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OUTUBRO/08:
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* Avicultura de corte ameaçada.
* Anvisa propõe normas para embalagens de ovos.
* Humanidade vai precisar de 2 planetas em 2030.
* Milho nacional.
* Área de grãos deve crescer.
* Aves sem alimento.
* Previsão de safra.
* Tem que encolher, diz pecuarista de Goiás.
* Plantio da safra de verão de milho.
* Autoridades querem regulamentar produção e transporte de ovos.
* Maior safra de grãos da história do Brasil.
* Veja a dieta do nadador americano Michael Phelps.
* Caso de gripe aviária em gato é confirmado na Coréia do Sul.
*Ressurgimento da gripe aviária na Nigéria.
*Galinha cubana põe ovo que pode entrar no Guinness.
*Governo retorna a política de estoque de alimentos.
*Governo quer produção maior de alimentos para combater a crise.
*Agricultores colhem os frutos com alta dos preços.
*Banco Mundial anuncia US$ 1,2 bi para combater crise dos alimentos.
*Isopor também pode ser reciclado.
*Consumidor paga mais por alimentos devido aos impostos.
*Retenção da oferta sustenta preços até colheita da safrinha.
*Crise de alimentos fará do Brasil "celeiro do mundo", diz especialistas.
*Gripes surgem na Ásia e terminam na América do Sul.
*
Estudo do governo reafirma capacidade do Brasil de suprir demanda.
*
Japão vacinará milhares contra a gripe aviária.
* Especialista diz que Brasil está preparado para epidemia de gripe aviária.
* Oposição européia ameaça projeto brasileiro do etanol.
*Ovo: velho vilão ou novo mocinho ?
*Homens, patos e arroz tem papel-chave nos surtos de gripe aviária.
*Área de soja na China deve crescer em 2008
*Galinha põe ovo de 250 gramas na Bahia e bate recorde mundial.
*Novo recorde na agricultura.
*Safrinha de milho puxa crescimento da produção, diz CONAB.
*Brasil tem produção insuficiente de trigo.
*Preço do ovo no Jornal Nacional.

*O que eleva os níveis do colesterol ?
*Produção de etanol enfrenta obstáculos.
*Monsanto vence a batalha dos transgênicos nos EUA, Brasil, Índia e China.
*Vietnã  alerta para a epidemia de gripe aviária em escala nacional.
*Atenção produtores de ovos: precaução não fará mal a ninguém !!!

*Setor de armazenagem pode crescer 30 % em 2008.
*Exportação de milho cresce  177% em volume e 317% em receita em 2007
*Grãos devem manter tendência de alta em 2008.
*Atenção OVOS BRASIL para esta notícia: "Campanha aumenta venda de carne suína em supermercados.

*Isenção de tributo na União Européia aquece o mercado do milho.
*Nestlé afirma estar bem posicionada para alta de alimentos.
*Produção de ovos poderá ser afetada pela falta de milho no Brasil.
*A dona de casa e o preço da comida.
*Vacina contra gripe aviária é mais eficaz com água e óleo.
*Para refletir: Valorizar mais a LUCRATIVIDADE do que o VOLUME.
*Estudo: ovo reduz peso e não aumenta colesterol.
*Gripe aviária pode matar 07 milhões de pessoas, adverte a OMS.
*Resgate os OVOS do exílio gastronômico.
*Aquecimento deixará milhões famintos e sem água, diz estudo.

*Ameaça de pandemia da gripe aviária persistirá por anos.
*China quer limitar uso do trigo e milho em biocombustíveis.
*Buraco na camada de ozônio sobre a Antârdida bate recorde em 2006.
*Caros amigos avicultores e distribuidores de ovos de todo o Brasil...
*A VOLTA TRIUNFAL DO OVO !!
*A volta por cima do ovo: Globo Repórter.
*Frango é o culpado da destruição da Amazônia, diz Greennpeace.


 



 

Avicultura de corte ameaçada.
Em um excelente texto onde chama a atenção não só dos avicultores de corte como também deixa em alerta todos os produtores de ovos, o site AVISITE deixa bem claro o que pode ocorrer em alguns meses.
Abaixo na íntegra o texto:


"Os números não mostram e a atual situação de mercado até aponta em sentido contrário. Mas a avicultura de corte pode entrar em séria e profunda crise, alerta a UBA. Tudo porque as exportações de carne de frango estão caminhando para um impasse que vem se agravando nos últimos dias e pode explodir sobre o setor no início de 2009.
O problema todo está relacionado à crise mundial da economia. Em função dela, mercados fundamentais para o Brasil � caso, por exemplo, de Japão e União Européia � já acusam redução no consumo interno de alimentos e, por isso, devem reduzir significativamente suas importações. Uma situação que adquire contornos mais graves no Japão, onde há formação de altos estoques de carne de frango.
A violenta queda nos preços do petróleo também começa a se refletir com igual intensidade nas compras do produto, confirmando a observação feita pelo AviSite no início da semana com a matéria �Frango brasileiro depende [e muito] do petróleo�: : Rússia e Venezuela, grandes produtores de petróleo, ora colocados entre os 10 principais importadores da carne de frango do Brasil, enfrentam problemas de crédito e já começaram a reduzir encomendas.
E como essa falta de crédito vem alcançando com igual intensidade os exportadores brasileiros, o setor refez as contas e agora prevê que no primeiro trimestre de 2009 os embarques do produto não irão ultrapassar as 250 mil toneladas mensais.
Já quem opera no mercado interno lembra que nesse mesmo período o consumo interno sofre forte retração (férias da população, ônus deixados pelas compras natalinas e pagamento dos tributos de todo início de ano, além de despesas com matrículas e material escolar), situação que tende se agravar com a atual crise econômica. Daí a previsão de que o consumo mais recente, da ordem de 600 mil toneladas mensais, recue para 550 mil toneladas.
Tudo somado, a conclusão é a de que no primeiro trimestre de 2009 a produção brasileira de carne de frango não poderá ultrapassar a marca das 800 mil toneladas, volume alcançável com uma produção pouco superior a 400 milhões de pintos de corte.
Considerada a produção mais recente � 485,3 milhões de pintos de corte � a redução recomendada é de pelo menos 15%. E tem que ser imediata, ressalta a UBA, lembrando que a atual produção de pintos de corte em incubação já corresponde a frangos que serão abatidos no início de 2009."  Fonte: Avisite.
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Anvisa propões normas para embalagens de ovos.
Antes de oferecer ao seu filho um ovo com gema mole, leia esta matéria. Os ovos crus (em musses, maioneses, molhos, por exemplo) e mal cozidos são um risco à saúde de crianças e adultos. Isso porque nunca se sabe quais estão contaminados com a salmonela, bactéria que pode estar presente tanto na casca quanto no interior de ovos crus.
Para alertar às pessoas sobre o cuidado com o consumo desse produto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propõe uma modificação na embalagem dos ovos, que deverão trazer duas advertências: “O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde” e “Mantenha os ovos preferencialmente refrigerados”.
Segundo Maria Cecília Martins Brito, diretora da Anvisa, o objetivo é explicar de maneira eficaz os riscos à saúde se esse alimento não for consumido corretamente. Ela ainda ressalta que grande parte das infecções acontece dentro de casa. “Mas não queremos estigmatizar o ovo, porque ele é um alimento importante, rico em proteínas e nutrientes. É só um alerta”, diz.
A Anvisa irá publicar, a partir da semana que vem, uma consulta pública, por 60 dias, para que as pessoas mandem críticas e sugestões do texto. Após aprovado, as novas regras devem entrar em vigor a partir de 2009.
Salmonela:
Essa bactéria pode estar nas fezes ou na trompa uterina da galinha e leva a infecções leves -- com diarréia, dor abdominal, febre, vômitos --, moderadas e graves, principalmente quando as vítimas são as crianças.

“O problema é o diagnóstico. Por conta da diarréia, a contaminação por salmonela pode ser confundida com outros quadros, e, geralmente, os pacientes chegam ao hospital já bastante debilitados”, diz Celso Cukier, nutrólogo e diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (SP).
Algumas medidas são fundamentais para prevenir a contaminação (e a de outros produtos) com a bactéria:

- Compre ovos inspecionados, de granjas comerciais legais;
- Descarte ovos quebrados ou sujos;
- Lave bem as cascas dos ovos, com água e esponja;
- Antes e depois de mexer com os ovos, lave bem as mãos, utensílios e superfícies da pia, com água e sabão, para que outros produtos não
sejam contaminados;
- Guarde os ovos sempre em locais refrigerados. Tudo bem estar na porta da geladeira;
- Mantenha os ovos crus separados de alimentos prontos;
- Cozinhe o ovo de 6 a 8 minutos;
- Não consuma maioneses, musses, molhos e outros preparos feitos com ovos crus.
Hora certa:
Espere seu filho ter 7 meses para começar a dar algumas frações da gema do ovo cozida. “Divida o ovo em quatro e coloque uma dessas porções na hora de preparar a papinha do bebê”, diz Celso Cukier. A clara, embora excelente fonte de proteínas, deve ficar para mais tarde, a partir de 1 ano. Como o intestino da criança é ainda muito imaturo, há maior chance de provocar alergia.   Fonte: Revista Crescer.
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Humanidade vai precisar de 2 planetas em 2030.

