do cultivo de arrozais levando em conta o tempo, a intensidade do cultivo
e os lugares de criação de patos. "A intersecção entre esses dados, junto
com a cronologia dos surtos da doença, ajudou os cientistas a assinalar
com exatidão as situações críticas no momento em que o risco do vírus H5N1
era maior", afirma a FAO.
A entidade estima que aproximadamente 90% dos 1,044 bilhão de patos
domésticos do mundo se encontram na Ásia. Na China e no Vietnã se
concentram a maior parte dessas aves, com 775 milhões, cerca de 75%. Na
Tailândia, há 11 milhões de patos.
A FAO propôs intervenções baseadas no conhecimento dos lugares de risco e
os calendários locais de cultivo de arroz e criação de patos, com o
objetivo de orientar a luta contra a doença e evitar vacinações em massa
indiscriminadas. Fonte: O Globo.
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*Área de soja na China deve crescer em
2008.
A área de soja nas principais regiões produtoras da China deve aumentar
significativamente em 2008, enquanto a área de milho, em conseqüência
disso, pode diminuir, afirmou hoje a mídia local citando o Departamento
Nacional de Estatísticas.
A área de soja na província de Heilongjiang pode ter um crescimento de
19,3% no ano para 4,69 milhões de hectares, e na província de Jilin, a
área deve crescer 17,1% no ano para 521.013 hectares.
Já a área de milho em Heilongjiang pode ter uma redução de 13,3% no ano
para 3,5 milhões de hectares, e ter um pequeno aumento de 0,2% no ano para
2,86 milhões em Jilin.
A alta nos preços da soja desde a segunda metade do ano passado tem feito
com que produtores plantem mais a oleaginosa em vez de milho. As
informações são da Dow Jones.
Fonte: Cereais - Hencorp Commcor.
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Galinha põe ovo de 250 gramas na Bahia e
bate recorde mundial.
A cidade de Simões Filho, na Bahia, pode virar a detentora de um recorde
no Guinness, o livro dos recordes, por ter o maior ovo de galinha do
mundo, informou a agência Futura.
O morador do município Genivaldo dos Santos exibiu no dia 11/03/08 para a
imprensa um ovo posto por sua galinha. O detalhe é que o ovo tem nada
menos do que 250 gramas.
De acordo com o Guinness, o maior ovo de galinha do mundo era cubano e
pesava cerca de 148 gramas. Ou seja, o ovo bahiano superou o cubano por
mais de 100 gramas. Fonte: Terra.com.br
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Novo
recorde na agricultura.
A
agricultura brasileira deve bater mais um recorde na safra 2007-2008,
apesar do atraso das chuvas e do plantio na última primavera. As águas
chegaram atrasadas, mas ainda a tempo de permitir uma produção superior
a 139 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas - algodão, arroz,
feijão, milho, soja, trigo e algumas lavouras de menor porte. No segundo
levantamento, realizado em fevereiro, o IBGE estimou uma produção total
de 139,6 milhões de toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),
vinculada ao Ministério da Agricultura, calculou uma safra pouco menor,
de 139,3 milhões, mas também recorde.
As duas instituições têm colaborado nesse trabalho e suas estimativas
tendem a convergir. As diferenças atuais são muito menores do que haviam
sido até a última temporada.
O bom desempenho da agricultura deverá garantir mais um ano de
resultados favoráveis no comércio exterior. No ano passado, o superávit
comercial do agronegócio - diferença entre a receita da exportação e o
dispêndio com a importação - chegou a US$ 49,7 bilhões, segundo as
contas do Ministério da Agricultura. Esse resultado, 16,3% superior ao
de 2006, foi facilitado pela forte demanda internacional de alimentos,
sustentada principalmente pela prosperidade chinesa. Neste ano, as
projeções dos especialistas indicam a manutenção de bons preços no
mercado internacional.
Internamente, as perspectivas de bons ganhos para a agricultura permitem
prever, por enquanto, boas vendas para o comércio varejista no interior
e, também, a continuação da forte procura de equipamentos agrícolas. Os
fabricantes de tratores, colheitadeiras e implementos tiveram bom
desempenho no ano passado e em 2008 o cenário deve continuar favorável
ao setor.
A produção de grãos e oleaginosas será 5,8% maior que a da safra
anterior, segundo a Conab, ou 5,1%, de acordo com o IBGE. A diferença
está nas bases de comparação. Seja como for, as novas estimativas
superam as de janeiro e as notícias provenientes das zonas onde se
processa a colheita da soja são animadoras.
