Entenda a importância da refrigeração de ovos e como boas práticas impactam a segurança alimentar globalmente.
s ovos são um dos alimentos mais consumidos globalmente, com elevado valor nutricional e papel estratégico na segurança alimentar. Apesar dos avanços em genética, nutrição e manejo de poedeiras, a etapa pós-postura permanece crítica para a manutenção da qualidade.
Nesse contexto, a refrigeração destaca-se como principal ferramenta para reduzir a deterioração e controlar a multiplicação de microrganismos. A faixa ideal de armazenamento situa-se entre 0 °C e 4 °C, evitando temperaturas negativas que possam comprometer a integridade da casca.
A produção mundial de ovos segue em expansão, com estimativa de crescimento de cerca de 10% entre 2020 e 2030. No Brasil, o aumento da produtividade tem sido significativo, com expansão proporcionalmente menor do plantel, refletindo ganhos de eficiência.
Esse cenário intensifica a necessidade de aprimorar a logística e a conservação pós-postura, especialmente diante do impacto da refrigeração nos custos operacionais, devido ao maior consumo de energia elétrica.
A contaminação microbiológica representa um dos principais riscos à qualidade dos ovos. Entre os agentes mais relevantes estão bactérias como Salmonella spp., Escherichia spp. e Staphylococcus spp., além de fungos dos gêneros Candida spp. e Aspergillus spp..
A refrigeração abaixo de 7 °C reduz significativamente a atividade microbiana na casca, sendo essencial para prevenir doenças alimentares e prolongar a vida útil do produto.
A validade dos ovos difere entre países, refletindo distintas abordagens regulatórias:
Essas diferenças impactam diretamente o comércio internacional e a padronização de práticas.
Após a postura, ocorrem alterações físico-químicas progressivas, como:
Essas mudanças estão associadas principalmente à perda de CO₂ através da casca e à degradação proteica, sendo aceleradas por altas temperaturas e umidade.
Entre as principais recomendações técnicas destacam-se:
O uso de ventilação forçada acelera o resfriamento e reduz riscos microbiológicos.
As políticas de refrigeração variam significativamente entre regiões:
O modelo norte-americano, baseado em controle rigoroso e sistemas HACCP, é frequentemente utilizado como referência internacional em segurança alimentar.
A heterogeneidade regulatória impõe desafios relevantes ao comércio global de ovos:
Esses elementos dificultam a harmonização de normas e a fluidez do comércio internacional.
A refrigeração é um componente central para garantir a qualidade e a inocuidade dos ovos, especialmente no controle de patógenos como Salmonella enteritidis.
Embora os benefícios sejam amplamente reconhecidos, a ausência de padronização global evidencia a necessidade de avanços regulatórios e integração entre mercados. A harmonização de práticas, aliada a investimentos em infraestrutura e capacitação, será determinante para ampliar a competitividade e a segurança do setor avícola no cenário internacional.
Fonte: noticiasagricolas.com.br