Ao ritmo de consumo atual, a humanidade, para satisfazer suas necessidades no início da década de 2030, vai precisar de dois planetas, alerta o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
 
A marca ecológica da humanidade, que avalia o consumo de recursos naturais, já superou em 30% as capacidades do planeta de se regenerar, destaca o WWF no relatório Planeta Vivo 2008.
O informe explica que a pressão da humanidade sobre o planeta dobrou nos últimos 45 anos por dois motivos: crescimento demográfico e aumento do consumo individual.
A superexploração está esgotando os ecossistemas e os desperdícios se acumulam no ar, na terra e na água. Como resultado, o desmatamento, a escassez de água, a redução da biodiversidade e a desordem climática, causadas pela emissão de gases que provocam o efeito estufa, "colocam cada vez mais em risco o bem-estar e o desenvolvimento de todas as nações", informa o WWF.
O "Índice Planeta Vivo", um instrumento criado para medir a evolução da biodiversidade mundial e que envolve 1.686 espécies de vertebrados em todas as regiões do mundo, registrou queda de quase 30% nos últimos 35 anos.
"Em vista da redução deste índice, parece cada vez mais improvável que alcancemos o objetivo, no entanto modesto, a que apontava a Convenção do Rio sobre a diversidade biológica: reduzir a erosão da biodiversidade mundial até 2010", destaca o WWF.
Além da marca ecológica mundial e do Índice Planeta Vivo, o relatório apresenta um terceiro instrumento de medida, "a marca d'água", que avalia a pressão resultante do consumo sobre os recursos hídricos em escala nacional, regional e mundial.
O grande problema é que a água é um recurso distribuído de forma muito desigual em todo o mundo.
Desta maneira, 50 países enfrentam atualmente um 'estresse' hídrico moderado ou grave, segundo o WWF. Além disso, o número de pessoas que sofrem com a falta d'água, seja em todo o ano ou por temporadas, aumentará em conseqüência do aquecimento global, conclui o organismo de defesa da ecologia.  Fonte: Uol.com.br
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Milho nacional.
Este ano, a safra brasileira de milho está ficando no mercado interno. Nem a alta do dólar está conseguindo impulsionar as exportações. Saiba como está a situação no Paraná.
A safrinha já está nos silos da cerealista e é hora de vender o milho entregue pelos produtores. Mas de um ano para o outro os clientes não são mais os mesmos.
No ano passado, quase todo o milho estocado no armazém, noventa das cem mil toneladas, foi exportado. Este ano, apenas três mil toneladas do lugar saíram do país. Todo o restante está sendo comercializado no mercado interno. A explicação é que faltam atrativos para negociar com os estrangeiros.
No ano passado, o Brasil mandou para o exterior mais de dez milhões de toneladas de milho. Grande parte foi para a Europa porque teve quebra de safra. Com tanta procura, os europeus chegaram a pagar adicional pelo milho brasileiro. Este ano, até agora, com as safras dos países indo bem, o Brasil só exportou cerca de quatro milhões de toneladas.
O analista de mercado Camilo Motter explicou que o motivo da redução está no preço. “Os preços internacionais vieram caindo neste momento em que o Brasil teve a colheita da safrinha e uma colheita muito boa. Com a queda dos preços internacionais e queda bastante acentuada, os preços internos se mantêm ligeiramente acima dos preços internacionais. Portanto, é muito mais vantagem vender para a indústria aqui dentro do que exportar. Nós temos várias razões para essa diferença em relação ao mercado internacional. Em primeiro lugar, há um aumento da oferta no mundo inteiro. Em segundo lugar, e talvez muito importante porque diferencia o que aconteceu no ano passado deste ano, é que alguns governos europeus no ano passado determinaram que o produto a ser comprado na importação teria que ser não transgenico. Coisa que este ano não existe mais porque derrubar esta norma. Portanto, aí estão competindo Argentina, Brasil e Estados Unidos na oferta. Como os Estados Unidos e a Argentina estavam e estão mais competitivos na venda de milho, o produto brasileiro permanece aqui dentro, as indústrias nesse momento pagando um pouco acima”, disse.
Para o gerente da cerealista, Valmir Adamante, é preciso ter cautela e esperar o preço reagir. “O mercado internacional chegou até US$ 280,00 ou US$ 290,00. E no momento o mercado internacional está numa faixa de US$ 160,00 a US$ 170,00. Não compensa em função da redução de preços em dólar. Mesmo com o aumento do dólar, ainda o mercado internacional está abaixo do mercado interno”, falou.
Na região de Cascavel, a saca do milho está valendo R$ 17,00.
Fonte: Globo Rural. 17/10/08.
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Área de grãos deve crescer.
PARANÁ
Para custear os 240 hectares que pretende cultivar com soja, seu Ademir emprestou dinheiro no Banco do Brasil. Ele vai investir 15% mais que na safra passada no preparo da terra com calcário.
Ele quer colher 60 sacas por hectare a estratégia é aumentar a produtividade, para compensar o baixo preço do grão. “Como toda esta crise que está acontecendo, ainda a gente planta com a expectativa de ter lucro né?”, diz ele.
“O senhor não vê perigo destas commodites baixarem muito de preço e depois o senhor ter que negociar num preço muito abaixo do que esperava?”, pergunta o repórter.
“Perigo existe, mas nós não podemos deixar de plantar não é?”, diz ele.
Muita gente fez como seu Ademir e planejou plantar mais soja. Segundo a Conab, em todo o país, a área ocupada com o grão deve crescer entre 1,3% e 3,2% nesta safra de verão.
Não há motivos para mudança de planos. Segundo as cooperativas, o agricultor deve investir na eficiência para produzir mais e escapar de qualquer crise.

RI GRANDE DO SUL
Seu Luis Monback já está se preparando para a próxima safra de soja. Ele vai aumentar a área que cultiva em Santo Cristo, noroeste do estado.
Com medo de um possivel aumento no preço dos adubos, o agricultor resolveu antecipar a compra. 
“A tendência é aumenta a área porque tem projeção do preço do soja vim a ser bom e a tendencia é aumenta 10%, 15% da área. Não, não adianta querer poupar agora que depois a produtividade também não dá o que o cara espera hoje”, diz ele.
Seu Alcides Schumacher também se organizou e comprou o adubo para aplicar no milho no inicio do ano. Se fosse adquirir hoje pagaria 20 reais a mais por saca. O agricultor usou a mesma tecnologia do ano anterior, mas aumentou a área cultivada em 20%. “Nós investimos no milho e estamos com a área de 40 hectares hoje”, diz ele.

MATO GROSSO DO SUL
 Em uma fazenda em Jaraguari, a 60 km de Campo Grande, o pessoal está fazendo os últimos acertos nas máquinas que serão usadas no plantio.
A área de 1.600 hectares foi preparada há quase um mês. Os fertilizantes e as sementes já estão no depósito. O agricultor César Ross diz que comprou tudo com recursos próprios.
“Houve uma redução de quase 70% do volume de dinheiro emprestado aos produtores de Mato Grosso do Sul”, diz ele.
Todos os anos, o dono da propriedade usa em média 400 quilos de adubo por hectare. Desta vez, por medidas de economia, ele vai reduzir em 30% a aplicação dos fertilizantes e para não comprometer a produtividade da lavoura, o jeito foi fazer uma análise química do solo para saber onde colocar mais ou menos adubo.
“Os resultados que a análise do solo me mostra me permite dosar da maneira mais adequada possível as quantidades de nutrientes que eu vou colocar este ano porque o adubo está muito caro” diz ele.
Os produtores de algodão de Mato Grosso também estão preocupados com a alta do dólar.

MATO GROSSO
Os preços dos insumos já assustavam os produtores. Agora com a valorização do dólar, eles estão ainda mais preocupados. Muitos já haviam garantido os adubos e os fertilizantes quando o dólar estava mais baixo, mas deixaram para pagar este mês. Resultado; a conta ficou mais pesada.
Foi o que aconteceu com o seu José Lazarini. O produtor prorrogou o pagamento dos insumos e agora diz que vai gastar 40% a mais.  “São faturas que você não tem o domínio. O mercado é bastante delicado e com esta crise pegou de maneira mais forte ainda”, diz ele.
O que também complica a situação é a dificuldade de acesso a financiamentos. Em Campo Verde o crédito oficial responde por apenas 20% do custeio da safra. O seu Carlos Menegati, um dos 160 produtores da região, diz que agora as transações foram suspensas.
“O mundo todo ficou receoso em conceder crédito. Isso combinado com uma redução drástica de preços e lembrando que em um passado muito próximo nós tivemos um aumento dos custos de produção deixa o produtor numa condição bastante difícil pra enfrentar a próxima safra”, diz ele. 
 
Fonte Globo Rural - 12/10/08
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Aves sem alimento.
Cerca de 250 avicultores integrados do município de Conchas, em São Paulo, deixaram de receber ração do frigorífico para quem trabalham. Os animais já começaram a morrer de fome.
As 18 mil aves da granja em Conchas ficaram sem ração. Mil delas já morreram de fome. Os comedouros estão vazios. Só há água. O criador Antônio Moreira já não sabe mais o que fazer. “Bastante já morreu e vai morrer tudo. Não tem mais o que fazer. Não temos como comprar ração para manter a granja”, falou.
O problema, segundo os criadores, é que o frigorífico que terceiriza a produção suspendeu o fornecimento de ração há cinco dias. Na região, foram prejudicados 250 granjeiros. Eles trabalham no sistema integrado. Recebem da empresa as aves e a ração. Quando o frango atinge 40 dias em média é devolvido ao frigorífico.
A avicultora Madalena Moreira está preocupada. Os 15 mil pintinhos que cria podem morrer. “Eles estão sobrevivendo de água, mas já estão começando a morrer”, contou.
Na tentativa de salvar as aves o avicultor Nestor resolveu soltar os 12 mil frangos no pasto. “Estou pensando seriamente em abandonar porque não vejo outra saída. Há muito prejuízo”, reclamou.
A direção do Frigorífico Frango Forte não quis gravar entrevista. Em nota, explicou que a empresa opera com dificuldade em razão do preço do milho. O problema aumentou com a falta de crédito por causa da crise no mercado financeiro. Com isso, não conseguiu recursos suficientes para as operações. Mesmo assim, segundo a nota, o frigorífico está em plena atividade e empenhado em solucionar o problema com os criadores. Fonte: Globo Rural /10/10/08.
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Previsão de safra.
O Ministério da Agricultura e a Conab divulgaram dia 09/10/08, em Brasília, a primeira estimativa da safra de grãos de 2008/2009.
Apesar da crise na economia, o governo acredita que esta safra será maior do que a última. Segundo o levantamento da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, a área plantada deve aumentar 2,7%.
Técnicos da Conab acreditam que a alta do dólar pode beneficiar o agronegócio brasileiro. Exportar, neste período, segundo os analistas, deve ser mais lucrativo.
“Cada vez mais vamos afirmando, de fato, nossa posição no cenário internacional e o que coloca o câmbio como uma questão favorável nesse sentido”, disse Sílvio Porto, diretor de logística da Conab.
O diretor de logística da Conab informou que neste cenário a estimativa é de um aumento de até 3,2% na área plantada de soja. E o milho pode ter uma queda de 2,6% na primeira safra.
“Em função dos preços futuros da soja estarem sinalizando maior rentabilidade e também pela soja ter uma maior liquidez em relação ao milho, principalmente em relação ao mercado internacional, neste momento os produtores estão fazendo uma opção em parte da sua produção destinando para a soja em detrimento ao milho”, esclareceu Porto.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, acredita que a crise financeira não vai prejudicar o setor. “O último item que terá restrição será a alimentação. A China vai continuar importando a soja brasileira e a Rússia vai continuar importando a carne. Então, a gente acredita e os analistas concordam que se a crise se aprofundar, o último item a ser afetado serão as commodities agrícolas”, falou.
Quanto ao crédito, o ministro garantiu que não vão faltar recursos. “Se for necessário, vai ser liberado mais dinheiro. Tudo isso já está sendo analisado. Isso é acompanhado toda a semana entre a área econômica, que se reúne para discutir isso com a participação do Banco Central, com o Ministério da Fazenda e, inclusive, algumas reuniões com o presidente da República no sentido de manter a agricultura com o crédito necessário. O governo e todos nós sabemos que a agricultura precisa continuar plantando”, disse Stephanes. Fonte: Globo Rural.
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"Tem que encolher", diz pecuarista de Goiás.

