As duas partes acordaram em separar as exigências para cada proteína.
As duas partes já acertaram os próximos passos no caminho para a solução do impasse criado com a retirada do Brasil da lista de aptos à exportação de carnes e produtos de origem animal — a valer a partir de 03 de setembro.
Por parte do bloco, ficou a missão de encaminhar a relação do que precisa melhorar para assegurar o cumprimento das regras referentes ao uso de antimicrobianos. Do lado brasileiro, o tema de casa será responder ao que for pontuado. E que serão específicas para cada proteína que ficou de fora. Ações que devem se desenrolar em até duas semanas, como confirmou à coluna o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua.
— Estamos com esperança boa, porque é algo que já praticamos. Se trata do nível de garantia de fiscalização — avalia Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Moléculas de antimicrobianos que foram proibidas em portaria do Ministério da Agricultura do Brasil, já nem eram mais utilizadas pelas indústrias. Segundo a revista Globo Rural, em entrevista a jornalistas, Rua disse que o Brasil aguarda desde outubro do ano passado um posicionamento da UE sobre protocolos de uso de antimicrobianos.
Essa combinação de fatores explica a surpresa das autoridades brasileiras ao serem informadas da não inclusão na lista dos países aptos a exportar.
A ação do bloco estaria em linha com uma campanha de combate à resistência antimicrobiana, com regras que os produtores europeus têm de seguir desde 2022, conforme informações da porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova.
A preocupação do Brasil se justifica à medida que a UE é um importante mercado para os itens barrados (carne bovina, de frango, cavalo, tripas, peixe e mel). Outro temor é como essa atitude do bloco pode impactar a imagem desses produtos.
Não se pode desconsiderar a hipótese de uma restrição com cunho comercial, mas a resposta do Brasil precisa ser clara e objetiva: mostrar que as regras exigidas já são cumpridas.
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/