A perspectiva de preços pelo menos tão bons quanto os de 2007 estimulou
a expansão da área plantada da soja, do milho e do trigo. Mas o
crescimento da produção deve resultar principalmente do aumento da
produtividade: 2,7% para o algodão em pluma, 9,9% para o amendoim, 6,3%
para o arroz, 3,3% para o feijão (consideradas as três safras anuais),
4,1% para o milho (nas duas safras), 0,5% para a soja e 65,7% para o
trigo (severamente prejudicado, no ano anterior, pelo tempo
desfavorável).
A boa produção deve permitir não só a exportação de volumes
consideráveis de matérias-primas e de produtos transformados, mas também
um abastecimento interno tranqüilo. Como os preços foram altos na última
temporada, não deverá haver problemas importantes para o consumidor
nacional neste ano. Alguns preços poderão até baixar. O do feijão já
recuou no varejo, em fevereiro, e poderá continuar em queda a partir de
abril, com a entrada da segunda safra. Esta foi a avaliação do ministro
da Agricultura, Reinhold Stephanes, feita na apresentação do novo
levantamento da Conab.
Stephanes chamou a atenção, também, para um detalhe de considerável
importância: a expansão das lavouras de cana, estimulada pelo programa
de biocombustíveis, não está impedindo o crescimento da produção de
alimentos. As lavouras de grãos e oleaginosas, disse o ministro, estão
avançando em regiões de pastagens degradadas. Além disso, o aumento da
safra de grãos e oleaginosas continua dependendo mais dos ganhos de
eficiência do que da ampliação da área plantada. A Conab estimou em 1,2%
o aumento da área destinada a essas lavouras. Está prevista, no entanto,
uma produção 5,8% maior que a do ano anterior.
O ministro poderia ter acrescentado um detalhe nem sempre lembrado pelos
envolvidos na discussão sobre o etanol: as decisões de plantio continuam
sendo amplamente determinadas pela evolução dos preços e isso
contribuiu, nos últimos tempos, para deter o avanço da cana, mas não o
da soja e o do milho. Fonte: Agrolink.
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Safrinha
de milho puxa crescimento da produção, diz CONAB.
A
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aumentou em 221 mil hectares a
estimativa da área para produção de milho (1ª e 2ª safras) em 2007/08,
para 14,53 milhões de hectares. A extensão prevista agora é 3,4% maior que
a do ciclo anterior, de 14,055 milhões de ha.
Com isso, a estimativa de produção aumentou 1,68 milhão de toneladas entre
o quinto e o sexto levantamento, divulgado ontem (06/03/08).
Agora está prevista uma colheita de 55,267 milhões de toneladas, 7,6% mais
que as 51,37 milhões de t obtidas em 2006/07.
De acordo com a Conab, das culturas de verão, as que apresentaram maior
crescimento, em termos absolutos, foram a do milho 2ª safra, com um
acréscimo de 2,5 milhões de toneladas, passando de 14,77 para 17,25
milhões, seguido do milho 1ª safra, com 1,4 milhão de toneladas.
A área cultivada com milho 1ª safra 2007/08 foi estimada em 9,6 milhões de
hectares, 1,5% superior à cultivada na safra passada. A Conan estima
produção de 38,0 milhões de toneladas, 3,9% (1,4 milhão de toneladas)
superior à do ciclo anterior.
No Paraná 15% da safra verão já foi colhida, enquanto no Rio Grande do Sul
o índice chega a 35%. No Nordeste, apesar da constatação de chuvas
irregulares no oeste da Bahia, as previsões indicam para uma normalização
da situação, o que deve confirmar a produtividade esperada. Nessa região a
colheita inicia-se a partir de março.
Já a área plantada com milho segunda safra está estimada em 4,9 milhões de
hectares, 7,3% (333,1 mil hectares) superior a safra anterior. No Paraná,
o plantio já ocorreu em 26% da área e está abaixo do normal devido ao
atraso na colheita da soja e do milho 1ª safra. No Mato Grosso, segundo
maior estado produtor, a cultura encontra-se com o plantio praticamente
fechado. A produção de safrinha está estimada em 17,2 milhões de toneladas
com um incremento de 16,8% (2,5 milhões de toneladas) em relação à safra
anterior.
Fonte:Cereais - Hencorp Commcor.
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Brasil tem produção insuficiente de
trigo.
A
contradição é difícil de explicar: o Brasil é um dos maiores exportadores
mundiais de produtos agrícolas, mas ao mesmo tempo tem lugar assegurado no
bloco vanguardeiro dos importadores de trigo. A produção brasileira do
referido cereal, matéria-prima básica para o fabrico de massas, pães e
biscoitos, é suficiente para atender apenas a metade da demanda estimada
para esse ano de 20 |