Um dos maiores confinamentos de Goiás, a Fazenda Califórnia vai manter em 2009 o mesmo número de animais que criou este ano: 30 mil animais. "Tem que fazer igual minhoca, tem que encolher", brinca o proprietário, o mineiro Romão Ribeiro Flor.
Ele e o irmão Sebastião Ribeiro Flor estão no negócio de gado há quase duas décadas . Além do confinamento, que fica em Turvânia, a 60 quilômetros de Goiânia, possuem criação de bovinos de pasto em Canabrava do Norte, no nordeste do Mato Grosso. Lá não diz quantas cabeças de gado tem. "É mais do que em Goiás", diz, mineiríssimo, fazendo segredo.
A alta dos custos de produção e a escassez de gado magro para engorda explicam a decisão da Califórnia de manter o confinamento em 30 mil cabeças desde o ano passado. Romão Flor acredita que após a recente desaceleração dos preços do gado, o boi voltará a subir a partir de novembro, dezembro. "A entressafra mudou. Era na seca, agora é nas águas", observa
Para ele, o mercado de carne não voltará mais aos patamares do passado. Uma das razões para isso são as restrições ambientais para ampliar as áreas de criação de gado no país, afirma o pecuarista.
Sua propriedade localizada em Canabrava, por exemplo, que fica numa região de transição entre cerrado e Amazônia, tem 45% da área total aberta.
Como a lei exige uma reserva legal de 50% nessa região, Flor afirma que ainda poderia abrir mais 5%. No entanto, afirma que não consegue licença ambiental para fazê-lo.  Fonte: Valor Econômico.

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Plantio da safra de verão de milho.
O plantio da safra de verão de milho começa aos poucos nos principais estados produtores do Sul do País. Os custos maiores na safra 2008/09 atrelados aos preços em queda, resultado dos estoques elevados da safra 2007/08, podem resultar em diminuição da área a ser cultivada, como no Paraná. Segundo a Seab/Deral, a área pode reduzir até 5% naquele estado em relação à de 2007. Dados divulgados na semana passada(08/09/08) apontavam que 6% da área estimada no PR já havia sido plantada até o início deste mês. Entre 8 e 15 de setembro, o Indicador ESALQ/BM&F (região de Campinas – SP) caiu 1,4%, fechando a R$ 23,96/saca de 60 kg nessa segunda-feira(15/09/08). Fonte:Cepea/Esalq.
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Autoridades querem regulamentar produção e transporte de ovos.
Reportagem do Jornal Hoje da Tv Globo do dia  09/09/08:

"Autoridades de saúde de todo o mundo estão preocupadas com uma bactéria, a salmonela, encontrada principalmente em ovos. Em São Paulo, já foram registrados quase 200 surtos nos últimos dez anos.
A salmonela, bactéria que se desenvolve no ovo, impediu que a auxiliar administrativa Juliana da Fonseca trabalhasse depois de almoçar num restaurante. “Quando eu cheguei no serviço comecei a sentir muita dor na barriga, umas cólicas abdominais bem fortes, e depois deu diarréia”, lembra.
Todos os dias, no estado de São Paulo são registrados pelo menos três casos de contaminação por salmonela. É um numero considerado alto para as autoridades de saúde, que querem mudar as regras desde a produção até a venda dos ovos.
“É importante que o ovo seja refrigerado desde a produção até comercialização, inclusive em feiras e supermercados. É o que evita a multiplicação da bactéria”, explica Maria Bernadete de Paula Eduardo, da Vigilância Epidemiológica de São Paulo.
O principal argumento dos especialistas está nos dados de uma pesquisa que traduziu em números o que muita gente já passou: 35% dos casos de contaminação aconteceram através do consumo de ovos crus.
Por isso, atenção às dicas:
- Não deixe cascas de ovo perto de outros alimentos, porque a bactéria ainda está lá e pode contaminar tudo.
- Lave com água e sabão a superfície onde a comida é preparada.
- Lavar o ovo não evita a salmonela; serve apenas para limpar a casca, por fora.
- A salmonela só morre com altas temperaturas, portanto é melhor comer o ovo frito ou bem cozido.
“O ovo é um bom alimento, e precisa ser consumido sem risco”, defende a médica Maria Bernadete Eduardo."
Fonte: Jornal Hoje (Tv G
lobo)
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Maior safra de grãos da história do Brasil.

O Brasil nunca produziu tantos alimentos como na safra atual de grãos (2007/08), que acaba de ser concluída pela Conab. Os números do 12º levantamento, apresentados  pelo presidente da estatal, Wagner Rossi, confirmam uma colheita de 143,87 milhões de toneladas, ou 9,2% maior que a do ciclo anterior. Este resultado, inclusive, poderá ainda ser alterado, com a colheita do milho safrinha do Nordeste, que será finalizada neste mês.
Esta cultura é o grande destaque do período. Com duas colheitas no ano, o milho cultura participou com 58,59 milhões de t, ou 14% (7,21 milhões t) a mais que na safra passada. Já a soja cresceu 2,8%, o equivalente a 1,66 milhões de t. Outro grão em evidência foi o trigo, com 3,82 milhões de t, diferença de 71,2% para cima. Apesar do aumento, esta quantidade ainda não é suficiente para abastecer o mercado interno, o que leva o Brasil a importar parte do produto da Argentina.
Por outro lado, as exportações dos outros grãos cresceram. Até o final do ano serão embarcadas 52,17 milhões t de milho, soja, feijão e algodão. De janeiro a julho, a saída desses produtos e seus derivados já renderam ao país US$ 13,29 bilhões. A balança comercial do agronegócio, nesse mesmo período, contabilizou US$ 40,11 bilhões em exportações. De acordo com Rossi, este panorama consolida o agronegócio como um dos principais protagonistas da economia brasileira. “Esses avanços são fruto da capacidade empreendedora do produtor brasileiro e da política de apoio consistente do governo à agricultura”, explica.
A lista dos maiores estados produtores de grãos é encabeçada pelo Paraná (21,1%), seguida pelo Mato Grosso (19,7%), Rio Grande do Sul (15,6%) e Goiás (9,1%).
No que se refere à área semeada, o país saiu de 46,21 milhões para 47,36 milhões de hectares. A região Centro-Sul responde por 79% do total. O milho e a soja são também as culturas que mais se beneficiaram com a ampliação das terras cultivadas, com 14,71 e 21,33 milhões de hectares, respectivamente.
Estoques – A Conab divulgou, ainda, a quantidade de alimentos que o governo e o setor privado mantêm armazenada para a entressafra. Os estoques de passagem são de 10,63 milhões de t de milho, 1,03 milhão de t de arroz, 3,03 milhões de t de soja, 535,5 mil t de feijão e 2,28 milhões de toneladas de farelo de soja.
A pesquisa foi realizada por cerca de 80 técnicos, entre os dias 18 e 22 de agosto. Eles consultaram agricultores, cooperativas, sindicatos, órgãos públicos e privados dos principais estados produtores. As informações são da assessoria de imprensa da Conab. Fonte: Agrolink.
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Veja a dieta do nadador americano Michael Phelps.

Logo que começou a ganhar seu caminhão de medalhas nestas Olimpíadas, o nadador americano Michael Phelps descreveu sua rotina em Pequim: comer, dormir e nadar. E coloca comer nisso. Ele revelou seu cardápio ao site do jornal inglês Guardian e salta aos olhos o fato de ingerir 12.000 calorias em sua dieta diária. Seis vezes mais que um adulto normal. No café da manhã ele dá o início com três sanduíches de ovo frito, mas com alguns elementos a mais: queijo, alface, tomate, cebolas fritas e claro, maionese, afinal ele é americano. Para se divertir um pouco mais, três xícaras de café e um omelete com cinco ovos e uma tigela de cereais. Mas ainda não acabou. Três fatias de torradas com açúcar e para terminar três panquecas de chocolate. Aí vem o almoço. Meio quilo de macarrão e dois sanduíches grandes de queijo com presunto no pão branco com muita maionese. Para ter certeza de que seu corpo não ficará sem combustível, 1.000 calorias de bebida energética. E finalmente chega a hora do jantar, já com muita fome. Mais meio quilo de macarrão e uma pizza inteira, além de mais 1.000 calorias de bebida energética. Assim termina o dia do maior atleta olímpico de todos os tempos.  Fonte: o Globo.

Obs: Este sim seria nosso garoto propaganda ide
al...

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Caso de gripe aviária em gato é confirmado na Coréia do Sul.

Um caso de gripe aviária foi diagnosticado em um gato encontrado morto em abril passado na cidade sul-coreana de Gimje, indicaram nesta terça-feira (29/07) autoridades sanitárias, que disseram se tratar do primeiro mamífero vítima do vírus H5N1 no país.
Também é o primeiro caso de gato vítima da gripe aviária desde um registrado na Tailândia, em 1996.
O risco de contaminação para os humanos é pequeno, segundo os especialistas, à medida que não existem casos de transmissão do vírus de um gato para outros mamíferos.
"É muito raro que um gato contranha o vírus da gripe aviária", indicou Cho Hyun-Ho, do Centro Nacional de Pesquisa Veterinária.
O gato foi encontrado morto em abril passado, em Gimje, sul de Seul.
"Provavelmente o gato comeu um pássaro doente ou teve contato com frangos ou patos".
Gimje foi uma das primeiras regiões sul-coreanas afetadas pela última epidemia de gripe aviária, que se manifestou a partir de abril e se propagou por boa parte do país.
No início de maio, o ministério da Agricultura comunicou que outros focos de gripe aviária se estenderam para seis de nove províncias do país, apesar dos sacrifícios em massa ordenados pelas autoridades.
Desde a descoberta de um primeiro foco no início de abril, cerca de 8,5 milhõs de frangos e patos foram sacrificados no país.
O vírus H5N1 já matou mais de 240 pessoas no mundo desde o final de 2003. Na Coréia do Sul não foi identificado nenhum caso humano.   Fonte: Agrolink.
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Ressurgimento da gripe aviária na Nigéria.

As autoridades autoridades nigerianas anunciaram o surgimeto de um vírus H5N1 da gripe aviária nos Estados de Katsina e de Kano no norte do país, noticiou nesta terça-fiera (29-07) a agência oficial (NAN - sigla em inglês).
O vírus, que já matou quatro mil e 249 aves, foi confirmado depois de testes práticos aos animais da aldeia de Fagen-Kawo, no Estado de Kano, acrescentou um responsável agrícola national, citado pela NAN.
Segundo o responsável, o vírus surgiu este fim-de -semana após a perda de mil e 514 aves de uma fazenda.
Morreram também em Kadarko no Estado de Katsina em quinze galinhas, sessenta pintos e dez patos, sublinhou o responsável que acrescentou que solicitou aos especialistas de fazerm um inquérito nos locais afectados pelo vírus em certas zonas do país.
"Pensamos que a doença tinha sido transmitida por aves migratórias ou atraves de importação ilegal de aves, porque uma das aves infectadas em Gombe era uma ave aquática, precisou.
A Nigéria, o país mais populoso de África com pelo menos 140 milhões de habitantes, informou no início de 2007 a morte de homens infectados da gripe aviária na África do Oeste.  Fonte: Agrolink.
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Galinha cubana põe ovo que pode entrar no Guinness.
Uma galinha de Guantánamo, ao leste de Cuba, colocou um "superovo" de 171 gramas, um peso que poderia fazer com que ganhasse uma menção no "Livro Guinness dos Recordes" na categoria, atualmente em poder de uma ave de Lanzarote, na Espanha.
A informação foi transmitida pelo canal Solvisión de Guantánamo, onde,no dia 24/06/08, entrou Demmy Rojas, o orgulhoso dono da galinha, com o ovo debaixo do braço para que os cidadãos observassem o prodígio que acabava de ser posto em sua granja.
"Ele a trouxe como uma curiosidade há 15 dias, com o ovo, que pesa cerca de 171 gramas, e disse que, de vez em quando, a galinha colocava ovos desse tipo, mas não tão grandes", explicou à agência Efe Manuel, o encarregado de receber a prova dos incomuns dotes da ave.
Ele disse que, em outros casos de ovos deste tamanho, dentro do ovo se encontrou outro ovo, embora, neste caso, ainda não tenham tentado ver se isso ocorreu, devido ao interesse que despertou na população, depois que o canal promoveu o fato e deu à notícia um lugar de honra em vários programas.
"As pessoas ligam ao canal para felicitar o dono", disse Manuel, ao destacar que o fato de que um ovo local possa entrar no livro dos recordes é "motivo de orgulho" para os cidadãos de Guantánamo.
Tecnicamente, o ovo pesa 170,97 gramas, o que daria menos de um grama de vantagem sobre a ave das Ilhas Canárias. Mas, por ora, a galinha, cujo nome é mantido em segredo, mas se sabe que é uma mistura de várias raças da região, já detém o recorde da ilha.
À espera de comprovações técnicas, o ovo se encontra em uma caixa em um quarto do canal de televisão da província cubana, com ar condicionado para evitar eclosões imprevistas.  Fonte: Terra.
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Governo retorna a política de estoque de alimentos.

Apesar dos conselhos para aumentar o superávit primário e restringir ainda mais o crédito, o presidente Lula avalia que, por enquanto, não é necessário aprofundar medidas nessa área. Mesmo assim, determinou a sua equipe que elabore outras propostas para conter a inflação -entre elas, uma política de estoque de alimentos.
O governo espera gastar de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões para elevar os estoques de arroz, feijão, milho e trigo para 6 milhões de toneladas. O valor varia porque o governo ainda não sabe por quanto tempo comprará os produtos. Hoje, os estoques desses alimentos estão em 1,59 milhão de toneladas.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse  que o governo decidiu refazer sua política de estoques reguladores diante da nova conjuntura mundial, de demanda crescente e preços em alta.
"O mundo inteiro deixou de ter estoques. Estamos com os mais baixos estoques mundiais de trigo e milho", afirmou, acrescentando que hoje o governo só tem um estoque recente regulador de arroz.
Segundo Mantega, o ideal é que tanto o governo como o setor privado busquem formar estoques de alimentos para evitar grandes oscilações de preços e perdas para os produtores rurais caso sua cultura apresente um momento de desestímulo nos preços.
Esse aumento possui dois reflexos imediatos. Por um lado, estimula a plantação de algumas culturas, mas, por outro, torna o mercado volátil e dificulta ações do governo, porque há reajustes de preços para o consumidor, provocando impacto nos índices de inflação.
Por determinação de Lula, as medidas estão sendo estudadas pela equipe do ministro Reinhold Stephanes (Agricultura). Elas serão implementadas pela Conab neste e no próximo mês e, depois de fevereiro de 2009, por conta de previsões de colheita.
Quanto às propostas de elevar ainda mais o superávit primário e segurar o crédito, sugeridas por economistas de fora do governo, Mantega disse que, por enquanto, não há motivos para aprofundá-las. Segundo ele, essa é a posição do presidente sobre o assunto no momento, o que "não significa que estamos parados".
Ele lembrou que as medidas já adotadas -como o aumento do superávit de 3,8% para 4,3% do PIB- "não fazem efeito imediato". Destacou, contudo, que já começam a surtir efeito, porque "a inflação e a demanda já diminuíram um pouco".
O ministro da Fazenda afirmou ainda que a ordem de Lula é para "usar do remédio na sua dose adequada, para curar o paciente, e não matá-lo". Acrescentou que o "momento requer habilidade do gestor econômico para agir na medida certa".
Lula teme exagerar na dose das medidas e derrubar o crescimento da economia no próximo ano, como ocorreu entre 2004 e 2005. A expectativa do presidente é que o país registre crescimento de 4,5% a 5% neste ano e, no próximo, atinja a casa de 4,5%.  Fonte: Agrolink.
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Governo quer produção  maior de alimentos para combater crise.
Depois de elevar os juros e o superávit primário, o governo agora pretende controlar a inflação com um incremento na produção de alimentos.  Os agricultores terão R$ 65 bilhões para financiar a próxima safra e outros R$ 13 bilhões serão destinados a produtores familiares.
As medidas farão parte de pacote agrícola a ser anunciado no início de julho/08  pelo presidente Lula. Segundo o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), as medidas discutidas nesta quinta-feira serão suficientes para elevar a produção de alimentos em 5%, alcançado 148 milhões de toneladas.
No ano passado, o financiamento à safra foi de R$ 58 bilhões e à agricultura familiar, de R$ 12 bilhões.
O presidente convocou a reunião para analisar uma maneira de evitar que a inflação --cuja meta é de é de 4,5% para 2008-- supere os 6,5% neste ano.
Após a reunião desta quinta, o ministro da Agricultura afirmou que serão propostas ações de curto e longo prazos com a preocupação também de não degradar o ambiente.
"Acho que está se tentando caminhar em duas linhas. Uma, com a visão a longo prazo, que é a agricultura sustentável. Procurando fortificar o pequeno agricultor. E uma segunda linha que é aumentar alimentos", afirmou.
Stephanes disse ainda que no dia 2 de julho o presidente deve anunciar em Chapecó, no interior de Santa Catarina, as medidas para estimular a agricultura familiar. As medidas de incentivo à agricultura comercial saem no dia seguinte, em solenidade no Palácio do Planalto.
Além de Stephanes, participam da reunião o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o senador Aloizio Mercadante, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e o economista Luiz Gonzaga Beluzzo, entre outros.   Fonte: Folha
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Agricultores colhem frutos com alta dos preços.
Se por um lado o mundo inteiro se mobiliza para encontrar soluções para a alta dos alimentos, os produtores agrícolas colhem os frutos felizes da vida. Depois de 30 anos convivendo com reduções sucessivas nos preços dos produtos agrícolas, o momento atual é de bonança.
- Os produtores estão superfelizes - disse Ricardo Cotta, superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). - Se os preços não tivessem altos, a situação poderia ser muito pior, pois com o aumento dos insumos agrícolas, que elevam em cerca de 20% a 40% o custo da produção dos alimentos, a situação seria de crise no setor.
Cotta sugere que o governo faça investimentos de infra-estrutura. - Nossos portos estão totalmente sucateados - criticou Cotta. - É provável que aconteça um apagão portuário com aumento da safra. Também é necessária a desregulamentação dos portos, para que recebam investimentos privados, pois a legislação brasileira não permite.
Outra medida importante, segundo Cotta, é aprovação pelo governo federal de uso dos fertilizantes genéricos para aumentar a concorrência no mercado internacional. Também defendeu o fim da cobrança das alíquotas de importação dos fertilizantes e matérias-primas e do adicional cobrado em cima do valor do frete na importação pela Marinha Mercante.
O produtor rural de soja, milho e feijão em Goiás, Alécio Marostica, 60 anos, disse que a safra 2007-2008 foi muito positiva e deixou os produtores muito contentes, principalmente pela alta dos preços. Segundo ele, o clima extremamente propício favoreceu a safra.
Apesar do cenário otimista que vive o setor, as previsões do agricultor são pessimistas. Ele prevê falta delim aumento do preço do barril de petróleo.
- Os fertilizantes subiram 130% do ano passado para cá. - criticou. - Com o aumento do petróleo, haverá redução de tecnologia, de fertilizantes e da área de produção, e com isso haverá diminuição do estoque e o preço dos alimentos vai explodir.
Na segunda-feira (09/06/08) , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo tomará medidas para aumentar a produção de fertilizantes brasileiros para reduzir a importação, que chega a 75% do que é consumido atualmente. A medida foi vista com bons olhos pelo produtor. Fonte: Jornal do Brasil.
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Banco Mundial anuncia US$ 1,2 bi para combater crise dos alimentos.
O Banco Mundial anunciou nesta quinta-feira ( 29/05/08) que vai liberar ajuda financeira imediata para os países mais duramente atingidos pela alta mundial dos preços dos alimentos, dentro de um pacote de assistência no valor de US$ 1,2 bilhão (R$ 1,9 bilhão).
Um total de US$ 200 milhões (R$ 327 milhões) será destinado para países considerados como de "alta prioridade", com maior risco de serem atingidos pela fome.
Entre esses países estão o Haiti e a Libéria, que deverão receber US$ 10 milhões (R$ 16,3 milhões) cada, e Djibuti, com US$ 5 milhões (R$ 8,2 milhões).
Togo, Iêmen e Tadjiquistão também estão incluídos nesta relação de países mais vulneráveis.
"Essas iniciativas vão ajudar a combater o risco imediato de fome e desnutrição entre as 2 bilhões de pessoas que lutam para sobreviver em meio ao aumento dos preços dos alimentos", disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
"Essa não é uma questão como a de HIV/Aids, que necessita de pesquisas. As pessoas sabem o que fazer", disse Zoellick. "Nós simplesmente precisamos assegurar que tenhamos os recursos e coordenar as operações ao redor do mundo."
Os países poderão utilizar os recursos para comprar comida para escolas e outros serviços básicos, assim como para comprar produtos essenciais, como sementes e fertilizantes.
Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, parte dos recursos poderá ser usada para emergências, como auxílio a mulheres grávidas ou crianças pequenas.
O Banco Mundial também deverá liberar US$ 2 bilhões (R$ 3,2 bilhões) no próximo ano para o financiamento de projetos em agricultura, incluindo seguro de lavouras.
A alta dos preços dos alimentos será tema de debates entre líderes mundiais nos próximos dias.
Um relatório das Nações Unidas afirma que os preços de produtos básicos, como trigo e carne, devem permanecer altos nos próximos anos.  Fonte: O Globo.

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Isopor também pode ser reciclado.
Ao ouvir falar sobre os danos causados ao ambiente pelo descarte incorreto do poliestireno expandido (EPS), popularmente conhecido como isopor,muita gente até percebe que contribui com a degradação, mas não sabe como evitá-la. Afinal, o isopor está hoje associado a um número cada vez maior de hábitos de consumo: das bandejas de padarias e supermercados às embalagens de proteção e até peças da construção civil.
Segundo a Associação Brasileira do Poliestireno Expandido (Abrapex), foram produzidas 55 mil toneladas do material no Brasil em 2007 e outras 2 mil toneladas foram importadas junto a equipamentos eletrônicos e diferentes bens trazidos do exterior. Mas, ao contrário da crença espalhada no país, o EPS é totalmente reciclável e já existem algumas empresas no Brasil que o reutilizam.
O presidente da Abrapex, Albano Schmidt, conta que metade da produção nacional de isopor é usada na construção civil e fica incorporada à obra, mas o restante poderia ser transformado. "Não temos dados concretos sobre a quantidade de EPS reciclado, mas estimamos que somente 5 mil toneladas recebam o destino adequado", afirma.
Os principais entraves para que o produto não acabe flutuando nos rios, entupindo bocas-de-lobo ou sobrecarregando os aterros sanitários são a falta de conscientização da população - que coloca o material no lixo comum - e as características físicas do isopor - leve e volumoso -, que dificultam seu armazenamento e transporte.
Apesar das dificuldades, há quem já esteja trabalhando com o reaproveitamento do isopor. A cooperativa paulistana Coopervivabem começou a recolher e a vender o EPS em janeiro de 2007 e hoje funciona como um ponto de coleta para as outras cooperativas de reciclagem da cidade: ela compra o produto sujo, faz a remoção de fitas adesivas, papéis,grampos e outros materiais e o revende. "Antes o isopor não tinha finalidade nenhuma, ia parar no lixo. Agora, já tem valor comercial que torna a coleta viável", diz Elma de Oliveira Miranda, tesoureira da Coopervivabem.
O valor aque Elma se refere, no entanto, ainda é baixo se comparado com materiais mais caros, como o alumínio ou as garrafas PET. Em São Paulo, o quilo do EPS limpo é de R$ 0,40, R$ 3 a menos do que o quilo do alumínio e R$ 0.80 mais barato do que o quilo do PET.
Mesmo assim, Elma e os outros 63 cooperados animam-se com a perspectiva de complementar a renda. No primeiro mês da ação, foram recolhidos1.523 quilos de isopor. Atualmente, a média é de 4.273 quilos por mês."Aconselhamos a população a sempre enviar o EPS para a reciclagem. Se o ponto de coleta não tiver um recipiente próprio, é só colocar junto com os plásticos",declara.
Depois de limpo, o isopor da Coopervivabem é encaminhado para a Pró-Eco, única recicladora totalmente dedicada ao EPS no Brasil. Há um ano e meio no mercado, a empresa desenvolveu uma tecnologia que retira o oxigênio do material, diminuindo seu volume. "Nos baseamos em uma tecnologia coreana para desenvolver uma máquina portátil, de apenas um metro quadrado, que viabiliza o transporte e o armazenamento do isopor", afirma Daniel Cardoso Fernandes,gerente de produção da empresa.
Sem oxigênio, o EPS passa a ser uma massa compacta, que depois é novamente transformada em grãos e encaminhada para a fabricação dos mais diferentes produtos, como rodapés, molduras, porta-retratos,cabides e réguas.
Fernandes explica que a Pró-Eco tem capacidade para processar 600 toneladas de isopor mensalmente, mas que até agora só conseguiu transformar 100 toneladas por mês. Os motivos para a ociosidade da indústria,segundo ele, são a pouca conscientização da população e das empresas geradoras de embalagens de EPS, além da dificuldade logística causada pelo grande volume e pouco peso do produto. "A situação precisa mudar. Nos aterros sanitários, por exemplo, o isopor funciona como um isolante, dificultando a degradação do lixo orgânico e a expulsão dos gases resultantes da decomposição", alerta.
Além do processo feito pela Pró-Eco, existem ainda outras formas de reciclagem mecânica- que reintroduz o material triturado em novas peças de EPS, especialmente em blocos para construção - e de reciclagem química, que dissolve o produto para a fabricação de colas, solventes, solados de calçados e outros.
Outras medidas adotadas para mudar a situação do isopor no pós-consumo são as parcerias fechadas entre a Abrapex e grandes redes varejistas para que cada uma delas funcione como ponto de recebimento do EPS levado pela população. De acordo com Schmidt, a ação ainda é tímida e apenas algumas unidades de marcas conhecidas pela população, como Wal-Mart, Magazine Luiza, Ponto Frio e Casas Bahia, já aderiram ao programa.
A associação também vem trabalhando junto aprefeituras que têm coleta seletiva, para conscientizar tanto as administrações quanto a população sobre o destino adequado do isopor.
Para saber onde deixar o EPS na sua cidade ou bairro, entre em contato com a secretaria responsável pela coleta seletiva de sua prefeitura ou com a Abrapex, pelo site www.abrapex.com.br ou pelo e-mail eps@abrapex.com.br. Na cidade de São Paulo, é possível obter informações pelo Alô Limpeza, no telefone 156.  Fonte:Uol.
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Consumidor paga mais por alimentos devido aos impostos.
Um levantamento feito por tributaristas revelou o quanto o brasileiro paga, de impostos, na hora de comprar produtos essenciais. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), no Brasil, os impostos somam em média 22,5% do preço de alimentos, bem mais que na Inglaterra ou nos Estados Unidos, por exemplo.
Cada alimento tem embutido no preço, segundo o instituto, no mínimo seis impostos: PIS, Cofins, ICMS, IPI, contribuição previdenciária, imposto de renda e contribuição social sobre o lucro.
A aposentada Otília Gomes de Paula sabe que quando faz compras paga para o governo. “Em tudo tem imposto. No caso do feijão, em média 15% do que o consumidor paga são impostos. “Eu acho alto”, diz a aposentada.
O impacto ainda maior sobre outros alimentos. Na carne bovina, 17% do preço são impostos; nos ovos de galinha, 20% e biscoitos, 37%.
A farmacêutica Márcia Correira queria os valores na embalagem. “Porque aí o consumidor saberia exatamente o que ele está comprando e o que ele está pagando”, diz.
O consumidor pode até não ser informado detalhadamente sobre o que está pagando. Mas o governo sabe que os tributos pesam no custo dos alimentos, tanto que com a ameaça da inflação, anunciou: vai reduzir impostos que incidem sobre o pãozinho para compensar os aumentos de preço.
O dono de supermercados acha insuficiente. “Quem dera que fosse só a inflação, há um aumento brutal da carga tributária hoje em dia”, afirma o empresário Artur Gandini Silva.

Segundo o tributarista Gabriel Amarante, a Constituição já prevê a redução dos tributos sobre produtos considerados essenciais. “Mas isso não é observado. Por isso, no final das contas, o consumidor que tem um produto extremamente essencial que é a comida, arroz, feijão, açúcar, paga um tributo muito alto.”
“Eu acho que se o governo limitasse o imposto a gente conseguiria muito mais coisas”, afirma a cabeleireira Aparecida Carvalho.
“Essa renda que sobraria um pouquinho a mais pro trabalhador eu poderia estar investindo em outra coisa, no caso, outro produto, levando até mais mercadoria e aqueceria muito mais a economia do país”, diz o vendedor David Marcos.  Fonte: O Globo.

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Retenção da oferta sustenta preços até colheita da safrinha.
A perspectiva a médio prazo é boa para o produtor e ruim para o consumidor de milho, diz a consultoria mineira Céleres. Com a colheita da safra verão atingindo 85% da área plantada na região Centro-Sul, a oferta do cereal não cresce na proporção esperada por granjeiros e indústria de carnes, e os preços devem continuar firmes em todo o País. "Com a demanda firme pela mercadoria, seja doméstica, seja internacional, os produtores rurais estão adotando a postura de retenção do milho com a expectativa de maiores altas no futuro", constata a Céleres. Uma mudança neste cenário pode acontecer com a entrada da safrinha no mercado. Em pleno desenvolvimento, a safrinha está sendo favorecida pelo clima, principalmente no Centro-Oeste do País, onde as lavouras estão com ótimo aspecto e podem resultar em produção recorde. Se isso acontecer, a oferta do produto no mercado interno crescerá e os preços devem parar de subir.
Para a Céleres, a previsão de uma menor produção de milho nos Estados Unidos sustenta os preços internacionais do cereal, o que resultará em competitividade para o Brasil.
Nos Estados Unidos, o clima dificultou a implantação da lavoura no período ideal. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou no final da tarde de ontem(12/05/08) que o plantio da safra segue atrasado: atinge 51% da área ante 71% há um ano.
Até o domingo(11/05/08), 11% do milho havia emergido, contra 32% em igual período do ano passado.
No Brasil, segundo a Somar meteorologia, as temperaturas apresentam comportamento típico do outono, com ondas de frio e queda de temperatura em todo o Centro-Sul, "mas sem registro de geadas nas áreas de milho safrinha do Paraná e do Mato Grosso do Sul".
A semana (12/05/08)começou com poucos negócios reportados no mercado interno. No Paraná, os vendedores estão retraídos e os preços firmes em R$ 24/saca no norte e oeste do Estado. No Mato Grosso, onde praticamente não há milho disponível, produtores também restringem a comercialização futura da safrinha. Um corretor disse que há receio em fixar preços em dólar, já que a moeda americana continua se desvalorizando em relação ao real.
Fonte:
Cereais - Hencorp Commcor.
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Crise de alimentos fará do Brasil "celeiro do mundo", diz especialistas.
A crise alimentícia que tem trazido preocupação ao mundo mostra-se uma boa oportunidade para o crescimento do agronegócio brasileiro.
Segundo especialistas em economia agrária ouvidos pelo G1, o país é uma das nações mais preparadas para suprir a atual escassez de alimentos – ganhando mercados e lucros para seus agricultores no processo.
“Somos o principal beneficiário dessa conjuntura”, afirma Marcos Fava Neves, professor de estratégia do curso de Administração da USP.
“Hoje, já somos líderes mundiais na produção de diversos produtos agrícolas, como carne bovina, suco de laranja e soja. Amanhã, o Brasil poderá ser o celeiro do mundo, a solução do problema da inflação dos alimentos”, proclama.
"Estamos vindo de uma safra muito boa, rentável ao produtor, com muito investimento em tecnologia. Isso implica aumento de produtividade e dá uma boa perspectiva", confirma Ana Laura Menegatti, analista da consultoria MB Agro.
A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que, neste ano (2008), a safra atinja um recorde de 142,03 milhões de toneladas de grãos colhidos. Esse volume representa um crescimento de mais de 120% em apenas dez anos – a safra 1997/1998 foi de 76,558 milhões de toneladas de grãos.
Ainda assim, as perspectivas são de forte incremento da produção. O país tem cerca de 400 milhões de hectares de terras aráveis. Desse espaço, apenas cerca de 60 milhões de hectares são hoje destinados à agricultura.
"Entre os grandes produtores, o Brasil é o que tem mais área potencialmente arável. Pode crescer tanto por incorporação dessas áreas, onde o país tem vantagem, como por aumento de produtividade. O Brasil pode se destacar em agricultura", diz Ana Laura.
Segundo Fava Neves, o potencial de crescimento da agricultura brasileira é amplo. “Temos 120 milhões de hectares que podem ser incorporados à produção agrícola sem qualquer dano ambiental. Temos também um clima muito favorável para a agricultura e água abundante – um recurso cada vez mais escasso no mundo hoje”, lista.
Além disso, também há o interesse dos investidores externos pelo Brasil. “Somos hoje o mercado para o qual os investidores mais olham. Temos uma quantidade enorme de investidores que querem colocar dinheiro na nossa agricultura”, diz o professor da USP.
Segundo ele, cerca de 4 m
ilhões de hectares dos campos agrícolas brasileiros já são de propriedade de grupos estrangeiros.
Nos últimos dez anos, a área plantada no Brasil cresceu pouco menos de 35%. Nesse período, a produtividade cresceu de 2.187 quilos por hectare, na safra de 1997/1998, para uma previsão 3.026 dez anos depois – uma mostra do aumento do uso da tecnologia nas culturas.
"O agronegócio vem passando por intenso processo de profissionalização, que é intimamente ligado à melhoria de produtividade", diz a analista da MB Agro. A tecnologia usada nas lavouras de soja, por exemplo, é considerada de ponta, permitindo produtividade tão boa quanto a norte-americana.
“Temos espaço, clima e tecnologia. Acredito que, se fizermos todo o trabalho certo, poderemos dobrar nossa produção agrícola e triplicar as exportações do agronégócio (hoje na casa de US$ 50 bilhões anuais) no período de cinco a oito anos”, prevê Fava Neves.
Os especialistas entendem que a melhor perspectiva de crescimento para o agronegócio brasileiro está na substituição de pastagens pela lavoura. A área destinada a pastagens é três vezes a utilizada pela agricultura. "Nossa pecuária é extensiva. Se for intensificada, libera mais áreas para plantio de grãos, sem redução de nenhum dos dois produtos", diz Ana Laura.
Uma parte considerável dessas pastagens hoje se encontra em processo de degradação, por falta de manejo adequado, sem capacidade de produzir forragem suficiente para suportar uma quantidade razoável de animais.
"Podemos introduzir algumas tecnologias que permitam recuperação dessas áreas, e seria possível produzir mais bovinos em área menor, destinando uma parte dessa área para produção de grãos, alimentos", diz Kepler Euclides Filho, engenheiro agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
"A gente sabe que tem área que está sendo usada abaixo do seu potencial produtivo. Então, nosso crescimento não implica necessariamente plantar onde não pode, mas fazer um melhor aproveitamento dos recursos já disponíveis", concorda Ana Laura.
A preocupação dos organismos internacionais, no entanto, é que esse crescimento não seja suficiente. Em 2006, puxada pela melhora das condições de vida nos países em desenvolvimento – especialmente China e Índia -, a demanda mundial dos principais grãos ultrapassou a produção.
O caso mais emblemático é o do milho. O consumo mundial de quase 722 milhões de toneladas do produto no ano superou as 689 milhões de toneladas produzidas – e reduziu os estoques globais em cerca de 27%. O fato de cerca de 30% da produção americana de milho ter sido desviada para a fabricação de etanol também teria pesado nessa conta, de acordo com os especialistas. O mundo também produziu menos soja, arroz e trigo do que foi consumido.
E o mercado interno brasileiro, pode ser afetado por essa inflação mundial? Dificilmente, segundo Fava Neves. “Nossa produção ainda é muito superior à demanda nacional”, afirma. No entanto, ele ressalva que a situação pode ser diferente para alguns produtos nos quais o Brasil é dependente do mercado externo – em especial o trigo, commoditie na qual o país é um dos maiores importadores do mundo.
Para conseguir alcançar esse cenário positivo, no entanto, é preciso que o país supere uma série de barreiras.
“É preciso romper as travas administrativas e ideológicas do governo para que dinheiro de fora entre logo aqui, para resolver nossos problemas de logística e infra-estrutura”, diz Fava Neves.
Segundo ele, o principal problema nacional seria o “péssimo” estado em que se encontram portos e estradas. Essa degradação causaria a perda de uma fração considerável da produção ao longo do caminho até os consumidores, sejam do Brasil ou do exterior.
"A infra-estrutura, sem dúvida, ainda é um grande gargalo que tem que ser resolvido no futuro próximo se a gente deseja ser o celeiro do mundo", concorda Ana Laura, da MB Agro. "Tem regiões no Mato Grosso, por exemplo, onde por causa do custo ainda não compensa produzir", relata.
Os altos preços dos insumos agrícolas também freiam a expansão da produção. O Brasil ainda importa cerca de 80% dos fertilizantes que usa – e os preços vêm batendo recordes mês após mês. “Se aumentar muito nossa produção, pode faltar fertilizante”, adverte o professor da USP.  Fonte: O Globo.
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Gripes surgem na Ásia e terminam na América do Sul.

Ela surge na Ásia, foge para a Europa e a América do Norte e some na América do Sul nove meses depois. Essa é a história de vida e morte da gripe, que se repete ano após ano, segundo pesquisa que a ser publicada na próxima edição da revista especializada Science (www.sciencemag org).
Novos subtipos do influenza, o vírus da gripe, aparecem no leste e no sudeste da Ásia e, de lá, tomam o restante do mundo, indica a análise de 13 mil amostras de um deles, o H3N2, obtidas entre 2002 e 2007 nos cinco continentes. O H3N2 é o influenza mais comum encontrado hoje, com algumas variações.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe mata de 250 mil a 500 mil pessoas por ano. Os pesquisadores, liderados pelo professor Colin Russell, da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, esperam que o trabalho ajude autoridades sanitárias a atualizar a vacina para o subtipo vigente no período. Além disso, para conter os vírus mais agressivos, como o que causa a gripe aviária, é preciso focar esforços onde ele surge.
Como o vírus evolui rapidamente, é preciso adaptar a estratégia de combate com a mesma velocidade. "Se queremos prever o que virá em um ano, devemos prestar atenção ao que está acontecendo no leste e no sudeste da Ásia", diz Derek Smith, também de Cambridge, que participou do estudo.
A Europa e a América do Norte são atingidas primeiro porque existem várias linhas aéreas que as conectam com a Ásia - menos do que com a América do Sul. Quando atinge, afinal, esse continente, o restante do planeta já foi exposto e está imunizado. Já a África não aparece no estudo porque não existe ali acompanhamento sistemático da doença, diz Russell.
O grupo buscou ligeiras alterações em uma proteína no invólucro do vírus. Essa pequena mudança (que dá origem aos subtipos) é suficiente para o influenza driblar o sistema imunológico e adoecer uma pessoa.
Dessa forma, os cientistas determinaram quando e onde o H3N2 atual surgiu e como ele se espalhou pelo globo. A boa notícia é que, fora do berço, ele começou a perder força. "Uma vez que os vírus deixam a Ásia, eles estão a caminho da cova evolucionária", afirma Smith.
A análise também mostrou que a gripe é uma doença tipicamente de inverno na maior parte dos países, mas em algumas regiões asiáticas ele está constantemente circulando. "O que vemos são vírus passando de epidemia em epidemia como em uma corrida de revezamento", explica Russel.
Isso porque, em áreas tropicais, o influenza prefere a estação chuvosa. Quando a condição climática encontra nações muito populosas e próximas, a gripe nunca some. "No leste e no sudeste da Ásia, há grande variabilidade na estação chuvosa", diz Russel "Bangcoc e Kuala Lumpur estão separadas a apenas 1.100 quilômetros, mas as epidemias de gripe são registradas em épocas do ano completamente diferentes."
A equipe não detalha quais são os países que servem de incubadora. A OMS e os Estados Unidos tentam descobrir. "Temos aumentado a vigilância nessa área o mais rápido possível", diz Michael Shaw, do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos. "Ao menos, (agora) sabemos qual parte do mundo vasculhar e o provável período do ano."
A maioria das nações asiáticas mantém algum tipo de monitoramento da gripe. Porém, algumas delas, como Camboja e Laos, precisam investir mais.
Outro trabalho, publicado na revista Nature (www.nature.com), mostra que regiões tropicais são a fonte da gripe - que migra para regiões temperadas no inverno, para morrer no verão. "A geografia é importante no contexto da vacinação", afirma Edward Holmes, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Fonte: Agrolink
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Estudo do governo reafirma capacidade do Brasil de suprir demanda.
Um estudo preparado pela área de gestão estratégica do Ministério da Agricultura, com projeções até 2050, mostra que a agricultura brasileira terá condições de produzir alimentos e biocombustíveis em um volume necessário à atender a demanda. No caso do milho, as projeções indicam produção de 64,1 milhões de toneladas, contra consumo de 48,6 milhões de toneladas. "Esses resultados indicam que o País poderá atender seu quadro de suprimentos de modo a garantir o abastecimento do mercado interno e obter excedentes para exportação de 12 milhões de toneladas em 2017/18", avaliaram os técnicos do ministério. Em 2007, a exportação foi de 10 milhões de toneladas.  Fonte:Cereais - Hencorp Commcor.
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Japão vacinará milhares contra a gripe aviária.

O Japão se tornará o primeiro país do mundo a vacinar milhares de funcionários públicos contra a gripe aviária antes de uma disseminação em larga escala da doença.
Nos próximos meses, seis mil trabalhadores dos setores de saúde e de imigração serão vacinados. E as autoridades japonesas dizem que o programa pode ser estendido para incluir outros milhões de funcionários.
Segundo a OMS, a gripe aviária causou a morte de 240 pessoas em todo o mundo desde 1993, mas nenhuma delas no Japão.
O correspondente da BBC em Tóquio Chris Hogg diz, no entanto, que o governo japonês teme que uma explosão da doença em outro país asiático poderia se espalhar rapidamente e provocar conseqüências desastrosas no Japão, que tem um dos territórios mais densamente povoados.
Segundo Hogg, o Japão é provavelmente o único país asiático com recursos para adotar uma medida desse tipo.
O Japão tem, em estoque, 20 milhões de doses de vacina contra a gripe aviária para serem usadas depois de uma explosão da doença.
A vacina foi fabricada usando a variante letal do vírus, a H5N1, coletada em Vietnã e Indonésia.
Mas Chris Hogg diz que a Organização Mundial da Saúde não parece convencida de que o plano melhorará as chances de o Japão resistir a uma grande epidemia, descrevendo a medida como uma "grande manipulação dos dados".
Isso porque não se sabe qual a variedade de gripe aviária que pode provocar uma pandemia entre seres humanos.  Fonte: O Globo.

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Especialista diz que Brasil está preparado para epidemia de gripe aviária.
A possibilidade de uma pandemia de gripe aviária já foi noticiada muitas vezes, no entanto, é impossível traçar previsões para o assunto. A doença, que até a última contagem da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) divulgada em abril do ano passado, fez 291 vítimas, das quais 172 fatais, é uma variação de gripe transmitida por pássaros migratórios.
E se, como acontece atualmente com a dengue, várias pessoas apresentassem os sinais de contaminação pelo vírus da gripe aviária (H5N1), o país estaria preparado? Para o especialista da UnB em infecção pulmonar, Ricardo de Melo Martins, sim.
Ele atuou como consultor na criação do Plano Nacional de Contenção da possível pandemia e considera que o país está com condições de identificá-lo, inclusive, se o primeiro caso ocorrer longe dos centros urbanos.
A doença é transmitida primeiro para aves domésticas, que infectam as pessoas. O risco de pandemina está no fato de o vírus transmissor (H5N1) poder ser transmitido de pessoa a pessoa. Por causa do risco de pandemia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou aos países que se preparassem, criando planos de contenção.
“O Plano brasileiro está ligado aos planos dos demais países e, ao menor sinal de transmissão inter-humana do quadro de gripe, as sinalizações são desencadeadas e passa-se a atuar de maneira preventiva e conjunta. Dentro do plano existem os laboratórios satélites, ou seja, localizados em diversas regiões do país, identificando, quando ocorre algum surto, pessoas que podem estar acometidas pela gripe aviária”, detalhou Martins.
Até o fim de 2005, o Ministério da Saúde mantinha 46 “unidades sentinelas”, localizadas em regiões por onde passam as aves migratórias. Segundo o especialista é necessário que algumas pessoas sejam identificadas com o vírus para a produção de uma vacina ou medicamentos capazes de imunizar a população.
“É uma gripe, como nós estamos acostumados a ver, só que com uma intensidade maior, porque nós não temos anticorpos para esse novo vírus. Para que a gente desenvolva a defesa contra esse vírus é preciso que algumas pessoas desenvolvam a doença, e, com o correr do tempo, a população passa a ter uma imunização”, relatou.
Depois que o vírus for identificado em um laboratório satélite, todos os outros são acionados. Segundo Martins, neste ano foi inaugurada uma fábrica no Instituto Butantã (em São Paulo), com capacidade de elaborar vacina no menor espaço de tempo possível – embora isso possa representar meses. Por enquanto, na esfera da prevenção, ele considera que a situação está controlada.
“A questão é que nós não sabemos qual será a estrutura do vírus quando ele tiver a capacidade de fazer a contaminação inter-humana. Como o vírus tem grande capacidade de mudar, só no momento em que isso ocorrer é que nós vamos ter conhecimento suficiente para fabricar a vacina contra o vírus capaz de fazer a contaminação inter-humana”, acrescentou.
A Opas organizou em seu site uma compilação de dados sobre a gripe aviária. É possível ler recomendações para a população, como estão os estudos para a vacina, a contagem dos casos e ler perguntas e respostas. O Plano Nacional de Contenção da possível pandemia está no site do Ministério da Saúde.  Fonte: Agrolink.
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Oposição Européia ameaça projeto brasileiro do etanol.
A crescente oposição na Europa ao uso mais amplo do etanol já preocupa autoridades brasileiras."A mudança de humor da Europa em relação ao etanol é muito séria", disse um diplomata brasileiro. A Alemanha voltou atrás, na sexta-feira(04/04/08), da sua decisão de dobrar para 10% a mistura de etanol à gasolina. Na quinta, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, acusou Brasil e EUA de dumping de biocombustíveis. Em março, o Reino Unido retirou o financiamento a um programa de etanol. Teme-se que os biocombustíveis estimulem a devastação de florestas e contribuam pra elevar os preços das commodities agrícolas. Fonte:
Cereais - Hencorp Commcor.
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Ovo: velho vilão ou novo mocinho ?
A revista Cláudia do mês de Abril/08 traz uma reportagem novamente falando bem do OVO.  Para acessar o site da revista e ver a reportagem na íntegra: www.claudia.abril.com.br
Segue abaixo uma parte da reportagem:

 

Velhos vilões ou novos mocinhos?
A última palavra da ciência sobre o ovo, a gordura, o sal, o açúcar, a carne vermelha, o café e o chocolate.

Numa crônica publicada em 1997, o escritor João Ubaldo Ribeiro desabafou, com seu tom irônico e impagável: “Não agüento mais de culpa, acusado de suicidar-me a cada instante”. O texto falava sobre alimentos que lhe rendiam prazeres, mas que estavam condenados, como a manteiga: “Deve ser incluída nas listas de drogas proibidas, juntamente com cocaína e heroína”. Sobre o café: “Causa males recentemente descobertos por um laboratório de Glasgow ou Amsterdã ou Jacarta, que poderão deixar o freguês abestalhado, tarado, astênico ou hiperexcitável a ponto de matar a família e ir ao cinema”. Referia-se à carne: “É caso de se embuçar para ir a uma churrascaria”. Para o ovo reservava um suspiro de adeus: “E uma omeletezinha? E ovos estrelados, daqueles reluzentes como o sol, que a gente encarava com requintes de esfregadinhas de pão na gema? Com  presunto? Com bacon? Livrai-nos, Senhor, de todas essas pragas infernais”.
O tempo passou e as gostosuras citadas pelo escritor baiano saíram da lista negra e reconquistaram lugar à mesa. A tônica da nutrição, agora, é desaconselhar cortes radicais. “Não existe alimento vilão, mas consumo vilão”, diz o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe de nutrição clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Com bom senso, esses prazeres podem, sim, compor os melhores cardápios.
VILÃO - Em 1973, a Associação Americana do Coração limitou o colesterol a 300 miligramas por dia por causar distúrbios cardiovasculares. Como uma gema tem 215 miligramas, o ovo foi considerado uma bomba.
MOCINHO - Pesquisas dos anos 90 o absolveram. Especialistas da Universidade Harvard provaram que o consumo diário não eleva a incidência de infartos e derrames. Mais de 100 estudos o inocentaram. “O ovo é fonte de proteína de alto valor biológico, vitaminas do complexo A, B, D, E e K e de micronutrientes como colina, fundamental para a memória e o aprendizado e talvez tão importante quanto o ácido fólico para a formação do sistema nervoso fetal”, diz Ana Beatriz Leme da Fonseca, da VP Consultoria Nutricional, em São Paulo.
ÚLTIMA PALAVRA - Ovos no café-da-manhã podem ajudar a emagrecer. Uma equipe da Universidade Estadual da Louisiana comparou mulheres em dieta. Metade fazia o desjejum com torradas. A outra consumia ovos mexidos. A perda de peso foi 65% maior no grupo dos ovos.Um ovo por dia se a dieta é balanceada e o colesterol normal. Com taxas altas, três por semana.
QUANTIDADE - Um ovo por dia se a dieta é balanceada e o colesterol normal. Com taxas altas, três por semana.
Fonte: Revista Cláudia (Editora Abril)
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Homem, pato e arroz tem papel-chave nos surtos de gripe aviária.
Triangulação feita c
om dados de satélite permitiu que cientistas entendessem o problema.
Intenção é usar novo mapa da doença para controlar surtos antes que eles aumentem.
Os seres humanos, os patos e os arrozais, muito mais do que os frangos, figuram entre os principais vetores de transmissão da gripe das aves, segundo as últimas descobertas científicas divulgadas na quarta-feira (26/03) pela Agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).
Segundo os especialistas da FAO, com base nas pesquisas de centros associados, o número de patos e pessoas e o tamanho dos arrozais são os fatores mais significativos para a propagação do vírus. Os pesquisadores se baseiam principalmente nos dados de diversas ondas de gripe aviária altamente patogênica ocorridas na Tailândia e no Vietnã, entre o início de 2004 e o final de 2005.
As pesquisas foram possíveis graças ao uso de mapas feitos por satélites do cultivo de arrozais levando em conta o tempo, a intensidade do cultivo e os lugares de criação de patos. "A intersecção entre esses dados, junto com a cronologia dos surtos da doença, ajudou os cientistas a assinalar com exatidão as situações críticas no momento em que o risco do vírus H5N1 era maior", afirma a FAO.
A entidade estima que aproximadamente 90% dos 1,044 bilhão de patos domésticos do mundo se encontram na Ásia. Na China e no Vietnã se concentram a maior parte dessas aves, com 775 milhões, cerca de 75%. Na Tailândia, há 11 milhões de patos.
A FAO propôs intervenções baseadas no conhecimento dos lugares de risco e os calendários locais de cultivo de arroz e criação de patos, com o objetivo de orientar a luta contra a doença e evitar vacinações em massa indiscriminadas.  Fonte: O Globo.
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*Área de soja na China deve crescer em 2008.
A área de soja nas principais regiões produtoras da China deve aumentar significativamente em 2008, enquanto a área de milho, em conseqüência disso, pode diminuir, afirmou hoje a mídia local citando o Departamento Nacional de Estatísticas.
A área de soja na província de Heilongjiang pode ter um crescimento de 19,3% no ano para 4,69 milhões de hectares, e na província de Jilin, a área deve crescer 17,1% no ano para 521.013 hectares.
Já a área de milho em Heilongjiang pode ter uma redução de 13,3% no ano para 3,5 milhões de hectares, e ter um pequeno aumento de 0,2% no ano para 2,86 milhões em Jilin.
A alta nos preços da soja desde a segunda metade do ano passado tem feito com que produtores plantem mais a oleaginosa em vez de milho. As informações são da Dow Jones.
Fonte:
Cereais - Hencorp Commcor.
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Galinha põe ovo de 250 gramas na Bahia e bate recorde mundial.
A cidade de Simões Filho, na Bahia, pode virar a detentora de um recorde no Guinness, o livro dos recordes, por ter o maior ovo de galinha do mundo, informou a agência Futura.
O morador do município Genivaldo dos Santos exibiu no dia 11/03/08 para a imprensa um ovo posto por sua galinha. O detalhe é que o ovo tem nada menos do que 250 gramas.
De acordo com o Guinness, o maior ovo de galinha do mundo era cubano e pesava cerca de 148 gramas. Ou seja, o ovo bahiano superou o cubano por mais de 100 gramas. Fonte: Terra.com.br
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Novo recorde na agricultura.

A agricultura brasileira deve bater mais um recorde na safra 2007-2008, apesar do atraso das chuvas e do plantio na última primavera. As águas chegaram atrasadas, mas ainda a tempo de permitir uma produção superior a 139 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas - algodão, arroz, feijão, milho, soja, trigo e algumas lavouras de menor porte. No segundo levantamento, realizado em fevereiro, o IBGE estimou uma produção total de 139,6 milhões de toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, calculou uma safra pouco menor, de 139,3 milhões, mas também recorde.
As duas instituições têm colaborado nesse trabalho e suas estimativas tendem a convergir. As diferenças atuais são muito menores do que haviam sido até a última temporada.
O bom desempenho da agricultura deverá garantir mais um ano de resultados favoráveis no comércio exterior. No ano passado, o superávit comercial do agronegócio - diferença entre a receita da exportação e o dispêndio com a importação - chegou a US$ 49,7 bilhões, segundo as contas do Ministério da Agricultura. Esse resultado, 16,3% superior ao de 2006, foi facilitado pela forte demanda internacional de alimentos, sustentada principalmente pela prosperidade chinesa. Neste ano, as projeções dos especialistas indicam a manutenção de bons preços no mercado internacional.
Internamente, as perspectivas de bons ganhos para a agricultura permitem prever, por enquanto, boas vendas para o comércio varejista no interior e, também, a continuação da forte procura de equipamentos agrícolas. Os fabricantes de tratores, colheitadeiras e implementos tiveram bom desempenho no ano passado e em 2008 o cenário deve continuar favorável ao setor.
A produção de grãos e oleaginosas será 5,8% maior que a da safra anterior, segundo a Conab, ou 5,1%, de acordo com o IBGE. A diferença está nas bases de comparação. Seja como for, as novas estimativas superam as de janeiro e as notícias provenientes das zonas onde se processa a colheita da soja são animadoras.
A perspectiva de preços pelo menos tão bons quanto os de 2007 estimulou a expansão da área plantada da soja, do milho e do trigo. Mas o crescimento da produção deve resultar principalmente do aumento da produtividade: 2,7% para o algodão em pluma, 9,9% para o amendoim, 6,3% para o arroz, 3,3% para o feijão (consideradas as três safras anuais), 4,1% para o milho (nas duas safras), 0,5% para a soja e 65,7% para o trigo (severamente prejudicado, no ano anterior, pelo tempo desfavorável).
A boa produção deve permitir não só a exportação de volumes consideráveis de matérias-primas e de produtos transformados, mas também um abastecimento interno tranqüilo. Como os preços foram altos na última temporada, não deverá haver problemas importantes para o consumidor nacional neste ano. Alguns preços poderão até baixar. O do feijão já recuou no varejo, em fevereiro, e poderá continuar em queda a partir de abril, com a entrada da segunda safra. Esta foi a avaliação do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, feita na apresentação do novo levantamento da Conab.
Stephanes chamou a atenção, também, para um detalhe de considerável importância: a expansão das lavouras de cana, estimulada pelo programa de biocombustíveis, não está impedindo o crescimento da produção de alimentos. As lavouras de grãos e oleaginosas, disse o ministro, estão avançando em regiões de pastagens degradadas. Além disso, o aumento da safra de grãos e oleaginosas continua dependendo mais dos ganhos de eficiência do que da ampliação da área plantada. A Conab estimou em 1,2% o aumento da área destinada a essas lavouras. Está prevista, no entanto, uma produção 5,8% maior que a do ano anterior.
O ministro poderia ter acrescentado um detalhe nem sempre lembrado pelos envolvidos na discussão sobre o etanol: as decisões de plantio continuam sendo amplamente determinadas pela evolução dos preços e isso contribuiu, nos últimos tempos, para deter o avanço da cana, mas não o da soja e o do milho. Fonte: Agrolink.
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Safrinha de milho puxa crescimento da produção, diz CONAB.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aumentou em 221 mil hectares a estimativa da área para produção de milho (1ª e 2ª safras) em 2007/08, para 14,53 milhões de hectares. A extensão prevista agora é 3,4% maior que a do ciclo anterior, de 14,055 milhões de ha.
Com isso, a estimativa de produção aumentou 1,68 milhão de toneladas entre o quinto e o sexto levantamento, divulgado ontem (06/03/08).
Agora está prevista uma colheita de 55,267 milhões de toneladas, 7,6% mais que as 51,37 milhões de t obtidas em 2006/07.
De acordo com a Conab, das culturas de verão, as que apresentaram maior crescimento, em termos absolutos, foram a do milho 2ª safra, com um acréscimo de 2,5 milhões de toneladas, passando de 14,77 para 17,25 milhões, seguido do milho 1ª safra, com 1,4 milhão de toneladas.
A área cultivada com milho 1ª safra 2007/08 foi estimada em 9,6 milhões de hectares, 1,5% superior à cultivada na safra passada. A Conan estima produção de 38,0 milhões de toneladas, 3,9% (1,4 milhão de toneladas) superior à do ciclo anterior.
No Paraná 15% da safra verão já foi colhida, enquanto no Rio Grande do Sul o índice chega a 35%. No Nordeste, apesar da constatação de chuvas irregulares no oeste da Bahia, as previsões indicam para uma normalização da situação, o que deve confirmar a produtividade esperada. Nessa região a colheita inicia-se a partir de março.
Já a área plantada com milho segunda safra está estimada em 4,9 milhões de hectares, 7,3% (333,1 mil hectares) superior a safra anterior. No Paraná, o plantio já ocorreu em 26% da área e está abaixo do normal devido ao atraso na colheita da soja e do milho 1ª safra. No Mato Grosso, segundo maior estado produtor, a cultura encontra-se com o plantio praticamente fechado. A produção de safrinha está estimada em 17,2 milhões de toneladas com um incremento de 16,8% (2,5 milhões de toneladas) em relação à safra anterior.
Fonte:
Cereais - Hencorp Commcor.
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Brasil tem produção insuficiente de trigo.
A contradição é difícil de explicar: o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de produtos agrícolas, mas ao mesmo tempo tem lugar assegurado no bloco vanguardeiro dos importadores de trigo. A produção brasileira do referido cereal, matéria-prima básica para o fabrico de massas, pães e biscoitos, é suficiente para atender apenas a metade da demanda estimada para esse ano de 20